Ministério da Saúde cria sala de situação para monitorar hepatite aguda em crianças

Fachada do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios

O Ministério da Saúde instalou uma sala de situação para monitorar casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida. Segundo a pasta, a proposta é apoiar a investigação de casos da doença notificados em todo Brasil, além de levantar evidências para identificar possíveis causas para a enfermidade.

Na última atualização realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério, 44 casos da doença haviam sido notificados no país. Desses, três foram descartados e os demais permanecem em monitoramento. Os casos foram reportados nos estados de São Paulo (14), Minas Gerais (7), Rio de Janeiro (6), Paraná (2), Pernambuco (3), Santa Catarina (3), Rio Grande do Sul (3), Mato Grosso do Sul (2) e Espírito Santo (1).

A sala de situação foi aberta nesta sexta-feira (13), vai funcionar todos os dias da semana e conta com a participação de técnicos da pasta, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e de especialistas convidados.

Além de monitoramento, a sala vai padronizar informações e orientar os fluxos de notificação e investigação dos casos para todas as secretarias estaduais e municipais de saúde, bem como para os laboratórios centrais e de referência de saúde pública. “O objetivo também é contribuir para o esforço internacional na busca de identificação do agente etiológico responsável pela ocorrência da hepatite aguda de causa ainda desconhecida”, informou o ministério.

No último dia 10, a pasta participou de reunião com um grupo de especialista junto à Organização Mundial da Saúde (OMS) e representantes de oito países (Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, Canadá, França, Portugal, Colômbia e Argentina) nas áreas técnicas de emergências em saúde pública, infectologia, pediatria e epidemiologia, para discutir evidências disponíveis até o momento.

Um dia antes, a pasta publicou uma nota técnica com orientação para secretarias estaduais e municipais de saúde sobre a notificação, a investigação e o fluxo laboratorial de casos prováveis de hepatite aguda de etiologia desconhecida em crianças e adolescentes. Como as evidências sobre a doença ainda são muito dinâmicas, a sala de situação deve atualizar periodicamente as orientações.

O que se sabe

A hepatite de origem desconhecida já acometeu crianças em, pelo menos, 20 países. A doença se manifesta de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus conhecidos da enfermidade. Em cerca de 10% dos casos, foi necessário realizar transplante de fígado.

Segundo a OMS, mais de 200 casos, até o último dia 29, haviam sido reportados no mundo, a maioria (163) no Reino Unido. Houve relatos também na Espanha, em Israel, nos Estados Unidos, na Dinamarca, na Irlanda, na Holanda, na Itália, na Noruega, na França, na Romênia, na Bélgica e na Argentina. A doença atinge principalmente crianças com um mês de vida aos 16 anos. Até o momento, foi relatada a morte de um paciente.

Em comunicado divulgado no dia 23 de abril, a OMS disse que não há relação entre a doença e as vacinas utilizadas contra a covid-19. “As hipóteses relacionadas aos efeitos colaterais das vacinas contra a covid-19 não têm sustentação pois a grande maioria das crianças afetadas não recebeu a vacinação contra a covid-19”.

Em nota divulgada no início de abril, a Agência Nacional de Saúde do Reino Unido, país com maior número de casos relatados, também informou que não há evidências de qualquer ligação da doença com a vacina contra o coronavírus. “A maioria das crianças afetadas tem menos de 5 anos, jovens demais para receber a vacina”.

Sintomas

De acordo com a Opas, braço da OMS nas Américas e no Caribe, os pacientes com hepatite aguda apresentaram sintomas gastrointestinais, incluindo dor abdominal, diarreia, vômitos e icterícia (quando a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas). Não houve registro de febre.

O tratamento atual busca aliviar os sintomas e estabilizar o paciente se o caso for grave. As recomendações de tratamento devem ser aprimoradas assim que a origem da infecção for determinada.

Os pais devem ficar atentos a sintomas como diarreia ou vômito e a sinais de icterícia. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

O detalhamento dos sintomas da doença pode ser encontrado no site da Opas.

Edição: Paula Laboissière – Agência Brasil

Anvisa abre consulta para revisar regulamentação de fitoterápico da planta popularmente conhecida como espinheira-santa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está com consulta pública aberta para o envio de contribuições que vão subsidiar a atualização do texto da Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek do Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. O nome científico se refere à planta popularmente conhecida como espinheira-santa.

Nativa da Região Sudeste do Brasil, suas folhas são muito utilizadas no tratamento de doenças estomacais.

Como participar

Os interessados têm até o dia 24 de junho para enviar contribuições, por meio de formulário específico disponibilizado pela Anvisa. As contribuições recebidas, exceto os dados pessoais informados pelos participantes, são consideradas públicas e de livre acesso.

Após o preenchimento do formulário eletrônico, será disponibilizado um número de protocolo ao participante, sendo dispensado o envio postal ou protocolo presencial de documentos em meio físico junto à Anvisa.

Em caso de limitação de acesso do cidadão à internet, será permitido o envio de sugestões por escrito, em meio físico, durante o prazo da consulta.

Edição: Paula Laboissière – Agência Brasil

Brasil tem 28 casos suspeitos de hepatite de causa desconhecida

Ministério da Saúde informou hoje (11) que está monitorando 28 casos suspeitos de um tipo de hepatite aguda infantil de origem até agora desconhecida. São dois no estado do Espírito Santo, quatro em Minas Gerais, três no Paraná, dois em Pernambuco, sete no Rio de Janeiro, dois em Santa Catarina e oito em São Paulo.

“Os casos seguem em investigação. Os centros de informações estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e a Rede Nacional de Vigilância Hospitalar (Renaveh) monitoram qualquer alteração do perfil epidemiológico, bem como casos suspeitos da doença”, disse a pasta em comunicado.

O ministério orientou os profissionais de saúde a notificar imediatamente à autoridade sanitária os casos suspeitos da doença.

A hepatite de origem desconhecida está acometendo crianças em, ao menos, 20 países. A doença se manifesta de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus conhecidos da enfermidade. Em cerca de 10% dos casos foi necessário realizar o transplante de fígado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 casos, até o último dia 29, haviam sido reportados no mundo, a maioria (163) no Reino Unido. Houve relatos também na Espanha, Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Itália, Noruega, França, Romênia, Bélgica e Argentina. A doença atinge principalmente crianças de um mês a 16 anos. Até o momento, foi relatada a morte de uma criança.

Em comunicado divulgado em 23 de abril, a OMS disse que não há relação entre a doença e as vacinas utilizadas contra a covid-19. “As hipóteses relacionadas aos efeitos colaterais das vacinas covid-19 não têm sustentação pois a grande maioria das crianças afetadas não recebeu a vacinação contra a covid-19”.

Em nota divulgada no início de abril, a Agência Nacional de Saúde do Reino Unido, país com o maior número de casos relatados, disse também que não há evidências de qualquer ligação da doença com a vacina contra o coronavírus. “A maioria das crianças afetadas tem menos de cinco anos, jovens demais para receber a vacina”.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas e Caribe, os pacientes da hepatite aguda apresentaram sintomas gastrointestinais, incluindo dor abdominal, diarreia, vômitos, e icterícia (quando a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas). Não houve registro de febre.

O tratamento atual busca aliviar os sintomas e estabilizar o paciente se o caso for grave. As recomendações de tratamento deverão ser aprimoradas, assim que a origem da infecção for determinada.

Os pais devem ficar atentos aos sintomas, como diarreia ou vômito, e aos sinais de icterícia. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

Hospital Dom Tomás avança no tratamento do câncer e amplia atendimento

O segmento de saúde do Vale do São Francisco está comemorando a realização crescente de procedimentos em oncologia, inéditos no Sistema Único de Saúde (SUS), a exemplo de uma cirurgia de cabeça e pescoço (laringectomia parcial), efetuada em um paciente do sexo masculino de 23 anos no Hospital Dom Tomás (HDT), em Petrolina – PE.

Referência em tratamento oncológico para mais de 2 milhões de pessoas, residentes no sertão pernambucano e cidades da Bahia e Piauí, o hospital Dom Tomás, conta hoje com 35 médicos a exemplo de oncologistas, cirurgiões oncológicos, cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista pediátrico, hematologista, mastologista, cardiologista, urologista, entre outros.

De acordo com o diretor médico da unidade hospitalar, Alan Ribeiro, para oferecer assistência humanizada e integral aos pacientes com câncer e seus familiares, o HDT dispõe de serviço de colonoscopia e endoscopia digestiva alta, ultrassonografia, radiografia, tomografia computadorizada, ECG, ecocardiograma, mamografia, laboratório de análises clínicas completo e serviço de anatomia-patológica.

“Contamos ainda com uma UTI adulta com 10 leitos, centro cirúrgico com duas salas para cirurgias de média e alta complexidade e capacidade para realização de 40 procedimentos cirúrgicos por semana, além de equipe multiprofissional com enfermagem, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais”, ressaltou.

O diretor médico acrescentou ainda que a realização dos procedimentos através do SUS, faz parte do projeto de expansão da entidade mantida pela Apami. Hoje, o Dom Tomás está em fase de ampliação dos serviços e passando por uma série de obras complementares que inclui o acréscimo do número de leitos de 21 para 60. “Para que nenhum paciente oncológico precise sair de Petrolina, buscando o atendimento necessário em outra região do estado ou do país e, visando a ampliação dos serviços oferecidos à comunidade e ao processo de renovação, que exige instrumentais e equipamentos novos, precisamos da continuidade das doações e da generosidade de cada um”,

Metade dos pacientes com covid têm sequelas que podem passar de um ano

Metade das pessoas diagnosticadas com covid-19 apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano, revela estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Minas. Pesquisadores da instituição identificaram 23 sintomas após o término da infecção aguda. Cansaço extremo, insônia e dificuldade em realizar atividades rotineiras estão entre as queixas relatadas pacientes.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene. O estudo acompanhou durante 14 meses, 646 pacientes que tiveram a infecção em 2020 e 2021 e verificou que 324 deles (50,2%) tiveram sintomas pós-infecção, caracterizando o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica de covid longa.

A fadiga, que é caracterizada por cansaço extremo e dificuldade para realizar atividades rotineiras, foi relatada por 115 pessoas, ou seja, 35,6% dos pacientes acompanhados. Outras sequelas relatadas foram tosse persistente (34%), dificuldade para respirar (26,5%), perda do olfato ou paladar (20,1%), dores de cabeça frequentes (17,3%) e trombose (6,2%). Foram constatados ainda transtornos como insônia, relatada por 8% dos pacientes acompanhados, ansiedade (7,1%) e tontura (5,6%).

De acordo com a pesquisadora Rafaella Fortini, que coordena o estudo, todos os sintomas relatados começaram após a infecção aguda. Muitos dos sintomas persistiram durante os 14 meses, com algumas exceções, como a trombose, da qual os pacientes se recuperaram em um período de cinco meses, por terem sido devidamente tratados por meio intervenções médicas adequadas.

A pesquisa constatou que a presença de sete comorbidades, como hipertensão arterial crônica, diabetes, cardiopatias, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica e tabagismo ou alcoolismo, levou à infecção aguda mais grave e aumentou a chance de ocorrência de sequelas.

As sequelas foram constatadas em pacientes que tiveram desde a forma mais leve ou assintomática até a mais grave de covid-19. Na forma grave, de um total de 260 pacientes, 86, ou seja, 33,1%, tiveram sintomas duradouros. Entre os 57 diagnosticados com a forma moderada da doença, 43, isto é, 75,4%, manifestaram sequelas e, dos 329 pacientes com a forma leve, 198 (59,3%) apresentaram sintomas meses após o término da infecção aguda.

Rafaella Fortini ressalta que é importante buscar os serviços de saúde para o tratamento da covid longa, até mesmo no caso de sequelas mais leves, que também podem interferir na qualidade de vida.

A pesquisa acompanhou pacientes atendidos no pronto-socorro do Hospital da Baleia e Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, ambos referência para covid-19 em Belo Horizonte. Os pacientes procuraram atendimento entre abril de 2020 e março de 2021.

Todos foram testados e tiveram diagnóstico positivo para a doença. Dos 646 pacientes acompanhados, apenas cinco haviam sido vacinados e, destes, três tiveram a covid longa. A idade dos participantes variou entre 18 e 91 anos; sendo que 53,9% eram do sexo feminino.

O monitoramento dos sintomas e sequelas remanescentes foi feito por meio de entrevistas realizadas uma vez por mês, presencialmente, ou por meio de uma plataforma virtual, no decorrer de 14 meses após diagnóstico confirmatório, no período compreendido entre março de 2020 a novembro de 2021.

Edição: Nádia Franco – Agência Brasil

Petrolina confirma primeiro óbito por Chikungunya

Nesta sexta-feira (6), a Prefeitura de Petrolina confirmou o primeiro óbito causado pela Chikungunya através do critério clínico epidemiológico. A paciente foi notificada dia 6 de abril, mesmo dia do óbito, no entanto a Secretaria de Saúde só teve a confirmação da causa morte nesta sexta, após recebimento do resultado do exame da irmã da mulher, que testou positivo para a doença, elas moravam na mesma casa.

A paciente era uma idosa, de 86 anos, sem históricos de comorbidades. A Secretaria de Saúde orienta a população a manter os cuidados para evitar água parada. O trabalho dos Agentes de Endemias continua sendo de orientação e controle de focos no tratamento larval e bloqueio de transmissão com inseticida. A secretaria ressalta a importância do papel social no controle do vetor Aedes aegypti, uma vez que estudos apontam que 80% dos focos estão dentro da casa das pessoas, inclusive há reincidência de focos em algumas localidades.

Mutirão contra o mosquito Aedes aegypti estará em Carnaíba do Sertão neste sábado

Para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, os moradores do distrito de Carnaíba do Sertão irão receber neste sábado (7) um mutirão da Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau). As equipes dos Agentes de Endemias estarão circulando pelas residências do distrito fiscalizando possíveis focos de proliferação do mosquito e orientando a população de como combater o transmissor de doenças como dengue, zika vírus e chikungunya.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Endemias, Núbia Almeida, as ações de combate ao Aedes estão intensificadas no município, tanto na zona rural quanto na zona urbana. “Nossas equipes estão circulando pelo município. Pedimos que a população receba nossos agentes e que também fique atenta às próprias residências, pois muitos focos são encontrados dentro das casas”, destacou.

Cerca de 100 pessoas participarão do mutirão. As equipes começarão a circular em Carnaíba do Sertão a partir das 8h e farão as inspeções e o trabalho educativo durante toda a manhã.

Outras ações

No último sábado (30), o mutirão contra o mosquito Aedes aegypti esteve no bairro Argemiro e circulou em casas como a de dona Ana Santana Silva, que aprovou o trabalho dos agentes comunitários. “Os trabalhos dos Agentes de Endemias foram fundamentais, pois essa ação veio para as pessoas se conscientizarem também sobre manter os cuidados necessários para evitar focos do mosquito. Um trabalho muito bom, gostei demais”, disse.

Fumacê e pulverização

A Prefeitura de Juazeiro também está realizando ações de pulverização tanto com o tratamento espacial Ultra Baixo Volume (UBV) quanto com a circulação do carro fumacê, em parceria com a Secretaria de Saúde da Bahia. Os carros estão circulando em horários estratégicos pela manhã e também entre o final da tarde e início da noite. “Quando chega o resultado do laboratório, o Núcleo de Endemias vai ao local onde teve o resultado positivo e faz o bloqueio com a bomba costal, realizando pulverização espacial em um raio de 100 a 300 metros, deste modo, eliminando o mosquito adulto”, disse o diretor de Vigilância em Saúde, Djalma Amorim.

Dengue Zap

A Prefeitura de Juazeiro também disponibilizou um número de WhatsApp para receber informações sobre possíveis focos do mosquito Aedes aegypti. O contato do ‘Dengue Zap’ é (74) 9 8827-9832. Ele funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h e recebe apenas mensagens. “É preciso que a população informe dados importantes como o endereço completo com nome da rua, bairro e número do imóvel, ponto de referência e um telefone para contato. Às vezes o servidor que é designado para o serviço vai ao local, mas não encontra uma pessoa responsável no momento ou mesmo não consegue chegar ao endereço indicado por falta de algumas informações básicas”, disse o supervisor do Núcleo de Endemias, Diego Alves da Silva.

Texto: Amanda Franco –Ascom Sesau PMJ

Covid-19: ministro oficializa fim de emergência sanitária

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assinou a portaria de encerramento da emergência de saúde pública de interesse nacional da pandemia da covid-19, hoje (22). Essa condição reconhecia a gravidade da pandemia e dava base para políticas e medidas de autoridades de saúde nos níveis federal, estadual e municipal. A norma deverá ser publicada em edição especial do Diário Oficial da União ainda nesta sexta-feira (22).

O fim da emergência de saúde pública terá um prazo de transição de 30 dias, para adequação dos governos federal, estaduais e municipais, ou seja, a portaria passa a valer em 22 de maio.

Em entrevista coletiva, o ministro e secretários da pasta afirmaram que essa mudança não comprometerá as diversas ações e o aporte de recursos para a vigilância em saúde.

“Mesmo que tenhamos casos de covid-19, porque o vírus vai continuar circulando, se houver necessidade de atendimento na atenção primária e leitos de UTI, temos condição de atender”, declarou.

Quanto à manutenção da condição de pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o titular da pasta acrescentou que a portaria lida com o encerramento da emergência de saúde pública de interesse nacional, sem mencionar pandemia ou endemia.

Um impacto chave do fim da emergência será sobre as medidas de restrição e prevenção, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, definida por estados e municípios. “O que muda é a questão de se restringir as liberdades individuais de acordo com as vontades de um gestor municipal. Não faz mais sentido este tipo de medida. A minha expectativa é que se acabe essas exigências”, disse.

Vacinação

Outro efeito do fim da emergência será sobre a exigência de vacinação para acesso a locais fechados. O ministro criticou essa exigência. Ele lembrou que 74% da população completaram o ciclo vacinal.

Sobre 2023, o ministro afirmou que “ninguém sabe” como será a vacinação contra a covid-19. “Vamos vacinar só idosos, profissionais de saúde, gestantes, crianças? Com qual vacina? Essa que temos, outra com capacidade de combater variantes? A ciência trará essas respostas”, ressaltou.

Sobre as vacinas e medicamentos autorizados em caráter emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o ministro disse que solicitou a prorrogação da medida por mais um ano.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, afirmou que o fim da emergência de saúde pública não afetará a transferência do governo federal para estados e municípios na modalidade chamada “fundo a fundo”.

Secretaria Especial

A secretaria criada para o combate à covid-19 será extinta. Na entrevista coletiva, Rodrigo Cruz afirmou que o tema será tratado “em alguma área no ministério”. O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, disse que será criada uma coordenação-geral voltada a vírus respiratórios.

Vigilância

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, informou que o ministério manterá ações de controle da doença e de outros vírus de síndrome respiratória aguda grave. “Manteremos vigilância de casos, testagem, notificação obrigatória, genômica, da síndrome inflamatória em crianças e adultos e vigilância de emergência em saúde pública”, declarou.

Telemedicina

Sobre a telemedicina, autorizada em caráter excepcional em razão da pandemia, Queiroga citou o Projeto de Lei nº 1998 de 2020, que está pronto para votação na Câmara dos Deputados. “Uma vez aprovado na Câmara, podemos editar uma nova portaria enquanto o Senado Federal se manifesta sobre essa proposta legislativa”, pontuou Queiroga.

Transição

Nesta semana, os conselhos de secretários de Saúde de estados (Conass) e municípios (Conasems) questionaram o fim da emergência e pediram um prazo maior, de 90 dias, em vez de 30 dias, para adaptação.

“Sob o risco de desassistência à população, solicitamos ao Ministério da Saúde que a revogação da Portaria MS/GM nº 188, de 3 de fevereiro de 2020, estabeleça prazo de 90 dias para sua vigência e que seja acompanhada de medidas de transição pactuadas, focadas na mobilização pela vacinação e na elaboração de um plano de retomada capaz de definir indicadores e estratégias de controle com vigilância integrada das síndromes respiratórias”, diz o ofício das entidades.

Na entrevista coletiva, Queiroga comentou a posição dos conselhos de secretários de saúde. “Eu sei que secretários dos estados e municípios queriam que o prazo fosse maior. Mas olha, o governador Ibaneis Rocha já cancelou o decreto do DF e o governador Cláudio Castro vai fazer o mesmo no Rio de Janeiro. Não vejo muita dificuldade para que secretarias estaduais e municipais se adéquem”, avaliou.

Nota técnica

O Conselho Nacional de Saúde divulgou nota técnica em que defende medidas para uma “transição segura da pandemia para uma futura situação endêmica da covid-19, mantendo as medidas não farmacológicas até que sejam atingidas coberturas vacinais homogêneas em todas as unidades da federação de, no mínimo, 80% da população vacinável”.

Entre as medidas, o conselho, que reúne representantes do poder público, de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e entidades da sociedade civil, recomenda a continuidade do uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração. Outra ação defendida pelo CNS é a “implementação de estratégias para verificação dos comprovantes de vacinação, especialmente em situações de aglomeração”.

Edição: Kelly Oliveira – Agência Brasil

Estudo aponta como alimentos ultraprocessados elevam o risco de obesidade entre os adolescentes

Não é novidade que o consumo de alimentos ultraprocessados (aqueles com adição de substâncias sintetizadas em laboratório, como refrigerantes, salgadinhos e refeições congeladas) faz um mal danado à saúde. Por conta disso, um novo estudo, realizado pela Universidade de São Paulo, em parceria com a Fapesp, publicado na revista científica Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, conseguiu identificar que o consumo de ultraprocessados eleva em 45% o risco de obesidade em adolescentes na faixa dos 12 aos 19 anos. A partir da análise de dados de mais de três mil jovens desta faixa etária, o trabalho também revelou que um aumento de apenas 10% na quantidade de ultraprocessados na dieta já é suficiente para elevar as chances de um diagnóstico. “É comum entre os jovens, o consumo elevado desses produtos. Mas o resultado disso pode ser desastroso para a saúde deles. De modo geral, os alimentos e bebidas ultraprocessados contêm aditivos químicos, como corantes, aromatizantes, emulsificantes e espessantes. Muitos deles tem teores elevados de açúcar e gordura, o que contribui diretamente para o ganho de peso”, explica Gabriel Pacheco, nutricionista na Rede Alpha Fitness.

No estudo, 3.587 adolescentes foram divididos em grupos. Quando comparados, aqueles que tinham os ultra processados como a maior parte da dieta (média de 64% do total de alimentos ingeridos) tiveram um risco 45% maior de obesidade em relação aos que a dieta era composta em apenas 18,5% pelos alimentos industrializados.  A pesquisa observou ainda que a obesidade abdominal teve seu risco aumentado em 52%, e a obesidade visceral (acúmulo de gordura entre os órgãos), em 63%. O último tipo foi considerado o mais preocupante pelos pesquisadores, que o ligam a um aumento mais expressivo no risco de desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e até mesmo de morte. O risco elevado pelos ultraprocessados é uma das muitas faces de um problema que está em alta no mundo. Segundo um levantamento da Imperial College de Londres, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade em crianças e adolescentes subiu 1.027% nos últimos cinquenta anos, o dobro do aumento observado na população adulta.

Além disso, é durante a adolescência que uma alta carga de hormônios é liberada no organismo e ocorre a maturação física e emocional do indivíduo. Assim, isso também pode modular a fome e a saciedade no cérebro, uma vez que os balanços emotivos bruscos levam muitos jovens a recorrerem à alimentação como compensação, envolvendo setores no cérebro que produzem dopamina e serotonina, neurotransmissores ligados ao humor, estabelecendo uma relação de conforto a longo prazo com alimentos prejudiciais à saúde.

IDOMED utiliza aplicativo que simula ambiente hospitalar

Com o objetivo de desenvolver capacidades, habilidades e soft skills durante o tratamento de seus pacientes internados em condições clínicas de baixa a alta complexidade ou emergenciais, o IDOMED está ampliando sua infraestrutura tecnológica e seu Laboratório Virtual de Simulação Clínica (LaViSIM). Para auxiliar as aulas de Terapia Intensiva, o IDOMED utiliza o aplicativo IDOMED LaViSIM, que simula um ambiente hospitalar, com paciente necessitando de cuidados clínicos intensivos e/ou de urgência.

No ambiente simulado (metaverso) os alunos, utilizando avatares com tecnologia de games em primeira pessoa, sob a orientação do professor, realizam procedimentos médicos, ministram medicações, têm acesso e interpretam exames complementares (como eletrocardiograma, radiografias, gasometrias, entre outros) e discutem ações para melhorar o estado de saúde do paciente virtual. Vale salientar que todo o ambiente reproduz, na íntegra, um ambiente hospitalar real, com riqueza de detalhes.

Durante as aulas, o docente interage com os alunos e é ele o responsável por parametrizar, em tempo real, os dados e sinais vitais do paciente com informações como batimentos e ritmos cardíacos, frequência respiratória e outros dados clínicos. Estar presente em um ambiente virtual é extremamente motivador e atraente para os alunos que cursam Medicina, permitindo que participem das aulas de qualquer lugar que estejam.

“O objetivo não é substituir o contato com pacientes humanos, mas sim prepará-los e torná-los ainda mais capacitados para lidar com as mesmas situações na vida real. Esse aplicativo traz diversas vantagens para os alunos, pois o ambiente virtual, onde o aluno pode atuar em equipe ou individualmente no tratamento do paciente grave, permite que o mesmo coloque em prática o que aprende nas aulas teóricas, potencializando enormemente a capacidade de fixar o conteúdo ensinado”, afirma João Antonio Pereira Correia, Gerente Médico de Operações Acadêmicas da Diretoria Nacional de Medicina do IDOMED .

Ainda de acordo com o JoãoAntonio Pereira Correia, porta-voz do IDOMED, diversos estudos apontam a importância de atividades simuladas na formação do médico, permitindo que ele treine em um ambiente controlado e seguro para que, quando estiver diante de um paciente real, apresente um desempenho mais assertivo e humanizado.

Sobre IDOMEDO IDOMED é um grupo que reúne 17 escolas médicas e consolida a tradição de mais de 20 anos de experiência nesse segmento acadêmico. Ele presente em todas as regiões do país, com quase sete mil alunos e foco em excelência no ensino, aprendizado prático, tecnologia aplicada e conexão com a carreira médica. O grupo oferece programas de graduação, pós, especialização, residência médica e cursos de atualização. Está entre os líderes na incorporação de tecnologia educacional voltada à formação em Medicina.