Chegou a vez da comunidade de Itamotinga receber os serviços do Saúde em Movimento. O programa, realizado pela Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), acontecerá na próxima quarta-feira (09).Serão oferecidos cerca de 200 atendimentos, entre consultas especializadas com: gastroenterologista, oftalmologista, endocrinologista, além de exames de ecocardiograma, eletrocardiograma e ultrassonografias. A população também terá à disposição práticas de ventosaterapia, auriculoterapia e liberação miofascial.As equipes estarão atendendo na Unidade Básica de Saúde do distrito e na EMEI Bom Jesus dos Navegantes, das 7h às 13h.DocumentosPara terem acesso aos serviços, os interessados precisam apresentar seus documentos pessoais: RG, CPF, Certidão de Nascimento (no caso das crianças), cartão SUS e comprovante de residência.
Itamotinga recebe a próxima edição do Saúde em Movimento nesta quarta-feira (09)
Especialistas discutem formas de melhorar acesso à cannabis medicinal
O primeiro contato de Vivian Dalla Colletta com a cannabis foi há oito anos. “Careta”, como ela mesma se definiu, sem sequer tomar refrigerante ou bebidas alcoólicas, ela nunca pensou nessa possibilidade de uso. Mas as intensas dores que ela enfrentava por causa de uma fibromialgia a puseram em contato com a planta medicinal, para fins terapêuticos.

“Minha história com a cannabis começa há oito anos. Tenho fibromialgia, que é uma síndrome de dor crônica. Então, sinto muita dor no corpo inteiro, a toda hora”, disse em entrevista à Agência Brasil. “Sempre controlei minha fibromialgia com exercício físico. Só que em 2015 tive uma apendicite e fiz uma cirurgia às pressas e, nessa cirurgia, foi lesionado o nervo da perna. Então comecei a ter choques e dores intensos, a ponto de desmaiar”.
Por causa disso, passou a tomar quatro remédios de tarja vermelha [medicamentos que devem ser prescritos por um profissional]. “E o médico queria me passar um quinto [remédio]. Fiquei assustada com isso. Não era possível que ele quisesse me passar um quinto medicamento enquanto eu continuava gritando de dor. Não funcionava. E aí eu lembrei de paciente com câncer que fumava maconha para aliviar a dor”, contou a farmacêutica, que também é pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e fundadora do Instituto Dalla Cannabis Ensino&Pesquisa.
“Nunca tinha colocado um cigarro de tabaco na boca e, no desespero, fui querer fumar maconha. Lógico que isso não deu certo”. Foi então que passou a usar o óleo de cannabis, que atua no sistema nervoso central e é extraído da cannabis sativa, a planta da maconha. “Não tomei mais nenhum medicamento, só tomei o extrato da planta, que eu tomo até hoje. Não tomo mais medicamentos para dor, só a cannabis”.
É a cannabis também que a tem auxiliado nessa nova etapa de sua vida, após uma cirurgia recente de um câncer no intestino. “Mas para o câncer, em especial, [o uso da cannabis] é algo que ainda precisa ser estudado”, ressaltou ela.
A Agência Brasil conversou com Dalla, como ela prefere ser chamada, durante a 2ª edição da Conferência Internacional da Cannabis Medicinal (CICMED), realizada em São Paulo até o próximo sábado (5). O evento conta com a participação de palestrantes internacionais e nacionais, além de laboratórios e distribuidores de medicamentos a base de cannabis medicinal, para debater e difundir as novas tendências de uso da substância em diversos campos da medicina.
Acesso
Segundo estudos científicos, a cannabis tem utilidade médica para tratar diversas doenças, entre elas, neurológicas, e não há relatos de que cause dependência. No entanto, o uso não é livre no Brasil e para ter acesso é preciso que um médico faça a prescrição. Até 2015, por exemplo, a venda de algum produto com canabidiol, substância derivada da cannabis, era proibida no país. Mas a partir disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a colocar o canabidiol na lista de substância controlada. Isso significa que empresas interessadas em produzir ou vender derivados dessa substância precisam obter um registro na Anvisa e que pacientes precisam de receita médica para comprar o produto.
Atualmente, há três formas de acesso ao canabidiol: em farmácias, por meio de associações ou por importação. Ainda não existe uma política de fornecimento gratuito de produtos à base de canabidiol por meio do Sistema Único da Saúde (SUS). O que há são projetos em tramitação no Congresso Nacional, por exemplo, buscando garantir o acesso ao SUS para pacientes que precisam dessas terapias.
“Em termos medicinais, [os prejudicados] são os pacientes. Na exploração industrial, são as empresas, que poderiam gerar renda, emprego e impostos. E tem também essa questão envolvendo o uso adulto, que acaba sem ter um limite do que é e o que não é [permitido] e pessoas acabam sendo presas por isso”, disse o advogado Leonardo Navarro, que atua no direito médico da saúde.
Para o advogado, que também faz uso da cannabis medicinal por causa de um distúrbio do sono, uma lei federal “viria pacificar” o assunto, o que diminuiria custos e aumentaria o acesso dos pacientes que necessitam dessa terapia. “Com uma lei que disciplina o que é o produto, o que ele pode, se pode ter forma alimentícia ou industrial, por exemplo, e quais os critérios para serem considerados medicinais, você passa segurança para todo mundo, você cria um sistema com segurança jurídica. Hoje, a regulação que a Anvisa fez é boa. Mas ela é em cima de uma resolução de uma diretoria colegiada. Se a diretoria colegiada amanhã muda, a gente tem um risco de alteração daquilo que já foi feito. Então, não podemos ficar com regulação de segundo escalão. Temos que ter regulação a nível legal”, disse à Agência Brasil.
Para o biotecnologista Gabriel Barbosa, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento e de Assuntos Regulatórios da empresa HempMeds Brasil, o estabelecimento de um marco regulatório sobre o tema poder fazer com que o custo do medicamento caia enormemente no país. “Já ouvi estimativas de que talvez a gente consiga baixar entre 30% e 50% o custo desse medicamento”, disse, citando que, ao importar um medicamento, entre 30% a 35% do custo dele se refere a impostos para nacionalização. Segundo Barbosa, a regulação também poderia facilitar o acesso para cerca de 6 a 7 milhões de brasileiros.
“Precisamos de uma legislação que sustente tudo isso. Já é previsto na legislação o cultivo para fins médicos e científicos, mas precisamos estabelecer parâmetros de como isso será feito, quem vai fazer, em que condições, e garantir que isso esteja de acordo com os ditames e convenções internacionais”, disse Barbosa, em entrevista à reportagem da Agência Brasil.
Segundo o biotecnologista, o Brasil está muito avançado em termos de uso medicinal da cannabis, mas enfrenta problemas quando se pensa no acesso à matéria-prima. “Estamos em um país que é um dos principais exportadores agrícolas do mundo, mas a gente depende exclusivamente de matéria-prima estrangeira para um produto que poderia estar sendo cultivado aqui no Brasil”. Barbosa defende que está na hora de o Brasil produzir e vender, e não só comprar a matéria prima. “Está na hora de tratar nossos pacientes e fazer com que essa riqueza permaneça e seja desenvolvida aqui no Brasil. Se a gente puder, de alguma maneira, cultivar [a planta] aqui no Brasil, o custo será reduzido, o acesso será facilitado”.
Para Vivian Dalla Colleta, o acesso à cannabis medicinal poderia ser facilitado no Brasil por meio das Farmácias Vivas, um programa que foi instituído em 2010 pelo Ministério da Saúde com competência para produzir fitoterápicos. O programa, segundo o ministério, compreende todas as etapas, desde o cultivo, à coleta, o processamento, o armazenamento de plantas medicinais até a manipulação. “A forma que eu acho que seria mais efetiva seriam as Farmácias Vivas, um projeto do governo federal onde é possível cultivar plantas medicinais, transformar em fito-medicamento e distribuir para a população via SUS. Isso já existe. O problema é que não existe lei que proteja a Farmácia Viva”.
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Fonte: Agência Brasil
Prefeitura de Petrolina oferta vacina em horários especiais nas Unidades Básicas de Saúde
A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, segue com o cronograma de ampliação dos horários de vacinação no município. Nessa sexta-feira (4), a Unidade Básica de Saúde (UBS) Lia Bezerra, na bairro José e Maria, funcionará em horário estendido, das 8h às 12h e das 14h às 19h. Já no sábado (5), a Unidade Dr Gaudêncio José do Nascimento, no bairro Jardim Amazonas, será aberta, e a vacina vai ser ofertada das 8h às 12h. Serão disponibilizadas vacinas para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Para se vacinar, basta comparecer nas Unidades com documento de identificação com foto, cartão SUS ou CPF e o cartão de vacinação.
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Texto: Débora Sousa – Assessora de Comunicação da Secretaria de Saúde
Farmácias habilitadas já podem realizar exames clínicos
A resolução que atualizou as normas de coleta, exames e análises para o diagnóstico de doenças entrou em vigor nesta terça-feira (1º). Entre as mudanças está a autorização dada a farmácias e consultórios isolados para a realização de exames clínicos em etapa única, com caráter de triagem.

Até agora, as farmácias só eram autorizadas a realizar testes de covid-19 e glicemia. Com a mudança, a lista de exames clínicos para triagem passa de mais de 40 tipos, como o do antígeno NS1 para triagem da dengue, por exemplo.
Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sergio Mena Barreto, a nova resolução posiciona as farmácias como porta de entrada do sistema de saúde do país. Atualmente, a instituição já contabiliza a existência de mais de seis mil salas configuradas para a assistência farmacêutica.
Sergio explica que a pandemia de covid-19 foi fundamental para desenvolver essa estrutura. “Realizamos 20,7 milhões de testes de covid e identificamos que pelo menos 10% dos casos eram graves o suficiente para encaminhamento ao hospital. Além disso, capacitamos cerca de 20 mil farmacêuticos para esses serviços”, explicou.
Exame toxicológico
A nova regra não apenas levou os exames clínicos para além dos laboratórios, como também incluiu na normatização os laboratórios anatomopatológicos e de toxicologia, ausentes na regulamentação anterior. Com isso, foi possível avançar em legislações como a que exige o exame toxicológico para motoristas de caminhões e ônibus.
De forma geral, a resolução criou três grupos de atuação nos exames de análise clínica. O primeiro grupo – constituído por farmácias e consultórios isolados – foi autorizado a realizar exames que não precisem de instrumento de leitura para os resultados e que tratem de material biológico primário, ou seja, que não necessitem de procedimento para obtenção.
Todos os outros serviços de análise clínica, como exames de sangue, por exemplo, ficaram restritos aos postos de coleta, classificados no segundo grupo, e aos laboratórios que constituem o terceiro grupo. No caso do segundo grupo, o processamento do material biológico é limitado à fase pré-analítica.
Parâmetros técnicos
Outra mudança presente nas novas regras abrange parâmetros técnicos e de infraestrutura para o funcionamento das centrais de distribuição de materiais biológicos e regulamentação da relação entre os postos de coleta e os laboratórios.
O contrato entre os dois serviços passa a ter um controle compartilhado do fluxo de registros de pacientes, solicitantes e exames, com critérios de rastreabilidade ampliados.
Também foram definidas as regras de envio dos materiais biológicos para laboratórios no exterior, como a presença de informações dos exames solicitados, do material biológico coletado, do paciente e do solicitante nas amostras.
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Edição: Kleber Sampaio – Agência Brasil
Prefeitura de Juazeiro celebra quatro anos da Policlínica Regional
A Policlínica Regional comemora, neste mês de julho, 04 anos de instalação no município de Juazeiro. A Prefeitura Municipal reconhece a relevância deste importante equipamento para assistência em saúde pública da região.O secretário de Saúde, Allan Jones, participou do evento em comemoração ao aniversário realizado na manhã desta segunda-feira (31). “A Policlínica desempenha um papel importante para o nosso município. Cerca de 40% dos atendimentos realizados aqui são de Juazeiro. A gestão Suzana Ramos parabeniza toda equipe e destaca a necessidade da articulação entre estado e municípios para a oferta de uma saúde de qualidade para as pessoas”, ressaltou.
Para a secretária de Saúde do estado da Bahia, Roberta Santana, a unidade é modelo de descentralização da assistência à saúde. “É uma felicidade estar aqui celebrando o aniversário da Policlínica. Este modelo é uma grande experiência de regionalização, pois compactuamos com os municípios o acesso às consultas. É importante levar as especialidades para o nosso povo, onde ele estiver”, comentou.Policlínica RegionalA Policlínica Regional oferece consultas ambulatoriais em 22 especialidades, além de exames de imagens para 10 municípios da região norte da Bahia.Ao longo de quatro anos, foram realizados cerca de 200 mil atendimentos, uma média que varia entre 5 a 7 mil por mês.
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Cronograma de férias também deve incluir check-up médico
No período de férias, seja escolar ou das funções laborais, é fundamental incluir no cronograma de atividades a realização de check-up clínico. Isso porque especialistas indicam que a medicina preventiva é a melhor ferramenta para identificar e tratar doenças que, muitas vezes, se apresentam de maneira silenciosa. Sem o diagnóstico precoce, problemas considerados mais simples podem avançar significativamente. Por isso, da fase da infância à terceira idade, o recomendado é realizar exames de rotina periodicamente.
Mesmo no período de férias, é imprescindível separar alguns dias do cronograma de atividades mais lúdicas para cuidar do corpo e, dessa forma, aproveitar ainda mais os momentos de lazer. O médico Júlio César Filho, do Instituto de Educação Médica (IDOMED), reitera que o check-up atua de forma preventiva, auxiliando na detecção de possíveis alterações no organismo ou doenças. Ele aponta, ainda, que é possível fazer esse acompanhamento por meio de alguns exames principais, como hemograma, exames de urina, fezes, cardiológicos, ginecológicos e exame de toque retal.
Para o médico, a importância do check-up se dá “porque muitas vezes podemos estar diante de algumas doenças ditas silenciosas, ou seja, que não acarretam no surgimento de nenhum sinal ou sintoma”, alerta. Dessa forma, o check-up deve ser feito com base nas comorbidades (doenças) que a pessoa já tem, além de precisar ser feito em intervalos de tempo regulares. “A cada seis meses ou anualmente, mas isso vai depender de cada um. O importante é que todos façam, independentemente de sentirem ou não algo”, observa o profissional.
Outro ponto reforçado pelo médico é que “não existe nenhuma pessoa que não tenha necessidade de check-up”, pontua. Ele reforça que em qualquer idade é importante a ida com regularidade ao médico para fazer o acompanhamento preventivo. “Caso a pessoa sinta algo, é sempre necessário procurar, imediatamente, o médico. Se for algo mais intenso, ir ao pronto atendimento para ser avaliado do ponto de vista de urgência. Não podemos postergar a ida ao médico”, finaliza Júlio.
Pesquisa reunirá dados sobre saúde mental de 3,5 mil pessoas LGBTI+
Estudo piloto da pesquisa Smile, liderada pela Universidade Duke, dos Estados Unidos, que investiga a saúde mental de pessoas identificadas como minorias raciais e de gênero, gerou fundamentos para a segunda etapa de um trabalho que está em andamento. A coordenadora do estudo no Brasil é a professora Jaqueline Gomes de Jesus, vinculada ao Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O projeto piloto, realizado em 2017 em seis países (Brasil, Quênia, Vietnã, Índia, Camboja e El Salvador), atingiu 2 mil pessoas. A nova etapa, mais aprofundada, tem foco no Brasil, Quênia e Vietnã, em função de financiamento aprovado pelo governo norte-americano para apenas essas nações. A meta é obter a participação de 3,5 mil pessoas da população LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais/travestis e intersexo) em cada um dos três países. No Brasil, elas poderão responder a um questionário online disponível neste endereço.
A segunda etapa do estudo aprofunda o que foi pesquisado na primeira fase, disse nesta quinta-feira (27) Jaqueline Gomes de Jesus à Agência Brasil. Para a professora, a nova pesquisa dará “precisão gigantesca” às demandas em saúde e à intervenção em nível de políticas públicas.
O questionário, que inclui questões sobre saúde mental, focadas em ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, autoestima, ‘suicidalidade’ e apoio social, demora cerca de 15 minutos para ser respondido. “Esse tempo é necessário para termos uma avaliação aprofundada, não só um relatório sobre bem-estar da população LGBTI+.” O questionário, não busca apenas dados, mas presta vários serviços, disse Jaqueline.
Há, por exemplo, uma lista de entidades que a pessoa pode procurar se achar necessário. ”Se ela tiver alguma indicação de risco de suicídio, pode responder a um documento que a gente chama planejamento de segurança, autoinstrucional. A pessoa vai avaliar a sua rede de apoio, contatos, com quem ela pode contar, para diminuir os riscos ligados ao suicídio.” Essa orientação não faz parte do questionário. É uma prestação de serviço, acrescentou a professora.
Aplicabilidade
Dados globais de diferentes estudos mostram que cerca de 52% dos jovens LGBTI+ já se automutilaram, contra 35% de jovens cis héteros; pessoas trans apresentam taxas mais altas de problemas de saúde mental do que pessoas cisgêneras LGB; 44% das pessoas LGBTI+ pensaram em suicídio, contra 26% de cis héteros; 92% dos jovens trans tiveram pensamentos suicidas e 84% se automutilaram.
Quanto às tentativas de suicídio, os números revelam que o percentual é de 5% entre lésbicas; mulheres bissexuais (7%); mulheres lésbicas ou bissexuais com deficiência (10%); gays (11%); homens bissexuais (16%); pessoas não binárias (36 a 38%); mulheres trans e travestis (42%); homens trans e pessoas trans masculinas (46%) e população em geral (1,2%).
Com base nos dados globais, Jaqueline de Jesus disse que será possível verificar a aplicabilidade de tais informações que já vieram de outros estudos no Brasil. “A gente vai ter dados que não existem ainda, com foco no Brasil. Um estudo desse tipo nunca foi feito no país”. As informações serão coletadas em 2024 e os resultados devem ser obtidos a partir de 2025. De acordo com a professora, as conclusões poderão ser usadas na elaboração de políticas públicas que atendam a essa parcela da população, que sejam baseadas em dados oriundos de pesquisas. A pesquisa científica é necessária para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para tratamentos em saúde mental baseados em evidências, acrescentou.
Segundo Jaqueline, além da coleta de dados, haverá abordagens de grupos focais. “Com isso, a gente consegue precisar, em cada país, no caso, o Brasil, que tipo de cuidado é mais importante em termos de foco em ansiedade ou depressão para cada grupo, por exemplo”. Essa abordagem permitirá determinar cientificamente o tipo de intervenção necessária, tornará possível definir o tratamento que funciona melhor para cada pessoa, de acordo com seu grupo, ou região, por exemplo, porque tem uma questão cultural envolvida. Isso significa que o que pode funcionar no Brasil pode não funcionar em outro país: “depende de questões culturais também”.
Violência
O Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+ revela que, no ano passado, o Brasil registrou 273 mortes violentas de pessoas desse grupo. A Rede Nacional de Pessoas Trans (Rede Trans) registrou 100 assassinatos de indivíduos desse grupo em 2022, em todo o país, além de 15 suicídios e de três vítimas letais da aplicação clandestina de silicone industrial.
De acordo com a Rede Trans, 97,3% das vítimas eram mulheres trans ou travestis; 77,8% eram pessoas negras; 43,7% tinham entre 26 e 35 anos; 43% residiam na Região Nordeste e metade das vítimas eram profissionais do sexo.
No período de 2017 a 2022, levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) informa que 912 pessoas trans foram mortas no Brasil, violência acaba afetando a saúde mental das pessoas LGBTI+.
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Edição: Nádia Franco -Agência Brasil
Prefeitura de Petrolina intensifica ações de combate às Hepatites Virais
Para comemorar o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, celebrado no dia 28 de julho, a Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, vai realizar uma ação com foco em orientações preventivas. Além disso, vão ser ofertados de forma gratuita testes rápidos para diagnostico das Hepatites B, C, Sífilis e HIV.
As equipes do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) estarão na Praça do Bambuzinho, nesse sábado (29), das 8h às 12h. Para realizar o teste, basta comparecer ao local com documento de identificação com foto e o cartão do SUS, o teste é feito de forma rápida e com total sigilo e descrição. O resultado sai com cerca de 30 minutos.
A secretária executiva de Vigilância em Saúde, Marlene Leandro, explica que esses serviços são ofertados diariamente no CTA. “Estamos seguindo as orientações do prefeito Simão Durando, em ampliar a oferta dos serviços. Essa ação é muito importante, pois quando mais cedo é descoberta, maior a chance de não se tornar uma doença crônica. Mas vale ressaltar que de segunda a sexta-feira a população pode procurar a sede do CTA para realizar dos testes”, destaca.
O Centro de Testagem e Aconselhamento fica na Rua Joaquim Nabuco, S/N, em frente ao Hospital Dom Malan/IMIP. O funcionamento da unidade é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Prefeitura e ONG ofertam atendimentos neuromusculares em Petrolina
A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, em parceria com a Associação dos Familiares e Amigos dos Portadores de Doenças Neuromusculares de Pernambuco (DONEM) para disponibilizar atendimentos e procedimentos médicos especializados para crianças com doenças neuromusculares e/ou doenças raras na cidade. A Associação também vai oferecer treinamento e informação sobre os cuidados que esses grupos precisam receber.
Na sexta-feira (28), na Unidade Básica de Saúde Amália Granja, bairro Vila Mocó, acontecerão os atendimentos para as mais de 30 crianças com encaminhamento para a especialidade, além das consultas com fisioterapias e testes genéticos para investigação e um diagnóstico conclusivo. No sábado (29), será a vez dos profissionais de saúde passarem por uma capacitação, onde serão discutidos vários assuntos relacionados aos cuidados e protocolos atualizados em doenças neuromusculares. Essa ação vai acontecer no auditório da UNINASSAU.
A equipe Secretaria de Saúde já realizou a triagem dos pacientes com doenças neuromusculares que estavam na fila de espera para que possam participar dos atendimentos. Para o secretário de Saúde João Luís Nogueira, essa parceria só vem para somar nos serviços de saúde na cidade. “Costumo dizer que tudo que vem para somar é bem-vindo. O prefeito Simão Durando não tem medido esforços e tem buscado ampliar a oferta dessas ações na cidade. Fruto disso é essa ação com a Associação, que a partir de agora está dando continuidade ao processo com o cadastro dessas crianças e o agendamento das consultas com médicos especialistas. Teremos assistência especializada para as crianças com doenças neuromusculares na cidade”, descreveu o secretário.
Semáforo do corpinho: Hospital Dom Malan em Petrolina faz prevenção ao abuso sexual de crianças e adolescentes
Na enfermaria pediátrica do Hospital Dom Malan em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, pacientes e acompanhantes conheceram nesta terça-feira (25) o ‘semáforo do corpinho’. A abordagem lúdica trabalha a prevenção do abuso sexual de crianças e adolescentes.
A coordenação do trabalho é da Diretoria de Cuidados Multidisciplinares do HDM/ISMEP, envolvendo os profissionais e os pacientes, como forma de orientar as crianças e os familiares. Pelo menos 35 crianças e mães da pediatria e berçário externo participaram da atividade educativa realizada pelo serviço social e psicologia.
As crianças interagem com os profissionais a partir das cores do semáforo de trânsito. O verde, amarelo e o vermelho são colocados em diferentes partes do corpo do profissional de saúde para que as crianças vejam, interajam a partir das provocações feitas e entendam o que pode ser um “toque” físico com abuso sexual. A programação se estenderá por toda esta semana com atividades educativas nos diversos setores do HDM/ISMPE, ressaltando o Estatuto Da Criança E Do Adolescente (ECA) e prevenção ao abuso sexual infantil.
Dados do Brasil
Segundos dados do Governo Federal nos 4 primeiros meses de 2023, foram registradas, ao todo, 69.300 denúncias e 397 mil violações de direitos humanos de crianças e adolescentes, das quais 9.500 denúncias e 17.500 violações envolvem violências sexuais físicas –abuso, estupro e exploração sexual– e psíquicas.
Em 2002, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania registro no Brasil 11 mil denúncias e 18,2 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes, com casos de exploração sexual, abuso, estupro e violências psíquicas.
Treinamentos
O Hospital Dom Malan /ISMEP realiza treinamento profissional em todos os setores da unidade de saúde. Nesta terça-feira (25), os profissionais que compõem a equipe da unidade de terapia intensiva (UTI) da Pediatria, receberam treinamento sobre o manuseio e cuidados com Cateter Venoso Central (CVC).
Outra equipe participou do Treinamento de Prevenção de Lesão por Pressão na UTI Obstétrica.
“Todos esses treinamentos realizados com a equipe multidisciplinar, leva todos os profissionais a um saber agir responsável, mobilizando, integrando, desenvolvendo habilidades que agregam valor social e competente a assistência prestada, ” destacou a Diretora de Cuidados Multidisciplinares do HDM/ISMEP, Magnilde Albuquerque.
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Assessoria de Comunicação do HDM/ISMEP











