Dia Mundial do Gato: animais de estimação podem auxiliar em processos de terapia

No dia 17 de Fevereiro se comemora o Dia Mundial do Gato, data criada por uma instituição italiana com o objetivo de ajudar a promover uma campanha contra os maus tratos contra os gatos. Contudo, adotar um gato -ou qualquer outro animal de estimação- não representa um ato de amor apenas para o bichinho, mas também pode auxiliar os humanos no processo de diversos tratamentos de terapia, como ansiedade e depressão.

Segundo a psicóloga Isadora Fernandes, os animais são terapêuticos uma vez que eles podem oferecer diversas possibilidades de mudança de pensamento e comportamento. “A partir do momento que você tem um gato, um cachorro, pássaro, peixe, ou qualquer outro animal de estimação, o nosso pensamento não vai ficar focado nas questões negativas, no pessimismo ou no medo do amanhã. Nosso pensamento vai ficar voltado para aquele animal e o que ele está precisando”, explica a especialista, que também é professora da Faculdade UniFTC de Itabuna.

Um estudo publicado pela Universidade de São Paulo (USP) e divulgado na Revista de Medicina em 2017 teve como parâmetro 25 idosos hipertensos que viviam numa casa de repouso em Vila Velha, no Espírito Santo. Na pesquisa, foi comprovado que estimulando tanto o aspecto físico quanto o emocional, foi possível melhorar a qualidade de vida das pessoas e acelerar os processos de recuperação.

O nome desta ajuda que os animais dão para os seres humanos, pode se chamar amor ou, através do lado mais prático, Terapia Assistida por Animais (TAA), popularmente conhecida como Pet Terapia. Neste processo, principalmente os gatos e cachorros ajudam na na liberação de ocitocina, também conhecida como hormônio do amor.

“Quando a gente chega em casa e encontra, por exemplo, aquele cachorro abanando o rabo pra você ou o gato se esfregando nas suas pernas, isso tudo auxilia na liberação de ocitocina, que faz a gente se sentir bem e acolhido”, pontua Isadora. É através destes pequenos gestos que os bichinhos de estimação ajudam, criando uma relação mútua de carinho, evitando momentos de estresse, pânico e ansiedade.

“Uma pessoa com crise de pânico pode se sentir melhor a partir do contato do pelo do animal, o ronronar do gato. São comprovados que eles diminuem os sintomas de ansiedade, taquicardia, e trazem sensação de tranquilidade e calmaria”, exemplifica a professora de psicologia da Rede UniFTC.

Pesquisa mostra caminhos para produção de anticoncepcional masculino

Pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontam caminhos que podem levar ao desenvolvimento de um anticoncepcional masculino. O estudo, publicado na revista Molecular Human Reproduction, mostra que a partir da proteína Eppin, que regula a capacidade de movimentação do espermatozoide é possível desenvolver medicamentos que controlem a fertilidade dos homens.

Segundo o professor do departamento de Biofísica e Farmacologia da Unesp, Erick José Ramo da Silva, a partir de experimentos feitos em camundongos foi possível identificar dois pontos da proteína que regulam a movimentação dos espermatozoides. “Ela tem um papel muito importante no controle da motilidade temática por interagir com outras proteínas que agora estão no sêmen. E essas proteínas, ao interagirem com a Eppin, promovem o ajuste fino da motilidade, o controle da motilidade”, explica o pesquisador que faz estudos na área há 20 anos.

Segundo Silva, foram usados anticorpos para descobrir quais são os pontos da Eppin, que tem função semelhante nos camundongos e nos seres humanos, responsáveis por regular a movimentação célula reprodutiva masculina. Após a ejaculação, o espermatozoide precisa nadar para chegar ao óvulo e fazer a fecundação.

Porém, antes da ejaculação, os espermatozoides não se movimentam. O estudo trabalhou em identificar justamente qual é a interação que faz com que as células fiquem paradas antes do momento certo. “Quem impulsiona o espermatozoide para dentro é o próprio processo de ejaculação. Somente depois de alguns minutos da ejaculação é que o espermatozoide vai adquirir a motilidade progressiva para seguir a jornada dele”, detalha o professor.

Princípio ativo

Ao entender detalhadamente como as proteínas mantém os espermatozoides parados e depois ativam a movimentação dessas células, os pesquisadores abrem a possibilidade do desenvolvimento de medicamentos que atuem dessa forma. “A gente estuda como essas proteínas interagem para entender como elas interrompem a motilidade para que a gente possa pensar estratégias farmacológicas, usando um composto, um princípio ativo, que pudesse incisar essa relação que naturalmente acontece”, acrescenta.

Um medicamento que fosse capaz de interromper a movimentação dos espermatozoides seria um anticoncepcional com efeito quase imediato, afirma Silva.

O estudo, inciado em 2016, foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e teve parceria com os departamentos de Farmacologia e de Ciências Biológicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), além do Instituto de Biologia e Medicina Experimental do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas, da Argentina.

Silva diz que, agora, as pesquisas devem continuar no sentido de buscar compostos ou moléculas que possam atuar nos pontos identificados pelo estudo. Essa nova etapa terá colaboração com cientistas da Inglaterra, de Portugal e da Universidade de São Paulo (USP).

O pesquisador conta, no entanto, que ao longo das últimas décadas, o desenvolvimento de um anticoncepcional masculino tem enfrentado dificuldades devido a falta de financiamento pelas indústrias farmacêuticas.

Edição: Maria Claudia – Agência Brasil

Pesquisadores da Fiocruz analisam coinfecção por HIV e HTLV na Bahia

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz na Bahia (Fiocruz Bahia) apontam que indivíduos soropositivos para o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) no estado podem apresentar risco aumentado para coinfecção pelo Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV). Os dados, no entanto, sugerem que a coinfecção pelos dois antígenos é um evento raro, ainda que a Bahia seja o estado em que há o maior número de casos de HTLV. 

O trabalho foi divulgado hoje (7)  pela Fiocruz e descreveu a coinfecção pelos vírus HIV e HTLV em todas as 130 mil amostras submetidas a testes sorológicos entre 2004 e 2013, no Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA). Os resultados indicam que 2,4% das amostras positivas para HIV tinham também o HTLV, percentual cerca de cinco vezes maior que o encontrado nas amostras negativas para HIV e positivas para HTLV, de 0,5%.

A Fiocruz explica que o HTLV e o HIV são retrovírus que pertencem à mesma família e não têm cura. As principais formas de transmissão dos dois são relações sexuais sem prevenção, aleitamento materno e agulhas de seringas contaminadas.

Diferentemente do HIV, a ação do HTLV no organismo não destrói o sistema imunológico, mas pode causar doenças como leucemia, incontinência urinária, disfunção erétil e problemas neurológicos.

Os pesquisadores ressaltam que estudos anteriores apontam que a coinfecção com HTLV pode interferir na evolução da infecção pelo HIV. A Fiocruz diz que, por um lado, o HTLV-1 pode favorecer o aparecimento de doenças oportunistas, aumentando a mortalidade dos pacientes com HIV. Já a coinfecção com o outro tipo do vírus, o HTLV-2, pode retardar a progressão da Aids.

O trabalho foi publicado no periódico científico Frontiers in Medicine e coordenado pela pesquisadora Maria Fernanda Grassi, da Fiocruz Bahia. O artigo destaca que é importante identificar fatores de risco para a coinfecção para que sejam elaboradas ações eficazes de cada região afetada no estado.

A coinfecção foi encontrada com mais frequência em centros econômicos ou turísticos, sendo a capital, Salvador, local de 57% dos casos. A pesquisa também mostra que foi mais comum a presença dos dois vírus em mulheres, o que poderia estar associado à obrigatoriedade da triagem sorológica de HTLV para gestantes no estado, em vigor desde 2011.

Edição: Fernando Fraga – Agência Brasil

Anvisa alerta que 50 Ervas Emagrecedor está proibido no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou hoje (4) um alerta sobre os produtos com a marca 50 Ervas Emagrecedor. De acordo com a agência, o 50 Ervas Emagrecedor está proibido no país desde 2020 por não estar regularizado como medicamento. O comércio de produtos com propriedades terapêuticas não autorizados pela Anvisa é atividade clandestina.

Uma mulher de 42 anos morreu na madrugada de ontem (3), em São Paulo, após ingerir um composto com 50 ervas que promete perda de peso. A mulher, que não tinha problemas prévios de saúde, sofreu uma lesão irreversível no fígado e precisou de um transplante de urgência. Mesmo após passar por cirurgia e receber um novo fígado, o corpo da paciente rejeitou o órgão transplantado e ela faleceu.

Segundo a Anvisa, alguns dos ingredientes do suposto emagrecedor têm autorização para uso somente em medicamentos, como fitoterápicos, e não em suplementos alimentares e também não pode ser classificado como alimento. Entre estes componentes estão o chapéu de couro, cavalinha, douradinha, salsa parrilha, carobinha, sene, dente de leão, pau ferro e centelha asiática.

Em seu alerta, a Anvisa explica que “qualquer produto com propriedades terapêuticas, por exemplo, com a promessa de emagrecimento, só pode ser comercializado no Brasil com autorização da Anvisa”. Além disso, o comércio desse tipo de produto só pode acontecer em farmácias ou drogarias, já que substâncias com propriedades terapêuticas são consideradas medicamentos.

A agência disponibiliza informações sobre produtos proibidos e registrados como medicamentos. Para saber se um produto é proibido pela Anvisa, acesse este link. Para saber se um produto é registrado como medicamento, acesse este link.

Edição: Fábio Massalli – Agência Brasil

Mais da metade dos médicos se diz esgotado após dois anos de pandemia

Mais da metade dos médicos (57%) se queixam de deficiências que dificultam o tratamento dispensado aos pacientes com covid-19, colocando em risco a própria integridade dos entrevistados. O resultado faz parte de uma pesquisa feita pelas associações Médica Brasileira (AMB) e Paulista de Medicina (APM) com médicos de todo o país.

Entre os entrevistados, 45% responderam que faltam profissionais de saúde para atender aos pacientes com covid-19 nas unidades onde trabalham. O resultado é superior aos 32,5% registrados em fevereiro do ano passado. Também houve quem se queixasse da falta de máscaras, luvas, aventais, medicamentos e até de leitos de internação em unidades regulares ou em unidades de terapia intensiva (UTIs).

Mais metade dos médicos (51%) disse que estão esgotados ou apreensivos frente ao aumento do número de casos, decorrentes da disseminação da variante Ômicron – cujas subvariantes são mais infecciosas, segundo os especialistas.

Falando não só de si, mas também de colegas, a maioria dos entrevistados disse haver, em seu ambiente de trabalho, profissionais com claros sintomas de estarem sobrecarregados (64%) e/ou estressados (62%); ansiosos (57%); próximos à exaustão física ou emocional (56%) ou com algum distúrbio relacionado ao sono, como dificuldades para dormir (39%).

O levantamento, cujos resultados foram divulgados hoje (3), ouviu 3517 médicos que trabalham tanto em estabelecimentos particulares como em unidades públicas de saúde, entre os dias 21 e 31 de janeiro.

Aumento de casos

Entre os profissionais de saúde ouvidos, 96% afirmaram que o número de casos da doença tinha aumentado em comparação ao último trimestre de 2021, mas seis em cada dez (59,5%) deles disseram não observar uma tendência de alta no número de mortes.

Há pelo menos seis semanas que o número de mortes pela doença vem aumentando no país. Ontem (2), o Ministério da Saúde contabilizou 893 óbitos em 24 horas, elevando para 628.960 o número de pessoas que já perderam a vida para a doença. A pasta também confirmou mais 172.903 novos casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

O avanço da nova onda da covid-19 por todo o país pode ser constatado na própria pesquisa das entidades médicas: 87% dos entrevistados relataram que eles mesmos, ou colegas de trabalho próximos, receberam diagnóstico positivo para a doença nos últimos dois meses. Ainda assim, 81% deles dizem que a ocupação das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) ainda era menor que nos momentos mais críticos de 2021.

Reprovação

A ampla maioria (75%) dos entrevistados destacou como positiva a forma como vem sendo executado o Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação contra a covid-19.

Até ontem à noite, ao menos 164 milhões de brasileiros já tinham recebido pelo menos uma dose do imunizante contra a doença. Já os brasileiros que receberam duas doses (ou a dose única, no caso da vacina Janssen) totalizam 151,2 milhões. A dose de reforço já foi aplicada em 37 milhões de brasileiros.

Apesar disso, 72% dos médicos ouvidos disseram reprovar a atuação do Ministério da Saúde: 34,4% deles consideram que a gestão ministerial da crise é péssima; 16,6% a consideram ruim e 21%, regular. Todavia, há 18,9% de profissionais que a julgam boa e 6,3% que a avaliam como ótima.

A avaliação da postura das secretarias estaduais de Saúde é um pouco melhor: no geral, 52,6% dos médicos entrevistados aprovam a gestão dos seus estados.

“Do ponto de vista da estratégia, de informações, o ministério deixa muito a desejar. E, certamente, onde a falha é maior, é nas recomendações”, declarou o presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes de Amaral.

Segundo ele, enquanto 65% dos entrevistados disseram buscar referências para o tratamento de pacientes junto às associações e sociedades médicas, apenas 14,6% responderam consultar os documentos produzidos pelo Ministério da Saúde. “Passados dois anos do início da pandemia, o ministério ainda não é capaz de nos oferecer recomendações consistentes. Há um desencontro de informações”.

Para o presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, o ministério envia sinais conflitantes à população, chegando mesmo a colocar em dúvida a segurança das vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e distribuídas pela pasta.

Assim como Fernandes, 68,7% dos médicos que responderam à pesquisa reprovaram o trabalho de orientação à população sobre a importância da vacinação.

“Parece-me uma dubiedade. Fala uma coisa em um momento, e outra em outro momento. Um exemplo foi a vacinação infantil, postergada através de uma consulta pública desnecessária para, no fim, o próprio ministro comemorar a chegada dos imunizantes”, disse Fernandes.

Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde para que comentasse os resultados da pesquisa, mas não recebeu nenhuma manifestação até a publicação da reportagem.

Adesão

Para as entidades médicas, apesar de a polarização política ter contaminado o debate em torno das estratégias de enfrentamento à covid-19, a população vem demonstrando ser amplamente favorável à vacinação.

Entre os médicos entrevistados, 81% disseram que a maioria dos pacientes atendidos nas unidades em que trabalham já tomou ao menos duas doses dos imunizantes. Apenas 0,2% dos 3.072 profissionais que responderam a esta pergunta afirmaram ter contato com pessoas que se negam a ser vacinados.

Além disso, 71% disseram acreditar que a maioria dos pais ou responsáveis levará as crianças sob sua responsabilidade para tomar a vacina. Contra 12% que acreditam que os adultos não farão isso por diversas razões – quase o mesmo percentual (13,7%) de entrevistados que disseram não crer que a divulgação de fake news e/ou de informações sem comprovação científica afete o enfrentamento à pandemia.

Sequelas

A pesquisa mostra ainda que sete em cada dez médicos, ou quase 71% dos entrevistados, confirmaram que tem atendido pacientes com sequelas pós-covid, tais como dor de cabeça incessante, fadiga ou dores no corpo (50%); perda do olfato ou do paladar (39%); problemas cardíacos e trombose (23%), entre outras.

Além disso, metade dos profissionais disse conhecer quem deixou de buscar atendimento para outras doenças devido ao medo de serem infectados pelo novo coronavírus e, com isso, tiveram seus quadros clínicos agravados. Especialmente pacientes com câncer, diabetes, doenças cardíacas e hipertensão.

Edição: Lílian Beraldo – Agência Brasil

Resultado do 1º LirAa aponta médio risco de infestação para o Aedes aegypti em Petrolina (PE)

O primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2022, realizado pela Secretaria de Saúde de Petrolina neste mês de Janeiro, apontou nível de infestação do mosquito de 2,3%. Isso significa que o município apresenta médio risco para surto de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde.

Foram vistoriados estabelecimentos residenciais e comerciais em diversos bairros da cidade e as localidades com maiores taxas de infestação foram: Terras do Sul e José e Maria, com índice de 7,1%. Já os bairros São Gonçalo, Jardim Petrópolis e Vila Maria Chocolate estão com 5% de infestação.

“Este indicador é um alerta para a população não relaxar nos cuidados. Esse período do ano é mais crítico para a proliferação do Aedes, devido às altas temperaturas e chuvas intermitentes. A regra básica para evitar a proliferação do mosquito da dengue é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente. Quando for necessário armazenar, fazer em local protegido com tampa para evitar a postura de ovos e aumento dos mosquitos”, alerta o diretor da vigilância epidemiológica. 

Prevenção

Em menos de 15 minutos é possível fazer uma varredura em casa e acabar com os recipientes com água parada, ambiente propício para procriação do Aedes aegypti. Tampar tonéis, caixas d’água e lixeiras; manter as calhas sempre limpas; preencher os pratos de vasos de plantas com areia; limpar com escova, ou bucha, os potes de água para animais; retirar a água acumulada na área de serviço; são algumas medidas eficazes que os moradores devem adotar para evitar essas doenças.

Covid-19: taxa de óbitos é 27 vezes maior entre idosos sem imunização

A taxa de vítimas de covid-19 a cada 100 mil habitantes entre idosos com vacinação incompleta é 27 vezes maior que a dos idosos vacinados com todo o esquema de doses, segundo o boletim epidemiológico divulgado ontem (24) pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

A diferença foi destacada na reunião do Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura do Rio de Janeiro, realizada na segunda-feira, entre os indicadores de que a vacinação vem cumprindo seu objetivo principal, que é a redução de casos graves, hospitalizações e óbitos.

O boletim mostra que, entre os idosos que receberam a dose de reforço, houve 2,9 mortes a cada 100 mil habitantes na cidade do Rio de Janeiro, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022.

A taxa sobe para 16,2 vítimas a cada 100 mil habitantes entre os idosos que receberam duas doses ou dose única sem a dose de reforço, e chega a 78 mortes por 100 mil habitantes quando são considerados aqueles que não receberam nenhuma dose ou não chegaram à segunda dose.

A Secretaria Municipal de Saúde também informa a relação entre a vacinação e as internações de idosos: entre os não vacinados ou com vacinação incompleta, a taxa de internações por 100 mil habitantes foi 17 vezes maior que entre os imunizados com todas as doses recomendadas.

Foram registradas 24,9 internações de idosos a cada 100 mil habitantes entre os vacinados, enquanto, entre os não vacinados, a taxa atinge 429,3 por 100 mil. As internações dos que não tomaram a dose de reforço mas receberam as doses interiores foi de 68,9 internações a cada 100 mil.

Adolescentes e adultos

O boletim também fez uma análise da mortalidade e das taxas de internações entre pessoas de 12 a 59 anos. Entre esse público, não foi registrada nenhuma morte entre os vacinados com esquema completo e reforço no período analisado. Já entre os não vacinados ou com imunização incompleta, a mortalidade foi de 1,8 vítima a cada 100 mil habitantes.

A frequência de internações entre os não vacinados foi dez vezes maior que entre os vacinados. Segundo o boletim, foram registradas 17,5 internações de adultos e adolescentes não imunizados a cada 100 mil habitantes. Já entre os totalmente vacinados, a taxa de internações foi de 1,77 a cada 100 mil.

Assim como entre os idosos, a vacinação sem a dose de reforço na população de 12 a 59 anos reduziu as mortes e internações quando comparada à mesma faixa etária sem vacinação, mas não conferiu a mesma proteção que a imunização com dose de reforço.

Foram contabilizadas 5,37 internações e 0,4 óbitos a cada 100 mil habitantes entre a população que se vacinou mas não recebeu a dose de reforço.

Prevenção

O comitê recomendou a intensificação da vacinação e a rigorosa cobrança de comprovação vacinal com dose de reforço para os cariocas e visitantes da cidade. Outro ponto levantado foi a necessidade de discutir a situação do transporte coletivo no município e reforçar a orientação para que o uso de máscara seja respeitado nos veículos e terminais.

O grupo reforçou que toda situação de aglomeração representa maior risco de transmissão de covid-19 e elencou as principais medidas de prevenção à doença: a vacinação completa com dose de reforço; o uso correto de máscaras em locais fechados ou com aglomeração; a higienização das mãos sempre após o contato com outras pessoas ou com superfícies potencialmente contaminadas; e a ventilação adequada dos ambientes.

Edição: Denise Griesinger – Agência Brasil

Brasileiro fez menos atividade física, aumentou o consumo de álcool e ganhou peso nesse período de pandemia

Durante todo o ano de 2020, quando o Brasil e o mundo passaram bastante tempo em isolamento social para frear o avanço do coronavírus, houve aumento no consumo abusivo de bebidas alcoólicas e no sedentarismo entre a população brasileira, o que desencadeou a elevação da taxa de pessoas com doenças crônicas, como a obesidade. Mais trabalho, estresse e o próprio isolamento colaboraram para a situação.

Os efeitos da pandemia na saúde dos brasileiros foram arrasadores, mesmo entre aqueles que não contraíram a covid-19. De acordo com a pesquisa “Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção: Tendências Recentes”, realizada pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em 2019, a obesidade atingia 20,3% dos adultos nas capitais do país mas, em 2020, a doença passou a afetar 21,5% deste grupo. “A alteração no estilo de vida das pessoas, provocada pela pandemia, foi determinante para o surgimento – e até agravamento – de hábitos prejudiciais à saúde. Assim como a piora de transtornos psíquicos, como a depressão, que desencadeiam outras doenças”, explica Danillo Santana, Coordenador Geral da Rede Alpha Fitness.

E assim, a obrigatoriedade de se isolar dentro de casa, desencadeou uma série de hábitos que prejudicam a saúde de alguma forma. O álcool foi usado como refúgio para relaxar e se divertir em meio ao estresse causado pela covid, os exercícios foram deixados de lado pelo fato de não poder ir até a academia. Fora a demanda excessiva de trabalho criada pelo home office, que também é apontado como fator inerente ao “novo normal”, e que estimula hábitos pouco saudáveis. O consumo abusivo de álcool subiu de 18,8% para 20,4%; mesmo cenário observado em relação ao sedentarismo – de 13,9% para 14,9%. “Muitas famílias mudaram hábitos alimentares para pior, com o teor de gordura e caloria aumentado. Não bastasse isso, se privaram de atividades físicas habituais, como pequenas caminhadas no cotidiano, pelo fato de estarem dentro de casa isoladas. Muitas não conseguiram estabelecer uma rotina de exercícios dentro do dia a dia em casa e isso impactou muito sobre os índices”, conclui o especialista, que ressalta a importância de se exercitar; inclusive como forma de combate ao coronavírus. “Muitas pesquisas já mostraram que pessoas que mantêm hábitos de exercícios regulares têm melhor imunidade e, no caso de se contaminarem com a Covid-19, sentem muito menos os sintomas”, conclui.

Crianças acompanhadas pela APAE em Petrolina recebem primeira dose da vacina contra Covid-19

Nesta quarta-feira (19), as crianças que são atendidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) tiveram uma manhã diferenciada. É que a Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, levou a vacina contra a COVID-19 para imunizar todas as crianças de 5 a 11 anos que possuem comorbidades.

As equipes levaram doces e muitos brinquedos para deixar o momento mais lúdico e agradável para todas as crianças presentes. Acompanhadas pelos pais, cerca de 10 crianças receberam a primeira dose do imunizante da Pfizer, a segunda dose deve ser realizada com o intervalo de 8 semanas.

Para a avó de Artur, Josefa Maria dos Santos, esse momento é muito importante para a saúde do neto. “Estou muito feliz de ver ele tomando a primeira dose da vacina. É muito importante para a saúde dele, me deixa mais despreocupada. Quero agradecer primeiramente a Deus, e depois a toda equipe de enfermeiros e a APAE, que proporcionou esse momento em um lugar que ele já está habituado, que é bem recebido. Ele ficou muito mais tranquilo para receber a vacina”, destaca Josefa.

A imunização contra a COVID-19 para as crianças segue nas Unidades Básicas de Saúde e estão sendo aplicadas no mesmo turno das vacinas da rotina. As crianças de 5 a 11 anos que possuem comorbidades podem procurar a UBS mais próxima da residência acompanhadas dos pais ou responsáveis, é necessário levar RG ou certidão de nascimento, CPF ou cartão do SUS e um laudo médico que comprove a comorbidade.

Exercícios físicos ajudam na prevenção da osteoporose

Os ossos dão estabilidade, proteção, equilíbrio e força. Dependemos deles para a realização de qualquer atividade e funcionamento de nossos músculos, órgãos e movimentos. O problema é que, quando a massa óssea começa a diminuir, deixa a nossa estrutura mais fina, sensível e fraca: é a osteoporose. E é importante saber que os hábitos de vida influenciam diretamente na saúde da massa óssea.

A osteoporose aumenta a suscetibilidade de ocorrer uma fratura, podendo ser causada não só por quedas, mas também por movimentos corporais simples, como se curvar e tossir. A atividade física aumenta a força muscular sobre os ossos, sendo um estímulo fundamental para a manutenção e o aumento da massa óssea.

Os exercícios físicos devem ser realizados de forma regular três vezes por semana, com intervalo entre as sessões de 24 a 48 horas. É muito importante que esses exercícios sejam realizados com o paciente suportando o seu próprio peso, em função da força que os músculos exercem sobre os ossos da coluna e dos membros inferiores.

“O benefício primário da atividade física é evitar a perda óssea que ocorre com a inatividade, o que de certa maneira pode reduzir o risco de fraturas. Fazer exercícios e manter uma dieta balanceada são fundamentais para prevenir essa doença”, explica Danillo Santana, Coordenador Geral, na Rede Alpha Fitness. Entretanto, Danillo alerta que é fundamental consultar um ortopedista antes de qualquer conduta.

Esse profissional pode aconselhar qual o tipo de exercício, frequência e intensidade em que deverá ser feito para estimular a formação de massa óssea.