Programa dará apoio a mulheres negras e parentes vítimas de violência

O Ministério da Igualdade Racial anunciou, nesta quinta-feira (13), o lançamento da política de Promoção de Saúde Psíquica e Social para mulheres negras e familiares vítimas de violência do Estado brasileiro. ​ 

Inicialmente, foram selecionados os três municípios com maiores taxas de homicídio de jovens negros, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A escolha das localidades levou em conta, também, a agenda de prioridades do Plano Juventude Negra Viva, que visa reduzir a vulnerabilidade desse grupo à violência. De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, a implementação do projeto piloto pretende fortalecer uma rede de atendimento psicossocial a mães e familiares vítimas de violência. ​

As ações do programa vão começar por Salvador, Rio de Janeiro e Belém, como resultado da articulação entre os ministérios da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e Cidadania, das Mulheres e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Para a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o Estado brasileiro deve se responsabilizar pela promoção da saúde psíquica e social dos parentes de vítimas da violência no país. Anielle afirma que, em geral, são os agentes de saúde e de assistência social, que atuam na ponta dos sistemas públicos, que recebem e atendem essas pessoas. “Esses familiares, que são majoritariamente mulheres negras, são os protagonistas na luta por justiça e por direitos. Sabemos que uma morte violenta impacta toda a família, fazendo com que a saúde dos seus entes fique deteriorada.”

Ela diz que é preciso qualificar esses serviços para que as pessoas não sejam novamente submetidas aos “processos de violência e adoecimento ao procurarem amparo no Estado”.

“Acolher familiares vítimas de violência do Estado, como a minha mãe [Marinete da Silva] e a minha família, também é uma forma de promover o mínimo de reparação e acolhimento que essas famílias merecem”, relembrou a ministra Anielle, irmã mais nova da socióloga e vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em março de 2018.

Parlamentares negras

O anúncio da política de Promoção de Saúde Psíquica e Social para mulheres negras vítimas de violência de Estado brasileiro foi feito durante café da manhã oferecido pela ministra da Igualdade Racial à bancada de deputadas negras na Câmara Federal.

Participaram do encontro as deputadas federais Talíria Petrone (PSOL-RJ), Reginete Bispo (PT-RS), Dandara Tonantzin (PT-MG), Carol Dartora (PT-PR) e Gisela Simona (União-MT), além do ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha.

“Neste mês de julho, a gente celebra o Dia [Internacional] da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Também é o mês em que lembramos o nascimento de Marielle Franco. E que bom estarmos aqui, se ‘aquilombando’ neste café, que será o primeiro de muitos”, disse a ministra.

A deputada Talíria Petrone ressaltou que o Brasil viveu quase quatro séculos de escravidão, com pouca reparação de direitos sociais e econômicos para a população afro-brasileira. A parlamentar destacou que há um movimento de mudança no país. “O 25 de Julho é importante como um dia de denúncia sobre essas dores que estão no curso, mas, também, um dia de anúncio. Precisamos fazer deste julho, deste ano histórico, um dia de anúncio do que está por vir. Anúncio da virada, de fortalecimento da nossa democracia, que se derreteu nos últimos sete anos.”

“Quando a democracia dá passos para trás, em um país como o nosso, quem fica pelo caminho? Somos um país que teve quase quatro séculos de escravidão, que nunca resolveu a questão da terra plenamente, com uma marca patriarcal muito grande”, lamentou Talíria.

Já a deputada mineira Dandara Tonantzin compartilhou a alegria de ver o Ministério da Igualdade Racial em atuação, pois, antes, era uma secretaria de governo, com status de ministério. “A gente lutava muito para ter um espaço, de fato, nesta Esplanada. É uma alegria ver tantas mulheres negras produzindo neste ministério.”

É muito importante ocupar os espaços legislativo e da política, com os nossos corpos, nossas lutas. A gente percebe o quanto isso faz diferença”, afirmou Dandara.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, destacou o  diálogo entre o governo federal e as parlamentares negras. “Quero agradecer muito a essa bancada maravilhosa de mulheres negras, tanto na Câmara quanto no Senado. Várias senadoras fazem questão de trazer para o debate sobre desigualdade de gênero, no recorte racial”, disse Padilha.

Política Internacional

Durante o encontro, a ministra Anielle Franco informou que uma comitiva brasileira irá à Colômbia no 25 deste mês para participar do Encontro Internacional de Mulheres Afrodescendentes: Tecendo Desde a Raiz, a convite da vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, que é negra.

A agenda prevê a assinatura de um memorando de entendimento visando à colaboração entre Brasil e Colômbia na formulação de políticas públicas para promoção da igualdade racial, nas áreas de educação, proteção dos povos tradicionais e no âmbito do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial.​

De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, este será o segundo acordo internacional sobre o tema na história do Brasil. O primeiro foi assinado com a Espanha, em maio deste ano. Pelo memorando, as duas nações se comprometeram a combater o racismo, a xenofobia e outras formas de discriminação.

Edição: Nádia Franco

Acordo entre Saúde e Educação permitirá transformação digital do SUS

13/07/2023 - Acordo de cooperação técnica vai permitir disseminação de ferramenta já utilizada em hospitais universitários federais geridos pela Ebserh. Foto:Julia Prado/MS

Os ministérios da Saúde e da Educação assinaram nesta quinta-feira (13) um acordo de cooperação em prol da transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.

Com a medida, hospitais e postos de saúde estaduais e municipais terão acesso aos dados do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU), desenvolvido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

De acordo com o presidente da empresa, Arthur Chioro, o aplicativo de gestão hospitalar é utilizado há dez anos por cerca de 50 mil profissionais de saúde.

“É um sistema testado e aprovado. É utilizado nos 41 hospitais universitários da Ebserh, possui cerca de 3 milhões de acesso mensais e uma base de 25 milhões de pacientes em uso no sistema”, disse.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que o uso da tecnologia será útil para diminuir a desigualdade e garantir acesso à informação dos usuários do SUS.

“Essa parceria é de um potencial e de um impacto fantástico, esperado por todos os gestores da saúde. Ela vai beneficiar a toda linha de cuidado do SUS”, avaliou.

O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que a medida vai permitir a integração do sistema de saúde e dar eficiência ao atendimento dos pacientes.

“O cidadão vai ao posto de saúde e tem lá os dados dele, vai a uma UPA, lá está o histórico desse cidadão. Esse é o grande desafio desse sistema, que é o mais moderno dos sistemas hospitalares do Brasil”, afirmou.

O aplicativo AGHU é um sistema padrão utilizado por todos os hospitais federais geridos pela Ebserh. Com a tecnologia, os profissionais de saúde podem gerir internações, distribuição de medicamentos, cirurgias e exames de laboratoriais.

Edição: Juliana Andrade

Distribuição de alimentos em situação de emergência é regulamentada

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou, nesta quinta-feira (13), uma portaria que define regras para a Ação de Distribuição de Alimentos (ADA) nos municípios em situação de emergência, ou estado de calamidade pública. O documento acrescenta à Política Nacional de Proteção e Defesa Civil normas de assistência às famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional e diminui a burocracia.

A principal mudança que a nova regra traz é a dispensa de situação de emergência, ou de estado de calamidade pública decretados, para atendimento aos povos e comunidades tradicionais, ou grupos populacionais específicos, organizados ou não, e identificados pelas características socioculturais, econômicas ou conjunturais particulares.

A norma também estabelece que a solicitação das cestas de alimentos junto ao MDS pode ser feita pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ou órgãos federais responsáveis por acompanhar povos e comunidades tradicionais, ou grupos populacionais específicos. Esses órgãos passam a ser os responsáveis por identificar as demandas e estabelecer prioridades, além de registrar a entrega dos alimentos com as informações pessoais dos beneficiados, CPF, número de identificação social (NIS) e assinatura.

Nos casos de solicitação feita pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, haverá um levantamento de demanda junto aos estados e municípios, que passará a assumir a responsabilidade pela distribuição das cestas e fiscalização, após a entrega das cestas de alimentos pelo MDS.

Estados e municípios também serão responsáveis pela prestação de contas, no prazo de 60 dias, com apresentação de relatório disponibilizado no site do MDS, relação de beneficiários com dados pessoais e checklist de recebimento das cestas.

Em caso de irregularidades no ciclo de recebimento das cestas, triagem e identificação das famílias em situação de insegurança alimentar, e destinação das cestas emergenciais, os agentes envolvidos respondem pelos danos causados.

Com as novas regras publicadas, a portaria do extinto Ministério da Cidadania nº 826, criada em 2022, deixa de vigorar, facilitando o atendimento aos povos e comunidades tradicionais em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Edição: Valéria Aguiar00

Representatividade: Sindsemp orienta sobre carga horária dos professores de escolas integrais

Em uma reunião esclarecedora realizada na tarde desta quarta-feira (12) na sede da entidade, a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Petrolina, acompanhada pelo advogado do Sindsemp, Leonardo Aragão, esclareceram pontos importantes acerca da carga horária dos professores das escolas de tempo integral do Município. A categoria compareceu maciçamente e expôs suas dúvidas, compartilhando a realidade de cada local de trabalho.Entre os pontos mais citados estavam a distribuição do tempo e os intervalos previstos na jornada de trabalho desses servidores. A substituição dos professores faltosos também foi apontada como um gargalo importante.“Estivemos reunidos com os professores das Escolas de Tempo Integral para tratar sobre algumas questões relativas ao desvio de função, ocorrido durante o período em que os educadores deveriam estar cumprindo sua aula atividade (planejando aulas, preparando materiais, realizando pesquisas ou fazendo formações), e que, na verdade, estão tendo que fazer  substituições, tirando atestados e folgas de colegas, dos quais os mesmos não são responsáveis”, explicou a diretora de assuntos extraordinários do Sindsemp, Katiane Santos. “É lei, o terço da aula atividade é claro em seu texto e descrição. Um profissional da educação, assim como de outros setores, é pago para cumprir suas obrigações dentro de seu horário de trabalho, para a função na qual foi contratado. Você desviar um professor que deveria estar em um momento de reflexão quanto às suas práticas pedagógicas, para ‘cobrir’ a falta de outro é contra a lei. A SEDUCE deve tomar para si essa responsabilidade que é dela. Dispor de professores para realizarem as substituições das quais o município necessita, sejam por atestados, licença prêmio ou quaisquer que sejam os motivos, assegurando assim de forma holística  o cumprimento da lei do terço aula atividade em todas as escolas da rede”, completou.A vice-presidente do Sindsemp, Inês Silva , avaliou o encontro positivamente, destacando o caráter libertador da informação. “A reunião de hoje foi muito boa, eu posso dizer que foi uma das melhores reuniões que tivemos nos últimos tempos. Uma presença maciça dos professores das escolas de tempo integral, num momento de muita troca, de muito diálogo, de muita conversa e principalmente, de muita orientação jurídica, com a presença do nosso advogado, o que eles estavam precisando. Você sabe que o conhecimento liberta, que muitas vezes que o professor, ou qualquer trabalhador, ele se submete a determinadas situações por não ter conhecimento das Leis que o protegem. E hoje eles saíram daqui conhecendo as Leis que os protegem e, como são bons professores que essa rede tem, eles vão para casa, sabendo a partir de hoje que tem Leis os protegem sim e que eles não são obrigados a se submeter a determinadas situações”.O advogado do Sindsemp, Leonardo Aragão, endossou esse conceito. “A reunião foi muito boa porque a gente conseguiu explanar e elucidar todas as dúvidas dos professores, basicamente em relação a essa questão da substituição em caso de falta, bem como, a questão da carga horária que estão havendo alguns questionamentos, principalmente sobre o cumprimento da carga horária e como seria o descumprimeto da Lei. Então, diante disso, a gente decidiu fazer essa reunião para elucidar e demonstrar e esclarecer ao pessoal como deve funcionar, que de fato, é a obediência à Lei. A gente sempre está a par da situação, a gente vê essa questão da legalidade, sempre prezamos pela legalidade e não queremos nada além disso, então, queremos apenas o cumprimento da Lei. Então, diante disso, já foi designada uma reunião com a administração e com a Secretaria de Educação na próxima semana, na segunda-feira, para que a gente possa dirimir isso e ajustar para que fique bom para a administração, bem como para o servidor”.Atenta às orientações repassadas, a professora Bruna Braga Costa, se mostrou satisfeita com o encontro. “Muito positivo, proveitoso e esclarecedor. Como sempre, o Sindsemp está muito presente, a gente sabe que muitas conquistas foram alcançadas através do Sindsemp e por isso que estamos aqui, neste momento, pedindo apoio, ajuda, para esclarecer o que, de fato, ainda precisa ser esclarecido.Filiada ao Sindsemp recentemente, Lígia Fernanda de Souza Silva, reconheceu a importância dessa representatividade exercida pelo Sindsemp. “Foi excelente, esclarecedora. A partir dela nos tornamos conhecedores dos nossos direitos e estar por dentro de tudo. Com o apoio do Sindsemp, que vai assegurar a oficialização das questões discutidas nesta reunião para as escolas, serão garantidos os nossos direitos. Eu reconheço a representatividade do Sindsemp, sou filiada ao sindicato há pouco tempo e continuarei, muito grata”.O presidente do Sindsemp, Walber Lins, reforçou a importância dos servidores integrarem a  luta por seus direitos. “Fico muito feliz, primeiro pela presença em massa, pela confiança e credibilidade depositadas no Sindsemp, haja visto que a categoria reconhece como representação da educação o Sindsemp e, ademais, nós tivemos uma franca discussão, aberta, com os servidores, trazendo toda condição de legalidade da disposição do que era realmente a política municipal da escola de tempo integral e das Leis da educação em si. E a gente verificou uma coisa muito importante: o sentimento de pertencimento à luta, um sentimento de estar realmente buscando garantir o seu direito, de estar trazendo o que é de direito seu. E esse sentimento, cada vez mais, cresce e cada vez mais a gente vê o servidor tomando consciência do que é seu direito, não somente do que é seu dever, mas do seu direito em si e trazendo a consciência de que ele tem o poder de luta, que ele deve permanecer unido na luta. Isso é o que faz a força, isso é que faz o servidor vencer e conquistar. E, cada vez mais, enquanto Sindsemp, a gente acredita nisso e vemos o mesmo no olho de cada servidor. Isso que é importante e o que nos gratifica. Onde tem luta, tem Sindsemp”.

Assessoria de Comunicação do Sindsemp

Minha Casa, Minha Vida é reparação histórica com o povo, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (13) o projeto de lei que cria o novo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Entre as novidades estão a ampliação do acesso de faixas de renda; a redução de taxas; e o aumento do subsídio para aquisição de imóveis. 

Durante a cerimônia de lançamento da nova edição do programa, Lula lembrou que o déficit habitacional é um problema histórico e crônico no Brasil.

“Em 1974, na primeira campanha vitoriosa do PMDB, foi dito que o Brasil tinha um déficit habitacional de 7 milhões de casas. Isso foi há 48 anos. Hoje eu vejo as pessoas falarem que temos um déficit ainda de 6 a 7 milhões de casas, mesmo com o programa MCMV fazendo 6 milhões de casas nesses últimos anos”, disse o presidente.

“Isso demonstra a necessidade do Estado se sentir obrigado a fazer essa reparação”, acrescentou.

As novas regras já estavam em vigor desde o último dia 7, por conta da MP 1.162/23, aprovada em fevereiro pelo Congresso Nacional. Segundo o Planalto, até o início de julho 10.094 unidades já haviam sido entregues em 14 estados. O investimento, até então, já estava em R$ 1,17 bilhão.

De acordo com o Planalto, com as novas regras populações de rua também poderão acessar o programa. A previsão é de que, até o final do ano, sejam entregue mais 8 mil unidades habitacionais, e que 21,6 mil obras sejam retomadas. A meta é contratar 2 milhões de moradias até 2026.

Faixas de renda

Tanto as faixas de renda para beneficiários, como o valor a ser financiado foram ampliados. Com isso, a Faixa 1 do programa contemplará famílias com renda mensal de até R$ 2.640. Já a Faixa 2 contemplará famílias com renda entre R$ 2.640 e R$ 4,4 mil; e a Faixa 3, para famílias com renda mensal entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil.

Já com relação ao valor do imóvel, o financiamento máximo será de R$ 170 mil para empreendimentos voltados à Faixa 1; R$ 264 mil para a Faixa 2; e R$ 350 mil para a Faixa 3.

No caso do MCMV rural, o valor máximo para novas moradias passou de R$ 55 mil para R$ 75 mil. Já o financiamento para melhoria de uma moradia passou de R$ 23 mil para R$ 40 mil.

As taxas de juros variam de acordo com a região e com a renda, indo de 4% ao ano a 5,5%, no caso da Faixa 1; de 4,75% a 7%, para a Faixa 2; e de 7,66% a 8,16% para a Faixa 3.

O governo federal aumentou também os descontos oferecidos para as famílias que acessarem o financiamento com recursos do FGTS para a aquisição do imóvel – de R$ 45,7 mil para R$ 55 mil, restrito aos beneficiários da Faixa 1. Segundo o Planalto, esse limite não era revisto desde 2017

As prestações mensais pagas pelos beneficiários da Faixa 1 serão proporcionais à renda, com um valor mínimo de R$ 80, ao longo de um período de 5 anos.

Avanços

As novas contratações do MCMV trazem melhorias, também, nas especificações dos imóveis. Entre as melhorias estão o aumento da área mínima das unidades, de 40 metros quadrados (m²) para casas e de 41,50 m² para apartamentos; e a criação de varandas “para oferecer um espaço adicional aos moradores”. Além disso, os conjuntos deverão ter sala de biblioteca e equipamentos para a prática esportiva.

Ainda entre as melhorias está a necessidade de o terreno estar localizado na malha urbana, próximo a infraestruturas completas já instaladas e consolidadas – o que inclui acesso a equipamentos públicos de educação, saúde e assistência social, além de acesso a comércio e serviços e transporte público coletivo.

“Terrenos mais bem qualificados podem receber um valor adicional em sua aquisição, incentivando a qualidade e adequação das localizações dos empreendimentos”, complementou o Planalto.

Repercussão

Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato de Souza Correia, mais de 6 milhões de habitações já foram construídas graças ao programa, desde sua primeira versão, em 2009. Na solenidade de sanção das novas regras, ele avaliou como “positiva” a nova versão do programa:

“A CBIC avalia de forma muito positiva a versão atual do MCMV, pois volta a contemplar, com recursos da União, a parcela mais carente da população brasileira, que sofre com habitações precárias e com aluguéis muito caros. O governo já estaria de parabéns se ficasse somente nessa parte, mas fez mais: ajustou o programa nas faixas financiadas pelo FGTS.”

Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, os entraves e o atraso promovido pelo governo anterior deixou de concluir 186 mil unidades habitacionais. “Destas, 83 mil unidades estavam paralisadas”, disse o ministro. Ele acrescentou que o programa conseguiu retomar mais de 17 mil casas e já entregou mais de 10 mil moradias, beneficiando mais de 100 mil brasileiros que buscavam habitação.

Representante do Movimento Camponês Popular, Jéssica Briito lembrou que a atual edição do MCMV só foi possível no campo, enquanto política pública, após muito diálogo e reivindicações por parte dos camponeses.

“Só chegou nas diversas populações do campo, em todas as regiões desse país, graças a parceria com os movimentos do campo que historicamente fazem a luta por reforma agrária; pelo reconhecimento do campesinato na tarefa permanente de produzir alimentos; e pela luta por melhores condições de produção e de vida no campo. Essas organizações ousaram lutar e reivindicar o direito à moradia para essas populações”, disse.

“A moradia no campo, para nós, é um elemento de permanência das famílias no campo. Mais do que isso, ela é também um elemento de transformação da autoestima das mulheres camponesas, porque somos nós, mulheres, que sentimos de perto a dureza de não ter um teto e um lar seguro para os nossos filhos. Nos fortalece muito a retomada desse programa, tendo como um dos principais critérios de atendimento as mulheres camponesas.”

Representante da Confederação Nacional das Associações de Moradores, Bartira Costa defendeu a priorização de políticas urbanas, enquanto “agenda prioritária para o desenvolvimento urbano do Brasil, tendo a cidade como direito e não apenas como moradia”; a “retomada imediata” do Conselho das Cidades; e a convocação da Conferência das Cidades.

“Precisamos também garantir a universalização do acesso aos serviços de saneamento básico para todas as pessoas independente do local e das condições de moradias, bem como da capacidade de pagamento. Para isso é fundamental fortalecer as empresas e os serviços públicos de saneamento; retomar os investimentos do plano enquanto instrumento de planejamento. O saneamento deve ser encarado como política estratégica para o desenvolvimento do Brasil, condicionante da qualidade de vida nas cidades”, disse.

Edição: Denise Griesinger

Mobilidade Estudantil: Facape oferece disciplinas isoladas para estudantes de outras instituições

Os estudantes de ensino superior que desejam cursar alguma disciplina na Faculdade de Petrolina (Facape) já podem se preparar. A faculdade está com inscrições abertas para o Programa de Mobilidade Estudantil que permite que alunos de outras instituições possam cursar diferentes disciplinas junto à Facape.

O Programa é fruto de uma parceria entre as instituições e não há pagamento de matrículas ou mensalidades. Podem participar estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação da UPE, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF- Sertão PE), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), e da Universidade do Estado da Bahia  Uneb.

As inscrições para o processo seletivo seguem abertas até o dia 19 de julho para alunos aptos a ingressar na Facape já no 2º semestre letivo de 2023. Os candidatos poderão se inscrever por e-mail através de sua IES de origem, enviando os documentos exigidos no edital. O resultado do processo seletivo está previsto para ser divulgado no dia 1 de agosto, já as matrículas dos aprovados deve ser realizada entre os dias 3 e 4 de agosto.

Os endereços para inscrições são: UNEB (mobilidadegraduacao@uneb.br); UPE: (graduacao.petrolina@upe.br); UNIVASF: (dpeg.proen@univasf.edu.br); e IF Sertão (PE): (cp.sca@ifsertao-pe.edu.br). Para  realizar a inscrição é necessário apresentar:  Cópia autenticada da identidade, CPF e comprovante de residência atualizado;  Histórico escolar atualizado, emitido pelo Setor responsável da sua IES;  Comprovante de matrícula considerando o semestre letivo vigente no momento da inscrição. Além de ementas e conteúdos programáticos das disciplinas que pretenda cursar na FACAPE durante a mobilidade.

Atenciosamente,       

Magnólia Costa – Assessora de Comunicação da Facape       

Esquema de segurança para as festividades comemorativas do aniversário de Juazeiro é pauta de reunião

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (Semaurb), realizou nesta quarta-feira (12), uma reunião com representantes da Polícia Militar (PM), Guarda Civil Municipal (GCM) e da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte (Seculte), para alinhamento da segurança durante as festividades do aniversário de 145 anos do município.Segundo o Secretário de Ordenamento Urbano, Isledio Bandeira, com a expectativa da presença de milhares de pessoas nos dias de evento, há a necessidade do reforço da segurança na Avenida Adolfo Viana e Orla I e II, bem como nos arredores. “Reforçamos a importância da cooperação de todos os envolvidos, incluindo comerciantes e frequentadores, para o cumprimento das medidas estabelecidas para que todos possam curtir com segurança”, destacou.PautaForam discutidas com o Major Cirne da 73ª Companhia Independente de Polícia Militar (73ª CIPM) estratégias de segurança, como o reforço do efetivo policial, o monitoramento por câmeras de segurança e a intensificação das patrulhas nos locais de maior aglomeração, tendo como objetivo promover um ambiente tranquilo e seguro para todos os participantes das festividades. Além disso, o uso de sistemas de som, conhecidos como “paredões”, será proibido para reduzir a poluição sonora.Texto: Gabriel Filliph – Ascom PMJ

Prefeitura de Petrolina incentiva alimentação saudável em creches do município

Nessa quarta-feira (12), as crianças da creche Jesus Pequenino, no Jardim Petrópolis, foram surpreendidas por uma equipe de nutricionistas do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF). De forma lúdica, os profissionais explicaram o que é uma alimentação saudável e não saudável. 

Cerca de 70 alunos participaram da ação desenvolvida pela Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde. A nutricionista do NASF, Adriana Maciel, explica que esses momentos são importantes para o desenvolvimento da criança. “Buscamos sempre falar a língua das crianças para explicar os benefícios e malefícios que a alimentação pode causar. Elas são muito observadoras e sempre prestam atenção nas explicações, o que pode acabar levando as informações pra casa e levando bons hábitos também para a família. Seguimos as orientações do prefeito Simão Durando, em incentivar a população petrolinense a ter hábitos mais saudáveis”, explica.  

A Secretaria de Saúde ressalta que os pais que desejam levar seus filhos para uma consulta, devem procurar as Unidades Básica de Saúde do município para passar pela avaliação de um profissional e, de acordo com a necessidade, será passado para o especialista.   

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Jhulyenne Souza – Assessora de Comunicação da Secretaria de Saúde 

 

Petrolina: Moradores de Residenciais celebram entrega de certificados

Rostos cheios de emoção marcaram na noite dessa terça-feira (11) durante a cerimônia de entrega dos certificados de conclusão dos cursos que fazem parte do Projeto Técnico Social (PTS). Cerca de 150 beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida participaram do momento. As capacitações gratuitas foram oferecidas pela Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Sustentabilidade (SEDURBHS), em parceria com a Caixa Econômica Federal.  

Os certificados foram entregues para os moradores dos Residenciais Novo Tempo V e VI. A mais nova formanda, Maria Eduarda Batista Angelim Nogueira, contou emocionada sobre a oportunidade de poder fazer os cursos e participar desse projeto*. “Foi maravilhoso poder participar do curso. Sou muito grata a prefeitura em poder oferecer algo que nunca será tirado da gente, que é o conhecimento”, destacou Maria Eduarda, que fez o curso de Designer de Sobrancelha. 

Rita de Cassia Santos Silva, aluna do curso de Doces e Salgados, vê na iniciativa uma ótima oportunidade para adquirir qualificação profissional e independência financeira. “Não foi apenas uma aula de confeitaria, mas uma aula de humanização. Fomos recebidas com muito carinho, estou muito satisfeita e confiante de que irei conquistar meu próprio negócio”, comentou Rita de Cássia.  

Os cursos oferecidos foram de frentista, cabeleireiro, design de sobrancelhas, capacitação de unhas em gel e depilação, confeitaria de doces e salgados. Além disso, aulas de zumba, escolinha de futebol e educação ambiental também estão sendo realizadas.   

“A orientação do prefeito Simão Durando é de proporcionar essa formação aos moradores dos Residenciais e possibilitar que eles disponham de uma melhor qualidade de vida através da profissionalização, geração emprego e renda, capacitação e qualificação, para ingressarem no mercado de trabalho. Além do mais, essa é uma oportunidade de ficarmos ainda mais próximo da população”, frisou o secretário executivo de Habitação, Thiago Rosendo. 

Texto: Luzete Nobre  

Assessora de Imprensa da Secretariade Desenvolvimento Urbano, Habitação e Sustentabilidade  

Bolsonaro presta depoimento nesta tarde na Polícia Federal

O ex-presidente Jair Bolsonaro será ouvido nesta quarta-feira (12), às 14h, na sede da Polícia Federal, em Brasília. O depoimento será para o inquérito que investiga uma tentativa de golpe de Estado que teria sido articulada pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES).

O inquérito foi aberto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em fevereiro, para apurar se houve tratativas visando a um golpe de Estado, em uma reunião que, segundo o senador, teria contado com a participação de Bolsonaro e do ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), além do próprio Marcos do Val.

Essa reunião foi citada pelo senador em encontro com Moraes. As suspeitas, no entanto, são de que o parlamentar queria gravar a conversa, na busca por uma declaração do ministro admitindo ter, em algum momento, ultrapassado “as quatro linhas da Constituição” – o que poderia ser usado como argumento para questionar o resultado das eleições de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em junho, endereços e gabinete de Marcos do Val foram alvo de mandados de busca e apreensão, por determinação de Moraes. À época, o senador criticou a operação e negou ter cometido algum crime.

Edição: Juliana Andrade