Secretaria de Saúde alerta para cuidados com o mosquito Aedes aegypti após chuva em Petrolina (PE)

A chuva que caiu na última noite (21), trouxe alívio e esperança à população que estava sofrendo com as altas temperaturas na cidade, no entanto, após as chuvas há a necessidade de cuidados redobrados, em especial, com recipientes que possam acumular água, sendo estes, ambientes propícios para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya.

A Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica alerta à população a adotar medidas permanentes para o controle do mosquito transmissor das doenças. Algumas ações preventivas de eliminação de focos são: manter recipientes fechados com tampas, garrafas armazenadas com a boca para baixo, pneus e caixas d’água mantidos sempre cobertos, evitar o acúmulo de lixo e trocar a água dos vasos de planta.

“As ações e cuidados precisam acontecer corriqueiramente, no entanto, intensificamos os cuidados e alertas nos períodos e altas temperaturas e fortes chuvas, uma vez que, as fêmeas do mosquito depositam seus ovos em locais quentes, com isso, após as chuvas, estes ovos depositados liberam o mosquito. Os agentes de endemias estão realizando as visitas e transmitindo as informações aos moradores, assim, esperamos evitar a proliferação dos mosquitos, contando com a colaboração de todos”, explicou o diretor de Vigilância Epidemiológica, Acácio Andrade.

Vacina de reforço tem eficácia de 95,6%, diz Pfizer-BioNTech

Uma dose de reforço da vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo consórcio Pfizer/BioNTech é eficaz em 95,6% dos casos sintomáticos da doença, mostra estudo feito pelos dois laboratórios e publicado hoje (21).

O ensaio clínico de fase 3, realizado em “10 mil pessoas com mais de 16 anos”, demonstra “eficácia de 95,6%” e um “perfil de segurança favorável”, de acordo com comunicado.

“São os primeiros resultados de eficácia de um ensaio amplo para testar o reforço da vacina contra a covid-19”, disseram as duas empresas.

O estudo foi feito no período em que a variante Delta se tornou a principal a circular.

“Esses resultados demonstram, mais uma vez, a utilidade dos reforços para proteger a população contra a doença”, afirmou Albert Bourla, diretor-geral da Pfizer, citado no comunicado.

A idade dos participantes ficou em torno dos 53 anos.

Os resultados serão submetidos às autoridades de regulação “logo que seja possível”, acrescentaram as fontes.

Vários países já autorizaram a administração de uma dose de reforço contra o novo coronavírus para estimular a imunidade das pessoas vacinadas, que costuma baixar ao fim de vários meses, conforme estudos.

Nos Estados Unidos, os peritos da Agência de Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) defenderam, no final de setembro, uma terceira dose da Pfizer/Biontech para determinadas populações de risco, como os maiores de 65 anos.

“Os dados disponíveis sugerem imunidade em baixa em algumas populações inteiramente vacinadas”, justificou a chefe interina da FDA, Janet Woodcock.

Na Europa, a Agência dos Medicamentos (EMA) aprovou, no início do mês, de forma mais ampla, o princípio de uma terceira dose da Pfizer/Biontech para os maiores de 18 anos, deixando aos estados a escolha mais precisa sobre as populações elegíveis.

A França, por exemplo, começou a administrar essa dose de reforço a alguns grupos da população: aos mais idosos (seis meses após a vacinação) e a pessoas com sistema imunológico frágil.

Outros governos estão indo mais longe: em Israel, a terceira dose está disponível a partir dos 12 anos de idade, cinco meses após a vacinação.

O tema da terceira dose reacendeu, entretanto, a questão das desigualdades entre países ricos e pobres, quando o acesso à primeira dose da vacina continua muito limitado em algumas regiões do mundo, especialmente na África.

Em Portugal, depois de o país ter atingido a meta de 85% da população totalmente vacinada, em 9 de outubro, está sendo administrada a terceira dose da vacina contra a covid-19, com prioridade para idosos com 80 anos ou mais e moradores de abrigos que necessitam de cuidados contínuos, abrangendo, nesta fase, as pessoas com 65 anos ou mais.

Na segunda-feira, foi iniciada a aplicação simultânea das vacinas contra a gripe e a covid-19 em Portugal continental, com a previsão de vacinar cerca de 2 milhões de pessoas.

Prefeitura de Juazeiro realiza ‘Dia D’ da Campanha de Multivacinação neste sábado

A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), vai realizar o ‘Dia D’ da Campanha de Multivacinação neste sábado (16). A campanha, que está sendo realizada desde o início de outubro e segue até o dia 29 deste mês, tem o objetivo de atualizar o esquema vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, conforme a necessidade, de forma seletiva.

No ‘Dia D’, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) das zonas urbana e rural estarão abertas. Na zona urbana o horário é das 8h às 13h. Na zona rural funcionarão das 8h às 12h.

É importante que os pais levem a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes, além do CPF e o cartão SUS. A vacinação é um método eficaz para proteger contra as doenças, muitas já erradicadas e evitar que elas retornem.

Não é mais necessário ter o intervalo de 14 dias entre a vacina de rotina e a vacina da Covid-19 (no caso dos adolescentes). “Em notas técnicas anteriores, a gente não podia fazer a vacinação simultânea junto à da Covid-19, tinha que manter o intervalo. Mas a última nota técnica divulgada, a gente pode fazer a vacina da Covid-19 junto às demais vacinas do Programa Nacional de Imunização (PNI), sem o intervalo de 14 dias”, explicou a enfermeira da Rede de Frio de Juazeiro, Renata Moreira.

Texto: Amanda Franco – Ascom Sesau PMJ

Pandemia reafirma importância de um ato simples: lavar as mãos

Tido como uma das formas mais simples e econômicas de prevenir doenças e controlar infecções, a correta e frequente higienização das mãos pode salvar vidas. E foi para tentar sensibilizar a população global sobre a importância do ato que vários países e instituições decidiram dedicar o 15 de outubro à celebração do Dia Mundial da Lavagem das Mãos.

Criada por iniciativa da Global Handwashing Partnership (GHP, em português, Parceria Global para a Lavagem das Mãos), uma organização não-governamental que reúne representantes do setor público e privado de diversas nações, incluindo multinacionais do setor de higiene e beleza, a data é celebrada desde 2008 e, neste ano, tem como lema a frase Nosso futuro está em nossas mãos: avancemos juntos.

A efeméride é reconhecida inclusive pela Organização Mundial da Saúde (OMS), embora esta também tenha instituído uma data para estimular a adoção de boas práticas de higienização das mãos: o 5 de maio.

Nesta quinta-feira (14), a diretora regional da OMS para o continente africano, Matshidiso Moeti, chamou a atenção para o fato de que muitas pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso a água e sabão. Segundo ela, em média, apenas uma em cada quatro famílias que vivem nos países africanos tem acesso regular a esses produtos.

“Gostaria de aproveitar o fato de estarmos celebrando o Dia Mundial da Lavagem das Mãos para apelar para que todos os governos, parceiros e comunidades intensifiquem as estratégias que visam a aumentar o acesso à água potável e ao saneamento, uma vez que a lavagem das mãos com água e sabão faz parte das intervenções economicamente mais vantajosas para reduzir a transmissão de doenças”, disse Matshidiso Moeti, destacando que, para tentar conter a transmissão da covid-19, a maioria dos países africanos implementou ações para que mais gente tivesse acesso aos meios necessários para higienizar as mãos.

“O desafio agora é fazer com que estas e outras inovações sejam utilizadas em grande escala e é aqui que as parcerias público-privadas e os incentivos financeiros podem desempenhar um papel fundamental”, acrescentou a diretora regional.

Brasil tem mais de 99 mi de pessoas com a vacinação completa contra a covid-19

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou nesta terça-feira, 12, a 149.805.979, o equivalente a 70,23% da população total.

Nas últimas 24 horas, 121.120 pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Entre os quase 150 milhões de vacinados, 99.958.396 estão com a imunização completa contra o coronavírus, o que representa 46,86% da população total com a imunização completa contra o novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas, 299.004 pessoas receberam a segunda dose e outras 2 mil receberam um imunizante de aplicação única, enquanto 64,727 mil pessoas receberam a dose de reforço. Somando todas as vacinas aplicadas, o Brasil administrou 486.861 doses nesta terça-feira.

Dia Mundial da Saúde Mental é celebrado neste domingo 

Neste domingo (10) é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental, data instituída pela Federação Mundial de Saúde Mental com o propósito de alertar e conscientizar a sociedade sobre a importância dos cuidados com a mente. Com a data dedicada desde 1992, o tema tem apresentado avanços no que se refere a visibilidade e ações, mas ainda há muitos desafios a serem superados.

Para o coordenador do curso de Psicologia da Faculdade UNINASSAU Petrolina, Mizael Neto, atualmente, um dos principais desafios enfrentados no campo da saúde mental é o permitir cuidar. “Se o adoecimento mental é encarado socialmente como fraqueza, falta de fé, falta do que fazer, se assumir com o adoecimento mental é estar vulnerável, demonstrar fraqueza e isso por si só não é tão simples. A gente acaba não permitindo se cuidar. Por toda essa cultura que temos que aquele que vai para um psicólogo é louco, quem vai para o psiquiatra é louco, só se busca o cuidado quando está em uma situação muito extrema, quando o ideal é você pensar sempre na prevenção”, explica o psicólogo.

A respeito de sinais quem devem despertar um olhar mais cauteloso em relação a saúde mental, o especialista destaca que o estado de sofrimento é um dos principais. “Se uma determinada situação da vida está levando o sujeito a um sofrimento insuportável, além do que ele consegue dar conta, já é um bom indicativo de que a pessoa precisa buscar cuidado. Isso não significa apenas estar num grau mórbido de depressão. Mas veja, talvez na própria escola o sujeito não está conseguindo lidar com as demandas que são interessadas a ele. No trabalho, às vezes o trabalho está sendo muito desafiador para a saúde mental do sujeito. Nos relacionamentos, de um modo geral, às vezes a pessoa não está conseguindo lidar com a dor insuportável, que tem sido endereçada a ele. Então, quando determinada situação está causando um sofrimento significativo para o sujeito, já é um indicativo de que está na hora de procurar um cuidado”.

Entre as doenças mais comuns que envolvem a saúde mental, o psicólogo cita a depressão, em seus diferentes transtornos, e a ansiedade. Segundo Mizael, alguns transtornos relacionados ao estresse também acabam aparecendo. “O transtorno de estresse pós-traumático tem tido um aumento significativo e, de um modo geral, a depender do contexto, algumas doenças voltadas para o ambiente do trabalho, por exemplo a síndrome de burnout que acaba influenciando diretamente no desempenho do sujeito e, inclusive, impossibilitando o sujeito de retornar àquele trabalho”, destaca.

Sobre práticas que podem ajudar na qualidade da saúde mental, o especialista destaca que uma boa dica é tentar pensar em coisas que deixam a pessoa bem. “Sei que é bem simplista, mas, de grosso modo, tem coisa que a gente pode fazer que nos gera uma sensação de prazer, de alegria, que a gente gosta de fazer, que muitas vezes a correria, o cotidiano não nos permite. Então, talvez uma primeira aposta que pode fazer é exatamente pensar em como desenvolver aqueles velhos hábitos que nos dão tanto prazer. Talvez uma conversa aleatória com um amigo, uma saída, lógico que respeitando os protocolos de saúde. Tem gente que melhora muito indo para determinados contextos sociais, alguns ambientes, algumas instituições, enfim, eu acredito que é focar naquilo que o sujeito gosta e que dá prazer para ele”, orienta.

Pernambuco recebe mais 326,6 mil doses de vacinas contra Covid-19

Pernambuco recebeu, na tarde desta terça-feira (05.10), mais 326.610 doses de vacinas contra a Covid-19. Desse total, 155.610 unidades são da Pfizer/BioNTech, destinadas à aplicação da segunda dose na população em geral e à dose de reforço dos trabalhadores de saúde, e outras 171 mil doses são da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, que também serão utilizadas para completar o esquema vacinal da população.

Do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, as vacinas foram encaminhadas à sede do Programa Estadual de Imunizações (PNI-PE) para conferência, separação dos quantitativos por município e envio, já na madrugada desta quarta-feira (06.10), às Gerências Regionais de Saúde (Geres).

Segundo o secretário estadual de Saúde, André Longo, os municípios estão sendo abastecidos com novas remessas para que possam continuar suas ações, tanto para a segunda dose quanto para o reforço dos públicos preconizados. “Fizemos uma grande mobilização em setembro para ampliar o número de pessoas vacinadas com a segunda dose e, neste mês de outubro, os gestores municipais devem continuar empenhados em buscar aqueles que estão em atraso”, afirmou Longo.

Desde o início da campanha, em janeiro deste ano, Pernambuco já recebeu 13.354.920 doses de vacinas contra a Covid-19. Desse total, foram 4.702.670 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, 4.481.720 da Coronavac/Butantan, 3.996.720 da Pfizer/BioNTech e 173.810 da Janssen.

Brasil tem 43,86% da população com esquema vacinal completo contra a covid-19

A quantidade de vacinados com duas doses ou dose única de vacinas contra a covid-19 no Brasil chegou neste domingo, 3, a 93.558.913, o que corresponde 43,86% da população. Enquanto isso, 147.457.100 pessoas, o equivalente a 69,13% do total, receberam ao menos uma dose.

Nas últimas 24 horas, o País registrou a aplicação de 441.236 doses de vacinas contra a covid-19.

Foram administradas 139.867 primeiras doses, 286.166 segundas doses, 1.297 doses únicas e 13.906 terceiras doses.

Os dados são reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Proporcionalmente, São Paulo segue como o Estado que mais vacinou com primeira dose, com 79,22% dos habitantes parcialmente imunizados contra a covid-19.

Já o Mato Grosso do Sul retomou a maior porcentagem da população completamente vacinada: 58,10% do total. São Paulo está logo atrás, com 57,89%.

Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta sexta

O Ministério da Saúde anunciou hoje (30) o início da Campanha Nacional de Multivacinação, que disponibilizará, em 45 mil postos de vacinação localizados em todas as 27 unidades federativas e seus respectivos municípios, 18 tipos de vacinas que protegem crianças e adolescentes de doenças como poliomielite, sarampo, catapora e caxumba.

Durante a cerimônia de lançamento da campanha, que se inicia amanhã (1º de outubro) e vai até o dia 29, as autoridades destacam o papel importante que pais e responsáveis têm para o sucesso da campanha com público-alvo de crianças e adolescentes até 15 anos.

Eles, no entanto, manifestaram também preocupação com a queda nos índices de vacinação que vêm sendo observados desde 2015. Segundo eles, em parte isso é explicado pela disseminação de notícias falsas (fake news) e pela atuação de grupos antivacinas.

De acordo com o secretario de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Medeiros, a campanha deste ano é “mais relevante” porque o governo vem identificando, desde 2015, uma “tendência de queda nos índices de vacinação”. Segundo ele, essa queda tem, entre suas causas, o “desconhecimento sobre a importância da vacina, as fake news, os grupos antivacinas e o medo de eventos adversos”. Aponta também como causa os horários de funcionamento das unidades de saúde que, às vezes, são incompatíveis com as novas rotinas da população.

Preocupação similar manifestou o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Wilames Freire. “A campanha publicitária é importante e urgente, porque temos de combater de forma dura as fake news e o movimento antivacina que vem estimulando a população a não procurar a vacina e, assim, ficar desprotegida”.

O ministro da Saúde substituto, Rodrigo Cruz, reiterou que a pandemia mostrou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), e acrescentou que seu sucesso tem por base a unicidade que abrange os âmbitos federal, estadual e municipal.

“O Brasil tem cultura de vacinação, e isso tem se mostrados nos números da covid-19, em um patamar de 60% vacinados com as duas doses. Temos agora 30 dias para vacinar nossas crianças com idade de até 15 anos. São vacinas seguras, e a gente incentiva que os pais levem as crianças para que possamos erradicar essas doenças”, disse.

Segundo o ministro, que substitui Marcelo Queiroga, ainda em isolamento após diagnóstico de covid-19, o governo já trabalha com a possibilidade de ampliar o período inicial previsto para a Campanha Nacional de Multivacinação. “Sabemos que haverá mais tempo disponível porque o Brasil é muito grande, e que existem realidades diferentes no país”, antecipou.

Edição: Valéria Aguiar – Agência Brasil

Texto do presidente do Conselho Municipal de Juventude de Juazeiro, em alusão à Campanha Setembro Amarelo

“Criar esperança por meio da ação”, esse é o tema de 2021 da Campanha Internacional de Prevenção ao Suicídio, que acontece no dia 10 de setembro. Data que inspirou a criação do ‘Setembro Amarelo’ no Brasil.

“Em setembro de 1994, nos Estados Unidos, o jovem de 17 anos, Mike Emme, cometeu suicídio. Ele tinha um Mustang 68 amarelo e, no dia do seu velório, seus pais e amigos decidiram distribuir cartões amarrados em fitas amarelas, com frases de apoio para pessoas que pudessem estar enfrentando problemas emocionais”. Daí surge o uso do amarelo em setembro, na campanha de prevenção ao suicídio.

Já passaram na orla de Juazeiro? A natureza está amarela. Uma coincidência que nos faz lembrar desse tema tão delicado que é o suicídio.

Prefiro acreditar que até a natureza decidiu nos ajudar nessa campanha. Um problema que é complexo, delicado e difícil de lidar, porém, pode ser prevenido.

É de se concordar com Albert Camus que, talvez, “Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio”, pois “Esse divórcio entre o homem e sua vida, o ator e seu cenário, é propriamente o sentimento do absurdo”.

Mas Camus conclui que “Viver, naturalmente, nunca é fácil. Continuamos fazendo os gestos que a existência impõe por muitos motivos, o primeiro dos quais é o costume”.

Viver é uma luta diária para todos. É a nossa condenação semelhante ao “mito de Sísifo”. Viver vale a pena!

E devemos sempre lembrar que existir é uma tarefa coletiva e, por isso, quando nossa pedra pesar demais, lembre-se que não estamos sozinhos, sempre temos alguém a quem recorrer. A campanha setembro amarelo é para nos lembrar que sempre há alguém para nos ajudar.

Viver é sempre repetir o mesmo dia, mas com um olhar diferente a cada instante.

Queremos lembrar a todos, especialmente aos jovens, que sempre é possível mudar a rota sem desistir do caminho. Viver é uma constante mudança e os dias sombrios passam. Não desistam de viver.

André Rapadura – presidente do Conselho Municipal de Juventude de Juazeiro