Câmara aprova projeto sobre tarifas para micro e minigeradores de energia solar

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (18) projeto que estabelece uma transição para a cobrança de encargos e tarifas de uso dos sistemas de distribuição por parte dos micro e minigeradores de energia elétrica. A proposta (PL 5829/19), de autoria do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), será enviada ao Senado.

O texto aprovado em Plenário é o substitutivo do relator, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG). Segundo o texto, até 2045 os micro e minigeradores já existentes pagarão os componentes da tarifa somente sobre a diferença, se positiva, entre o consumido e o gerado de forma alternativa e injetado na rede de distribuição, como ocorre hoje.

A regra valerá ainda para consumidores que pedirem acesso à distribuidora, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), em até 12 meses da publicação da futura lei.

Para contar com o benefício, esses novos geradores terão prazos para iniciar a injeção de energia no sistema, contados do parecer favorável da distribuidora:

  • 120 dias para microgeradores;
  • 12 meses para minigeradores de fonte solar; e
  • 30 meses para minigeradores das demais fontes.

O texto define como microgeradores aqueles que geram até 75 kW de energia de fontes alternativas (fotovoltaico, eólico, biomassa e outros) em suas unidades consumidoras (em telhados, terrenos baldios, condomínios, sítios); enquanto minigeradores são aqueles que geram mais de 75 kW até 5 mil kW. A partir de 2045, esse limite passa para 3 mil kW nessa definição.

Para Andrada, é urgente a criação de um marco regulatório da minigeração e microgeração distribuída no Brasil. “Desde 2012, esses geradores foram responsáveis pela criação de mais de 140 mil postos de trabalho e arrecadação tributária da ordem de R$ 6 bilhões nesse período”, afirmou.

O projeto prevê uma transição de sete anos no pagamento dos encargos para aqueles que começarem a geração depois de 12 meses da nova lei.

Esses encargos são relativos à remuneração dos ativos do serviço de distribuição, da depreciação dos equipamentos da rede e do custo de operação e manutenção do serviço.

Assim, de todos os encargos, esses geradores pagarão:

  • 15% em 2023 e 30% em 2024;
  • 45% em 2025 e 60% em 2026;
  • 75% em 2017 e 90% em 2028; e
  • todos os encargos a partir de 2029.

A diferença será bancada com recursos repassados às distribuidoras de energia pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Para unidades de minigeração que produzem mais de 500kW para autoconsumo remoto (em local diferente da geração) ou na modalidade de geração compartilhada (reunidos em consórcio) em que um único titular detenha 25% ou mais, o participante do SCEE pagará 40% de tarifas de uso dos sistemas de transmissão da rede básica e 100% dos demais encargos. A partir de 2029, passam a pagar tudo.

Depois de 12 meses da publicação da futura lei, a CDE custeará ainda as componentes tarifárias não associadas ao custo da energia elétrica compensada por geradores ligados a cooperativas de distribuição de energia com mercado inferior a 700 GWh/ano. Essas cooperativas são principalmente de natureza rural.

Revisão extraordinária
Além de receberem os encargos com recursos da CDE, as distribuidoras de energia elétrica poderão considerar a energia inserida no sistema pelos micro e minigeradores como sobrecontratação involuntária para fins de revisão tarifária extraordinária.

Segundo critérios da Aneel, essa revisão pode implicar efeitos nos reajustes ordinários das tarifas de energia, já que o excesso de energia na rede sob sua gestão (sobrecontratação) provoca problemas financeiros no cumprimento de contratos de fornecimento junto a usinas geradoras maiores.

Lafayette de Andrada, relator do projeto de lei

Por outro lado, as distribuidoras poderão realizar chamadas públicas para a compra da energia excedente desses geradores em contratos futuros, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Essas distribuidoras poderão ainda usar os projetos de micro e minigeração para cumprir parte dos percentuais mínimos de investimento em eficiência energética exigidos pela legislação.

Nessas duas situações, poderão participar da chamada pública a própria concessionária (se for também geradora) e suas empresas coligadas.

Tarifa mínima
Mesmo que um micro ou minigerador consuma muito pouco em um determinado mês, ainda pagará uma tarifa mínima. Para aqueles consumidores-geradores que não estão isentos dos encargos até 2045, o texto define o faturamento mínimo como a diferença entre o consumido e o mínimo faturável vigente pela regulamentação, desconsiderando-se as compensações.

Quem tiver geradores com potência instalada de até 1,2 kW deverá ter uma redução de 50% do consumo mínimo faturável.

Bandeiras tarifárias
O texto aprovado prevê que as bandeiras tarifárias incidirão somente sobre o consumo a ser faturado, e não sobre a energia excedente usada para compensar o consumo.

As bandeiras tarifarias (verde, laranja e vermelha) são acréscimos na conta de luz quando a energia fica mais cara devido, principalmente, à necessidade de acionar termelétricas movidas a combustível fóssil para suprir a demanda.

Iluminação pública
O texto permite a participação das instalações de iluminação pública no sistema de compensação (SCEE), devendo a rede de um município ser considerada como unidade consumidora.

Financiamentos
Para fins de acesso a recursos de fundos de Investimento em Participações em Infraestrutura (FIP-IE) e de fundos de Investimento em Participação na Produção Econômica Intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (FIP-PD&I), os projetos de minigeração distribuída serão considerados projetos de infraestrutura de geração de energia elétrica.

Esses fundos de investimento na modalidade fechada captam recursos para investir em grandes projetos de infraestrutura nos quais estão incluídas hidrelétricas e parques eólicos, por exemplo.

Os minigeradores contarão ainda com os benefícios tributários do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi).

Benefícios sistêmicos
A Aneel deverá divulgar os custos e os benefícios sistêmicos das centrais de micro e minigeração distribuída, segundo diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), ouvida a sociedade, as associações e entidades representativas, as empresas e os agentes do setor elétrico.

Os benefícios pelo aumento da geração distribuída com os incentivos dados pelo projeto, como economia pelo adiamento de construção de outras usinas geradoras, deverão abater os encargos incidentes sobre os micro e minigeradores após a transição.

Nas diretrizes, o CNPE deverá considerar benefícios relacionados à localidade e considerar as componentes de geração, as perdas elétricas, a transmissão e a distribuição.

Grandes usinas
Em relação às grandes usinas de geração de energia fotovoltaica para venda no Ambiente de Contratação Livre (ACL) ou para autoconsumo, o texto aprovado prevê a apresentação de estudo simplificado contendo os dados de pelo menos um ano de medição realizada por satélite ou estação que mede a incidência de raios solares instalada no local do empreendimento.

Pontos rejeitados
Confira os pontos rejeitados pelo Plenário:

– emenda do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR) pretendia isentar dos encargos tarifários consumidores de áreas isoladas ou que gastam mais de 10% da renda familiar com energia;

– emenda do deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA) pretendia garantir a isenção de componentes da tarifa para micro ou minigeradores com potência de até 500 kW sem transição;

– emenda do deputado Bohn Gass (PT-RS) pretendia remeter ao Orçamento da União o custeio dos encargos tarifários, em vez de usar dinheiro da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE);

destaque do PDT pretendia estender aos consumidores do ambiente livre de comercialização de energia o subsídio para os encargos tarifários com recursos da CDE;

– emenda do deputado Bohn Gass pretendia direcionar recursos da CDE para o Programa de Energia Renovável Social, criado para financiar a instalação de painéis fotovoltaicos em residências de famílias de baixa renda.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Lula: “Temos de incluir o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante coletiva após visita ao Complexo Portuário de Pecém, na região metropolitana de Fortaleza (CE), que o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) é uma “anomalia política”.

“Eu não espero que meus adversários falem bem de mim. O que eu tenho dito é que qualquer um que fosse pro 2o turno contra o Bolsonaro, eu votaria nesse qualquer um. Bolsonaro é uma anomalia política. O Brasil precisa voltar a sua normalidade”, afirmou.

Lula disse ainda não admitir “isso de polarização entre dois extremos. Eu tenho uma história de vida democrática. E o que tá em jogo é democracia contra o fascismo”.

“A gasolina e o gás de cozinha tão virando item de luxo. Gente cozinhando no tijolo. Não é possível que o país tenha chegado a essa degradação. Meu lema agora é: colocar o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda”, alertou.

Para o ex-presidente, “não podemos admitir a desmoralização do Brasil na política internacional. Não somos uma ilha, mas estamos sendo tratados como se fôssemos uma ilha sem vizinhos por perto. Nunca imaginei que o Brasil seria símbolo da extrema direita mundial”. Lula lamentou ainda o fato de ter visto o Brasil na situação que ele se encontra. “Nunca vi o clima de desavença e de ódio estabelecido na sociedade brasileira. Resolvi viajar o país, começando pelo meu querido Nordeste, porque quero conversar com a sociedade, com a imprensa, quero ouvir as pessoas”.

 

Jordávio Ramos participa da entrega de Unidades de Ensino, no distrito de Abóbora, Juazeiro (BA)

Na manhã desta sexta-feira (20) Jordávio Ramos acompanhou a prefeita de Juazeiro-BA, Suzana Ramos, na solenidade de entrega da reforma de três Unidades de Ensino, no distrito de Abóbora, interior do município.

A prefeitura de Juazeiro vem desenvolvendo um trabalho voltado para melhorar ainda mais a qualidade da educação na cidade, além de investimentos em projetos educacionais, a gestão também tem proporcionado reformas nas instituições, tanto da sede como nos interiores do município. Hoje, foram entregues, totalmente reformadas, três unidades de ensino, a EMEI Américo Tanury a Escola municipal Manoel de Souza Bonfim e a extensão da mesma.

O jovem político, Jordávio Ramos, reconhece a relevância da educação na formação dos jovens e expressa sua felicidade com a entrega das reformas. “É muito gratificante poder ver Juazeiro avançando na educação e proporcionando melhores condições, no ensino da nossa juventude. Fico muito Feliz!”, frisou Jordávio.

Carnaíba do Sertão iluminada, graças ao empenho do vereador Berg da Carnaíba

O vereador conseguiu junto a Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro a reposição das lâmpadas dos postes do Distrito, após algum tempo sem as luminárias, o que colocava em risco a população local, que vivia às escuras. Com essa iniciativa a sensação de segurança aumentou no local e os moradores voltaram ao hábito de curtir a noite nas calçadas e na porta das residências, uma prática comum no interior que tem uma rotina tranquila de convivência.

“É comum o hábito das pessoas aproveitarem a noite para bater papo na porta das casas, e aos poucos isso foi se perdendo pela falta de segurança com a escuridão, mas graças ao compromisso com o povo de Juazeiro, a gestão municipal se comprometeu de levar iluminação pública para a comunidade de Carnaíba e nós estamos muito felizes de realizar essa benfeitoria”, salienta Berg da Carnaíba.

O vereador, que é morador do Distrito, já realizou muitas ações em benefício da comunidade em apenas oito meses de gestão e legislatura. Realizou recapeamento asfáltico nas principais vias do Distrito, reabriu e requalificou a Unidade de Saúde Básica, fez limpeza pública, e agora mais uma recomposição da iluminação.

Berg assegura que muita mais será realizado no interior do município. “Muita coisa boa ainda está por vir, nós fomos eleitos para representar o povo juazeirense e é com esse objetivo que vamos trabalhar todos os dias”, conclui.

Por: Mônia Ramos Jornalista

Deputada Dulci e Odacy Amorim levam novas solicitações para a secretária estadual de Infraestrutura

Ainda cumprindo agenda no Recife, nesta terça-feira (17), a deputada estadual Dulci Amorim e o ex-deputado Odacy Amorim se reuniram com a secretária estadual de Infraestrutura, Fernandha Batista. Na pauta da reunião estavam estratégias para garantir avanços para o Sertão pernambucano.

A deputada Dulci informou que foram discutidos investimentos no abastecimento d’água, além de construção e restauração de estradas no interior de Petrolina. “Entre os pedidos que encaminhamos está a construção de uma estrada de Uruás a Caititu, que vai beneficiar Cruz de Salinas, Atalho, de Petrolina à Dormentes”, explicou a parlamentar.

Odacy Amorim usou as redes sociais para agradecer pela atenção que o Governo Estadual, através da secretária Fernandha Batista, tem dado ao mandato da deputada. “A secretária tem sido uma parceira atenta às nossas demandas. E nós temos trabalhado, de maneira incansável, para conseguir os investimentos necessários para a nossa região”, destacou.

Vereador Berg da Carnaíba se une a Allan Jones e ao colega Clésio Alexandre e juntos ao Instituto Francisco Sales promovem Projeto em Saúde

O vereador e presidente da mesa diretora da Casa Aprígio Duarte, Berg da Carnaíba, se uniu a um projeto que está beneficiando os moradores das comunidades dos Distritos de Salitre, Itamotinga, Juremal, Carnaíba do Sertão e Massaroca. O Projeto Social Saúde em Vigor, realizado junto com o médico e advogado Allan Jones e Clésio Alexandre, em parceria com o Instituto Francisco Sales, oferece, gratuitamente, diversos serviços de atenção à saúde visual para a população mais carente.

Para Berg é uma oportunidade especial realizar essa ação social. “Saúde é uma prioridade e estamos sempre buscando melhorar a atenção a saúde pública no nosso município e realizar essa ação nos deixa muito felizes, com a perspectiva de buscarmos sempre mais”, salienta.

Allan Jones reforça: “fico feliz em anunciar mais esses eventos do Saúde em Vigor que é um projeto social que têm crescido em Juazeiro e ajudado muitas pessoas. Quero agradecer as parcerias dos vereadores Clésio e Berg da Carnaíba e também do Instituto Francisco Sales quem vem dando esse suporte, na área da saúde visual para os moradores do interior de Juazeiro”.

Serão disponibilizados gratuitamente para a população:

Exames de acuidade visual;
Consultas oftalmológicas e optimétricas;
Exames de fundoscopia e retinoscopia;

Para aqueles que necessitarem e optarem pela aquisição dos óculos, as armações serão doadas e se levar 2kg de alimentos não perecíveis será concedido descontos no tratamento da lente.

Documentação necessária:

Cartão do Sus, RG e CPF

Datas, hora e locais:

De 08h às 12h e 14h às 17h

Nesta terça (17/08) – Distrito do Salitre (Clubes de Mães do povoado de Capim Raiz)

18/08 – Sede do Distrito de Itamotinga (Associação Comunitária Cultural e Artística – ACCARDIA)

19/08 – Sede do Distrito de Juremal (Posto de Saúde)

20/08 – Sede do Distrito de Carnaíba do Sertão (UBS Nª Senhora das Pedreiras – Rua Vermelha)

21/08 – Distrito de Massaroca ( Escola Municipal Professora Atanilha Luz Araújo)

Mônia Ramos Jornalista – Ascom Presidência CMJ

Câmara pode votar reforma eleitoral em 2º turno nesta terça-feira

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (17), em segundo turno, a proposta da reforma eleitoral. A sessão do Plenário está marcada para as 15 horas (confira a pauta completa).

O Plenário da Câmara concluiu na quinta-feira (12) a votação do texto em primeiro turno, na forma de um substitutivo da deputada Renata Abreu (Pode-SP) à Proposta de Emenda à Constituição 125/11. Se a proposta for aprovada em segundo turno, será enviada para o Senado, onde precisará ser votada também em dois turnos.

O texto aprovado na comissão especial da Câmara determinava o uso do “distritão” nas eleições de 2022, mas o Plenário retirou esse trecho na quarta-feira (11). O “distritão” é um apelido para o sistema de eleição majoritário, segundo o qual apenas os mais votados são eleitos nos seus distritos. O sistema majoritário é usado atualmente na escolha de cargos do Executivo (presidente da República, governador e prefeito) e também para senador, mas a proposta o estendia para deputados federais, estaduais e distritais (do DF).

Coligações
Como parte do acordo para derrubar o “distritão”, o Plenário aprovou a volta das coligações partidárias para as eleições proporcionais (deputados e vereadores) a partir de 2022. Para que isso ocorra, a PEC precisa ser aprovada no Senado e virar emenda constitucional antes do começo de outubro (um ano antes do pleito).

Votos em mulheres
A proposta prevê ainda a contagem em dobro dos votos dados a candidatas e a negros para a Câmara dos Deputados, nas eleições de 2022 a 2030, para fins de distribuição entre os partidos políticos dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (Fundo Eleitoral). Entretanto, essa contagem em dobro será aplicada apenas uma vez, ou seja, os votos para uma candidata negra, por exemplo, não poderão ser contados em dobro duas vezes.

Um dos critérios para a distribuição dos recursos desses fundos é exatamente o número de votos obtidos, assim a ideia é estimular candidaturas desses grupos.

Eleição presidencial
A eleição presidencial permanece como é atualmente. Nesta quinta-feira, os deputados retiraram do texto o item que previa o fim do segundo turno para eleições de presidente da República e o uso de votos em cinco candidatos e reposicionamento de votos, caso o mais votado não obtivesse a maioria absoluta dos votos.

Também foi mantido na Constituição o caráter nacional dos partidos, que o texto propunha retirar.

Desempenho
O texto aprovado faz mudanças ainda na Emenda Constitucional 97, de 2017, que trata da cláusula de desempenho e permite acesso aos recursos do Fundo Partidário e à propaganda no rádio e na televisão apenas aos partidos que tenham obtido um número mínimo de deputados federais ou uma percentagem mínima de votos válidos distribuídos em 1/3 dos estados.

A proposta prevê acesso ao fundo e à propaganda eleitoral por parte dos partidos que tenham ao menos cinco senadores. A intenção é ser uma alternativa à regra atual, que exige 11 deputados eleitos em 2022 e 13 em 2026.

Nessa conta dos cinco senadores entram, além dos eleitos, aqueles que o partido já tem no Senado e cuja vaga não esteja em disputa.

A mesma regra valerá para as eleições de 2030 em diante, quando acaba a transição da cláusula de desempenho e ficam valendo regras definitivas.

Fidelidade partidária
Sobre a fidelidade partidária, o substitutivo prevê a perda do mandato dos deputados (federais, estaduais ou distritais) e vereadores que se desfiliarem da legenda, exceto quando o partido concordar ou em hipóteses de justa causa estipuladas em lei.

Em nenhum dos casos, a mudança de partido será contada para fins de distribuição de recursos do Fundo Partidário, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e de acesso gratuito ao rádio e à televisão.

Atualmente, a Lei 9.096/95 considera como justa causa o desligamento feito por mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição (seis meses antes do pleito).

Incorporação de partidos
Regras transitórias são criadas pelo substitutivo para três temas. Um deles, a incorporação de partidos, prevê que as sanções eventualmente recebidas pelos órgãos partidários regionais e municipais da legenda incorporada, inclusive as decorrentes de prestações de contas e de responsabilização de seus antigos dirigentes, não serão aplicadas ao partido incorporador nem aos seus novos dirigentes, exceto aos que já integravam o partido incorporado.

Quanto às anotações que devem ser enviadas ao TSE sobre mudanças no estatuto do partido, o texto determina que serão objeto de análise apenas os dispositivos alterados.

O terceiro ponto permite às fundações partidárias de estudo e pesquisa, doutrinação e educação política desenvolverem atividades amplas de ensino e formação, tais como cursos de formação e preparação em geral, incentivo à participação feminina na política, capacitação em estratégias de campanha eleitoral e cursos livres, inclusive os de formação profissional, desde que gratuitos.

Regulamentos eleitorais
Outro ponto tratado pelo substitutivo à PEC 125/11 é a regra da anterioridade, segundo a qual a lei que mudar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, mas não será aplicada à eleição seguinte se ela acontecer em menos de um ano da vigência da lei.

Nesse sentido, o texto determina a aplicação dessa regra também para as decisões interpretativas ou administrativas do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do TSE.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas. Dep. Renata AbreuPODE - SP
Renata Abreu, relatora da proposta

Iniciativa popular
O texto aprovado muda ainda os critérios para a apresentação de projetos de iniciativa popular, que são aqueles oriundos da sociedade civil por meio de apoio com a coleta de assinaturas.

Atualmente, a Constituição permite a apresentação desse tipo de projeto quando ele for apoiado por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco estados, e em cada um deles deve haver um mínimo de 0,3% de eleitores que subscrevem o projeto.

Com a PEC, essa iniciativa passa a depender apenas do apoio de 100 mil eleitores, independentemente da distribuição pelos estados, e podendo ser de forma eletrônica.

Quanto às consultas populares sobre questões locais a serem realizadas juntamente com o pleito, elas dependerão de aprovação pela câmara municipal, devendo ser encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 dias antes das eleições. Para defender ou contrariar a proposta em análise, não poderá ser usado o tempo de propaganda gratuita de rádio e televisão.

Data da posse
Quanto à posse de presidente da República e de governadores, o substitutivo muda a data de 1º de janeiro para 5 e 6 do mesmo mês, respectivamente.

No entanto, as novas datas valem apenas para as posses dos eleitos a partir das eleições gerais de 2026.

Dessa forma, os mandatos dos eleitos em 2022 serão estendidos por mais alguns dias (até dia 5 para presidente e até dia 6 para governadores).

Pleito e feriado
De autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a PEC 125/11 originalmente apenas adiava, para a semana seguinte, as eleições que caíssem em domingos próximos a feriados. Esse trecho foi retirado da proposta.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputada Dulci cria PL para proibir planos de saúde de exigirem consentimento do marido para inserção do DIU em mulheres casadas

A deputada estadual Dulci Amorim (PT) deu entrada nesta segunda-feira (16) no Projeto de Lei Nº 002535/2021, que visa proibir que planos e seguros privados de assistência à saúde exijam consentimento do companheiro para a inserção de Dispositivo Intrauterino (DIU) ou Sistema Intrauterino (SIU) em mulheres casadas, em união estável ou qualquer forma de relacionamento afetivo. O dispositivo tem como objetivo assegurar às mulheres pernambucanas autonomia sexual e reprodutiva.

“A mulher, na maioria esmagadora das vezes, fica com a maior parcela de responsabilidade sobre a criação dos filhos. Isso quando não são abandonadas pelos companheiros. Com essa lei o Estado de Pernambuco garante o direito de escolha da mulher. É, no mínimo, um absurdo que um plano de saúde exija esse tipo de autorização. Seria a mesma coisa que pedir uma autorização por escrito do marido na hora da mulher ir até a farmácia comprar um anticoncepcional em comprimidos ou injeções. Uma situação simplesmente inaceitável”, justificou a parlamentar sertaneja.

A ideia de proibir esse tipo de exigência por parte dos planos de saúde surgiu no início deste mês de agosto após uma reportagem da Folha de S. Paulo denunciar que duas cooperativas de planos de saúde em São Paulo e Minas Gerais exigiram consentimento dos maridos para autorizarem a inserção de DIU (Dispositivo Intrauterino) em mulheres casadas. E só depois que o caso repercutiu na imprensa, a exigência foi descartada.

Paulo Câmara recebe Lula e discute enfrentamento da Covid, os desafios da retomada econômica e o cenário político atual

O governador Paulo Câmara recebeu, neste domingo (15.08), o ex-presidente Lula para discutir as medidas adotadas em Pernambuco durante a pandemia, os desafios da retomada econômica ainda com altos índices de casos e óbitos da Covid no país e o cenário político atual. Participaram da conversa o prefeito do Recife, João Campos, os deputados federais Danilo Cabral, Tadeu Alencar, Milton Coelho e Gonzaga Patriota, além do presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. Entre os integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) que acompanharam Lula estavam o senador Humberto Costa e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
 
“Recebemos com muita satisfação o presidente Lula neste domingo. Pernambuco tem muito a agradecer a Lula por todo o ciclo de desenvolvimento iniciado na gestão dele. Isso está muito vivo na memória do pernambucano. Tivemos a oportunidade de compartilhar nossas ações durante a pandemia, o nosso atual plano de retomada da economia e deixar claro que em 2022, precisamos de uma frente ampla do campo progressista para derrotar Bolsonaro e fazer o Brasil voltar a crescer”, afirmou Paulo Câmara.
 
“Estou feliz de estar de volta, em minha terra natal, para conversar sobre os desafios de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil, conversando com as lideranças do estado e retomando um diálogo necessário para o país voltar ao rumo certo, com democracia, inclusão social e desenvolvimento”, pontuou Lula. O ex-presidente fica em Pernambuco até a próxima terça-feira (17.08). Ele visitará outros cinco estados do Nordeste na sequência de agendas políticas marcadas para esse mês de agosto.
 
Fotos: Heudes Regis/SEI

Deputada Dulci e Odacy Amorim recepcionam Lula no Recife

Neste domingo (15), o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva desembarcou na capital pernambucana. Ainda no aeroporto, Lula foi recepcionado por grandes quadros do Partido dos Trabalhadores (PT) do Estado. Entre eles, o senador Humberto Costa, a deputada Federal Marília Arraes, a deputada estadual Dulci Amorim e o ex-deputado Odacy Amorim.

Lula deve discutir com os integrantes do Partido as costuras para fortalecer a campanha presidencial de 2022. “Estamos unidos para discutir o que é melhor para o nosso Estado. Neste momento, o que importa é garantir que os pernambucanos terão vez e voz diante do novo Governo Federal e que esse novo Governo garanta a continuidade do desenvolvimento de Pernambuco”, destacou a deputada Dulci Amorim.

Para Odacy, a união de forças que defendem a democracia é o caminho mais seguro para combater o retrocesso que o país atravessa. “Estamos vivendo anos sombrios, não só pela pandemia que vem ceifando vidas em todo o mundo. Mas, principalmente, pela falta de cuidado com as pessoas por parte da atual gestão federal. Por isso, estamos juntos para garantir que a vida voltará a ter valor no Brasil”, afirmou Odacy.