Apesar da aparência inofensiva, o tradicional morango do amor, fruta coberta por uma camada espessa de açúcar caramelizado, pode representar riscos à saúde quando consumido com frequência. O alerta é do endocrinologista Enzo Loandos Oliveira, do Instituto de Educação Médica (IDOMED).
Nos meses de julho e agosto de 2025, o consumo da iguaria aumentou e o morango do amor se proliferou por todo o país, aparecendo também em vídeos e publicações nas redes sociais, onde é exibido como uma alternativa “romântica” ou “estética” aos doces tradicionais. No entanto, o resultado final é um alimento altamente calórico e com alto índice glicêmico.
“O morango em si é uma fruta rica em fibras e antioxidantes. O problema é que, quando envolvido em uma calda de açúcar puro, perde seu valor nutricional e se transforma em uma sobremesa com potencial inflamatório e risco metabólico”, explica Enzo.
Segundo o especialista, o consumo frequente de alimentos ricos em açúcar, como o morango do amor, está associado ao aumento da incidência de doenças como diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão e até problemas cardiovasculares. Além disso, há impactos na saúde bucal, já que o açúcar endurecido pode grudar nos dentes e favorecer o surgimento de cáries, principalmente em crianças.
“Uma camada de açúcar caramelizado como a do morango do amor pode conter o equivalente a três ou quatro colheres de sopa de açúcar refinado, o que é suficiente para causar um pico glicêmico significativo”, destaca o endocrinologista.
Embora o consumo eventual desse tipo de doce não represente, por si só, um risco grave à saúde, a recomendação é de cautela. “O consumo pontual, uma vez ou outra em ocasiões especiais, não é o problema. A preocupação está na repetição, no hábito de incluir esse tipo de doce na rotina alimentar”, afirma o médico. “Não existe uma quantidade exata segura, mas quanto menos açúcar refinado, melhor para o corpo.”
Entre os sinais que o corpo pode apresentar com o consumo excessivo de açúcar, o médico cita cansaço constante, oscilações de humor, aumento de gordura abdominal, compulsão alimentar, acne, dores de cabeça e maior propensão a infecções.
“O corpo dá sinais de que algo está errado. Muitas vezes, os pacientes sentem fadiga crônica e não associam isso ao excesso de açúcar na alimentação”, explica.
Para ele, o papel do endocrinologista vai além do diagnóstico e do tratamento. “Também somos educadores em saúde. Quando o paciente consome doces com frequência, mesmo em versões ‘disfarçadas’ como frutas caramelizadas ou doces caseiros, é fundamental orientar sobre os riscos e ajudar a construir novos hábitos alimentares. A prevenção ainda é o melhor caminho”, conclui.
A partir desta segunda-feira (11), a Prefeitura de Petrolina dá mais um passo importante na ampliação da assistência à saúde infantil. A Secretaria Municipal de Saúde passa a oferecer atendimento pediátrico para toda população na Unidade do Servidor, localizada na Avenida Guararapes.
O novo serviço da unidade vai funcionar às segundas, terças e quintas-feiras, os agendamentos vão ocorrer por meio do setor de regulação. Além disso, haverá atendimento livre para as crianças que nascem no Centro de Parto Normal, garantindo mais acolhimento e continuidade no cuidado desde os primeiros dias de vida.
A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a saúde das famílias petrolinenses, especialmente das crianças, que passam a contar com mais um espaço dedicado ao acompanhamento médico especializado.
Um novo protocolo para a o controle da doença de Chagas está em testes em uma das regiões com a maior prevalência da enfermidade: o Sertão do Pajeú, em Pernambuco. A principal estratégia é a descentralização do tratamento, para que ele possa ser feito na cidade em que o paciente reside. Atualmente, é necessário deslocamento para unidades de saúde especializadas, como a Casa de Chagas, no Recife, que ainda concentra a maioria dos atendimentos no estado.
Um dos grandes desafios é o diagnóstico, já que a doença de Chagas não causa sintomas específicos logo após a infecção. A infecção costuma se tornar crônica de forma silenciosa, desenvolvendo complicações, principalmente no coração, o que provoca a morte de cerca de 4,5 mil pessoas no Brasil por ano, segundo o Ministério da Saúde. Quando a doença é descoberta mais cedo, o paciente pode ser tratado com medicamentos, evitando complicações.
De acordo com a Organização Panamericana da Saúde (Opas), menos de 10% das pessoas com doença de Chagas nas Américas são diagnosticadas, e menos de 1% das que têm a doença recebem tratamento antiparasitário. Como consequência, a maioria dos pacientes só descobre que tem a doença em estágios avançados. Por isso, o projeto-piloto em Pernambuco foi nomeado “Quem tem Chagas, tem pressa”.
Testes rápidos
Na primeira etapa, profissionais de saúde, estudantes da área e moradores das cidades pernambucanas de Triunfo e Serra Talhada participaram de atividades de formação sobre a doença. Já na segunda fase, no final de julho, cerca de 1 mil pessoas nos dois municípios foram submetidas a testes rápidos que comprovaram a seriedade do problema na região: 9% dos moradores testaram positivo para a doença. De acordo com o médico da Casa de Chagas, Wilson Oliveira, responsável pelo projeto, a média de positividade dos testes no país varia de 2% a 5%.
A gerente de Vigilância das Arboviroses e Zoonoses da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Ana Márcia Drechsler, diz que o teste rápido é um dos principais ativos do projeto, já que atualmente todos os casos suspeitos precisam fazer um exame de sorologia no centro de referência, que fica a oito horas de distância de carro.
Além disso, o teste sorológico leva até 45 dias para ficar pronto, enquanto o teste rápido emite resultado em minutos. Mas ela explica que, por segurança, os resultados positivos continuarão sendo encaminhados para a sorologia, para a confirmação definitiva.
“A gente precisa muito descentralizar o diagnóstico e fazer essa detecção mais precocemente, para que haja menos casos de pacientes crônicos. Nós estamos validando o teste rápido com esse projeto e, se tudo der certo, além de uma economia de tempo, a gente vai ter também uma economia de exames, porque só as pessoas com teste rápido positivo é que vão fazer a sorologia”, acrescenta a gerente da Secretaria de Saúde.
Os testes utilizados no projeto são produzidos pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Biomanguinhos/Fiocruz).
Em setembro, começa a fase de tratamento dos pacientes que tiverem a infecção confirmada, e o projeto também prevê que eles possam fazê-lo perto de casa. O médico responsável pelo projeto, Wilson Oliveira, diz que isso é essencial para que todos possam concluir o tratamento, feito com medicamentos que devem ser tomados por 60 dias.
“No centro de referência, nós temos doentes que, muitas vezes, têm que andar 800 quilômetros para ser atendidos. E, sabendo que pelo menos 70% dos pacientes com Chagas não desenvolvem doença cardíaca, ou desenvolvem uma doença pouco agressiva, eles poderiam ser atendidos perto da sua residência, na assistência primária, que tem uma alta resolutividade”, complementa.
Doença negligenciada
Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas é transmitida principalmente durante a picada pelo inseto barbeiro contaminado, mas também pode ser adquirida pela ingestão de alimentos infectados, por transmissão sanguínea, ou de mãe para filho, durante a gravidez e o parto.
“A doença de Chagas é negligenciada porque é uma doença grave que atinge a população mais pobre, que é provocada pela pobreza e que gera mais pobreza”, explica Wilson Oliveira.
“Por isso, é subdiagnosticada, e poucas pessoas fazem o tratamento. A maioria vai descobrir no fim da vida, quando já está muito debilitado, com doença cardíaca ou digestiva”, acrescenta.
Barbeiro
Historicamente, a prevalência está bastante associada a regiões rurais com habitação precária, já que o barbeiro é mais encontrado em ambientes de mata, lavoura e criação de animais e, nas casas, costuma se esconder em frestas e buracos.
O agricultor Roberto Barbosa dos Santos conta que essa era a realidade na cidade de Triunfo quando ele era criança: “A gente não tinha colchão em casa. Minha mãe pegava um saco, abria ele no meio, enchia de palha de banana seca, e a gente dormia assim. Aquele era um lugar adequado para o o barbeiro, né? E as paredes, como não eram rebocadas, tinham as frestas dos tijolos e das pedras, onde eles também se alojavam”
Infelizmente, ele faz parte das estatísticas de diagnóstico tardio da doença. Roberto suspeita que tenha herdado a doença da mãe, já que ela morreu de infarto e outros oito irmãos também têm a doença. No entanto, só foi diagnosticado na idade adulta e não teve acesso a tratamento precoce.
“Eu descobri em 2006, quando eu trabalhava no corte de cana no interior de São Paulo, e precisei fazer o exame de Chagas. De 2015 para cá, o fôlego começou a faltar, o cansaço começou a se instalar, e, uns dois anos depois, comecei a me sentir bem fraco mesmo. Tive até um princípio de infarto”, ele lembra.
Hoje, Roberto precisa usar um marcapasso e convive com outras complicações da doença, mas quer ajudar a evitar que novos pacientes tenham o mesmo percurso. Por isso, participa do projeto como presidente da recém-criada filial de Triunfo da Associação dos Pacientes Portadores de Doença de Chagas, Insuficiência Cardíaca e Miocardiopatia de Pernambuco.
A Diretora de Saúde Global e Responsabilidade Corporativa da Novartis Brasil, Michelle Ehlke, acredita que o projeto em Pernambuco pode se tornar referência para políticas públicas em todo o Brasil. A empresa é parceira institucional do projeto e planeja expandi-lo:
“A proposta é fortalecer a atenção primária como porta de entrada qualificada, em uma região onde o acesso ainda é limitado. A experiência no Sertão do Pajeú tem potencial para se tornar referência e ser replicada em outras regiões endêmicas do país, promovendo equidade, prevenção e sustentabilidade no cuidado. Caso o projeto seja validado, a intenção da Novartis é ampliar esse esforço, buscando novas parcerias para implementar o programa em outras localidades onde a doença continua impactando severamente a população”, declarou a diretora da empresa.
Para encerrar a Semana Mundial da Amamentação, o Forró do Peito 2025 foi pura animação e teve um significado ainda mais especial: a festa deste ano marcou as comemorações pelos 30 anos do Banco de Incentivo e Apoio ao Aleitamento Materno (Biama) do Hospital Dom Malan (HDM), em Petrolina, pertencente a rede estadual de saúde. O evento, realizado nesta sexta-feira (8), reuniu profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes numa celebração que uniu música, cultura e conscientização.
Ao som de Adãozinho de Rajada e Katin, a tradicional “quadrilha da amamentação” colocou todo mundo para dançar. Já os irreverentes personagens Dona Mamada e o Zé do Peito, arrancaram risadas e aplausos do público presente, levando com leveza uma mensagem séria sobre a importância da amamentação.
Coordenadora do Biama, a médica pediatra Drª Flávia Guimarães destacou a alegria de comemorar três décadas de história com quem faz parte dessa trajetória. “A gente sempre encerra com a grande festa do Forró do Peito com o objetivo de comemorar junto com as mães que têm acesso ao Biama esse apoio que damos a esses bebês. Queremos incentivar a conscientização dos benefícios de amamentar”, afirmou.
Entre os momentos mais emocionantes do evento, esteve o depoimento da dona de casa Jéssica Silva, mãe de um bebê que está internado no HDM. “O Biama tem uma importância muito grande para a minha família. Sou mãe de três filhos e não pude amamentar os dois primeiros. Mas dessa vez, o Biama me ajudou a amamentar e ontem foi a primeira vez que eu consegui amamentar o meu filho com o apoio da equipe. Foi muito emocionante pra mim”, contou.
O cantor Adãozinho de Rajada também deixou sua mensagem sobre a importância de participar do evento: “Doamos um pouco de forró para incentivar que as mães continuem doando o leite também. Assim ajudamos na conscientização de outras pessoas. Sempre que posso, apoio o Forró do Peito fazendo a nossa parte.”
A festa encerrou com todos cantando parabéns pelos 30 anos do banco de leite humano do HDM, um momento simbólico que celebrou não apenas a história do Biama, mas também o futuro que continua sendo construído com amor, cuidado e leite materno.
Nesta quinta-feira (7), profissionais de saúde de Petrolina, Araripina, Ouricuri, Salgueiro, Serra talhada, incluindo funcionários do das unidades do Instituto Social Medianeiras da Paz (ISMEP), a exemplo do Hospital Dom Malan em Petrolina, participaram de um treinamento em reanimação neonatal, com o objetivo de reduzir a mortalidade em recém-nascidos. Mais de 200 profissionais estão sendo treinados em dois dias.
O treinamento foi realizado pelas instrutores da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que vieram de Recife e apoio de instrutoras do Hospital Dom Malan (HDM), numa parceria com a Igreja do Santos dos Últimos Dias, conhecida como mórmon, num projeto que existe em vários países e está no Brasil há 18 anos.
Além de treinar os profissionais dos diversos municípios, houve a formação de novos instrutores e doação de kits de reanimação, para que o treinamento seja multiplicado nas unidades de saúde com treinamento de outros profissionais, replicando o conhecimento e melhorando a assistência neonatal. “Sessenta segundos é o tempo que a equipe médica tem em casos de bebês que nascem com dificuldade para respirar. Cada momento perdido, teremos repercussões ao longo da vida, quando não até o óbito desse bebê,” explicou a coordenadora da Sociedade Brasileira de Pediatria de Pernambuco, Maria de Fátima Doherty Aguiar
Maria Cláudia Ralino, pediatra e coordenadora da emergência neonatal do HDM Ismep, explica que a cada 10 bebês, 2 nascem com dificuldade de respirar e não choram.”Nós somos unidade de referência para 53 municípios. Então nós queremos ter sempre a equipe preparada, sabendo o que fazer na hora que é necessário. Treinamentos como esse são extremamente importantes,” ressaltou.
A Biofábrica Moscamed realizou, na manhã de hoje (07), uma ação simbólica de combate ao Aedes aegypti no distrito de Carnaíba do Sertão, em Juazeiro (BA). Integrando a programação prática do Workshop Regional sobre Novas Tecnologias para o Controle do Aedes aegypti: Sistema de Produção em Massa de Mosquitos, foram liberados 100 mil machos estéreis com o objetivo de reduzir a população do Aedes, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A liberação foi acompanhada pelos participantes do workshop, que representam a Argentina, México, Cuba, Uruguai, Espanha e Estados Unidos, além de representantes do Ministério da Saúde, da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Também estiveram presentes a Secretaria municipal de Saúde de Juazeiro, a superintendência de Vigilância em Saúde do município, agentes de endemias e técnicos da Moscamed Brasil.
A ação demonstra a Técnica do Inseto Estéril (TIE), criação massiva dos machos do Aedes aegypti por meio de radiação. Ao serem liberados na área, esses mosquitos buscam fêmeas selvagens e, ao acasalarem, não ocorre reprodução. Ou seja, há redução da população desse inseto. A liberação simbólica em Carnaíba do Sertão foi comunicada previamente à população da comunidade.
Para o diretor-presidente da Moscamed, Jair Virginio, a liberação dos mosquitos estéreis foi o momento de prática para os participantes do workshop. “Tivemos uma demonstração da liberação aérea, por meio de drone, e a terrestre, com os potes plásticos. Essa atividade demonstra que a pesquisa, a ciência e a tecnologia andam juntas no enfrentamento das arboviroses”, destacou.
A programação do evento segue até amanhã (08), com discussões sobre a produção massiva dos insetos, grupos de trabalho e apresentações. Ao fim do workshop, a expectativa é que os resultados contribuam para a ampliação do uso da TIE em prol da saúde pública. O evento é uma realização da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em colaboração com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e em parceria com a Moscamed.
Petrolina, 06 de agosto de 2025 – No próximo sábado (9), o Aeroporto de Petrolina (PNZ) e o Instituto da Motiva realizam mais uma edição do Programa Caminhos para a Saúde, com serviços gratuitos voltados à promoção da saúde e do bem-estar da população. A iniciativa acontece na Escola Municipal Paulo Freire, no bairro São Gonçalo, das 9h às 13h.
Durante toda a manhã, moradores da região poderão ter acesso a diversos atendimentos, como aferição de pressão arterial, testes de glicemia, cálculo do IMC, além de serviços de massagem, cortes de cabelo e atividades recreativas para crianças, com distribuição de lanche.
A ação faz parte do calendário de responsabilidade social da Motiva, concessionária que administra o Aeroporto de Petrolina, e reforça o compromisso da empresa com as comunidades do entorno dos terminais que administra.
“Nosso compromisso vai além das operações aeroportuárias. Queremos estar próximos da população e oferecer ações que realmente façam a diferença no dia a dia das pessoas. O Caminhos para a Saúde é uma oportunidade de levar cuidado, acolhimento e informação de forma leve e acessível para todos”, afirma Jamerson Vasconcelos, gerente do Aeroporto de Petrolina.
A programação é totalmente gratuita e aberta ao público.
Serviço:
O quê: Caminhos para a Saúde – Aeroporto de Petrolina
Data e horário: Sábado, 9 de agosto – das 9h às 13h
Local: Escola Municipal Paulo Freire
Endereço: Rua 54, n° 80 – Bairro São Gonçalo – Petrolina/PE
Sobre o Aeroporto de Petrolina : Atende o sertão pernambucano com voos para importantes centros urbanos do país. É um conector essencial para o desenvolvimento regional e a mobilidade da população. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.
Sobre a Motiva: Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros.
Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3.
Mais informações à imprensa: imprensa.pnz@motiva.com.br
Com 13.357 mil atendimentos, a Carreta da Mulher Pernambucana completa dois meses desde seu lançamento no final de maio. Uma estratégia do Governo do Estado, realizada pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), que leva atendimento especializado para as mulheres nas quatro macrorregiões. Nesta semana, de 04 a 09 de Agosto, a Carreta estará nos municípios de Garanhuns, Petrolina, Surubim e Abreu e Lima.
A Carreta atende das 8h às 17h, disponibilizando exames como mamografia, ultrassonografia de mama, colposcopia, punção mamária guiada por imagem, biópsia de lesão no colo do útero, além de consultas com ginecologista e teleinterconsulta com mastologista.
Nestes dois meses de funcionamento, as mamografias e as ultrassonografias de mama estão no topo dos atendimentos realizados, com 6.748 e 2.891, respectivamente. Os números refletem o impacto positivo da estratégia na saúde do estado, com foco na diminuição da demanda reprimida.
Os atendimentos na Carreta são agendados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos municípios, por meio da Central de Marcação de Consultas e Exames (CMCE). Já as mamografias são ofertadas por demanda espontânea, sem a necessidade de encaminhamento médico, para mulheres entre 50 e 69 anos.
“A Carreta disponibiliza consultas e exames essenciais para a saúde das pernambucanas, é um compromisso da gestão da governadora Raquel Lyra que tem priorizado o cuidado com as mulheres, levando mais dignidade, prevenção e diagnóstico para todo o estado”, destacou a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.
Confira os locais de atendimento desta semana:
Carreta 01 – Abreu e lima (04 a 09/08)
Local: Caetés I, na praça do terminal. Enfrente a Rua 157
Carreta 02 – Surubim (04 a 09/08)
Local: Rua Antônio de Medeiros Sobrinho, em frente à Secretaria Municipal de Saúde.
Carreta 03 – Garanhuns (04 a 09/08)
Local: Rua Joaquim Távora – Heliópolis (em frente a GERES)
A campanha deste ano da Semana Mundial da Amamentação (SMAM) destaca a importância do apoio à amamentação para a construção de um ambiente mais sustentável e para a redução dos impactos ambientais associados à alimentação artificial.A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) destaca que o aleitamento é uma prática natural, renovável e ambientalmente segura, que não gera resíduos, não depende de cadeias industriais poluentes e contribui para reduzir o impacto climático causado pela produção de fórmulas infantis.
“Ao promovermos e protegermos a amamentação estamos investindo em sistemas de cuidado que respeitam o meio ambiente, preservam a vida e reforçam os compromissos com a saúde pública global. Precisamos unir esforços para garantir um suporte contínuo e eficaz à amamentação, por meio da construção de redes de apoio sólidas e duradouras”, diz o coordenador da Rede de Bancos de Leite Humano (RBLH), João Aprígio Guerra de Almeida.
Rede de Leite humano
A RBLH, articulada por meio da Fiocruz, é uma das mais expressivas iniciativas de cooperação internacional em saúde pública, contribuindo de forma significativa para a redução da mortalidade neonatal em escala global. A rede também atua ativamente em projetos de cooperação técnica internacional, voltados para o fortalecimento das políticas públicas de saúde neonatal.
Esse modelo de cooperação solidária, desenvolvido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), tornou-se uma referência global em inovação social, equidade e saúde pública.
Incidência no Brasil
A campanha foi iniciada no último dia 1º. Em 2024, os 234 bancos de leite humano e os 249 postos de coleta da rede realizaram mais de 2,3 milhões de atendimentos a nutrizes em todo o país. O levantamento nacional aponta, ainda, 460,5 mil atendimentos em grupo e 281,3 mil visitas domiciliares, reforçando a capilaridade e a importância do serviço no enfrentamento ao desmame precoce. Todos os atendimentos são gratuitos e integram as ações do SUS.
Além do acolhimento e da orientação individualizada ou em grupo, a rede também coordena e estimula a doação de leite humano, prática essencial para a sobrevivência de recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensivas Neonatais (UTINs), especialmente os prematuros de baixo peso. Em 2024, foram doados 245,8 mil litros de leite humano aos bancos de leite humano em todas as regiões do Brasil.
Qualidade de vida
Promover a amamentação é garantir direitos e qualidade de vida. Para o bebê, os benefícios incluem a redução da incidência de infecções respiratórias e gastrointestinais, além de menor risco de doenças metabólicas e cardiovasculares.
Para a mulher, a amamentação favorece a recuperação no pós-parto e ajuda a reduzir o risco de câncer de mama, entre outras condições.
O Ministério da Saúde anunciou o descredenciamento de 9.180 estabelecimentos que integravam o Programa Farmácia Popular. Em nota, a pasta informou que a medida acontece após a retomada da renovação anual obrigatória do credenciamento, interrompida em 2018.
“Essas unidades não fizeram a renovação do cadastro ou não apresentaram a documentação necessária para continuar participando do programa”, destacou o ministério no comunicado.
Segundo a pasta, 24 mil estabelecimentos seguem credenciados ao programa. Atualmente, 41 itens são fornecidos gratuitamente via Farmácia Popular.
Dados do ministério indicam que, no primeiro semestre de 2025, quase 22 milhões de pessoas foram beneficiadas. A expectativa do governo é atender 26 milhões até o fim do ano.
Fiscalização
De acordo com os números apresentados, além dos mais de 9 mil estabelecimentos descredenciados, 5 mil tiveram suas atividades suspensas pelo monitoramento do programa para “coibir irregularidades”.
“Nesse monitoramento, são avaliados 25 indicadores, como a frequência de retirada de medicamentos, a quantidade vendida em relação ao tamanho da população atendida e uso indevido de CPFs. Entre 2023 e 2025, com essas ações, cerca de R$ 8 milhões foram ressarcidos aos cofres públicos”, destacou a nota.
Segundo o ministério, ao longo dos três primeiros meses deste ano, foram bloqueadas mais de 12,7 milhões de tentativas de solicitação de medicamentos com indícios de irregularidades no Farmácia Popular – uma média de mais de 140 mil por dia.
Segundo o ministério, ao longo dos três primeiros meses deste ano, foram bloqueadas mais de 12,7 milhões de tentativas de solicitação de medicamentos com indícios de irregularidades no Farmácia Popular – uma média de mais de 140 mil por dia.
Entenda
Em julho, a pasta realizou inspeções em estabelecimentos credenciados ao programa em 21 estados, no intuito de verificar a regularidade na distribuição de medicamentos e demais itens, marcando a retomada de visitas presenciais nas ações de fiscalização do Farmácia Popular.
A ação é feita de forma integrada com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com o Tribunal de Contas da União (TCU).
Além das auditorias e dos sistemas informatizados internos, a população pode acionar a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do telefone 136, caso identifique qualquer tipo de fraude envolvendo o uso de CPF na retirada de medicamentos fornecidos pelo programa.
Expansão
Em fevereiro, o ministério anunciou 100% de gratuidade nas dispensações de medicamentos e insumos realizadas pelo Farmácia Popular para pacientes que necessitam de tratamento para hipertensão, diabetes, asma, rinite, osteoporose, glaucoma e doença de Parkinson.
Também é possível retirar, em unidades credenciadas ao programa, contraceptivos, fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.
Credenciamento
Mensalmente, o ministério divulga uma lista de municípios aptos e com vagas disponíveis para o credenciamento ao Farmácia Popular. O estabelecimento interessado deve preencher o formulário de inscrição e apresentar a documentação necessária para o processo, incluindo:
Comprovante de CNPJ;
Licença sanitária estadual ou municipal;
Autorização de funcionamento emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
Certidão de regularidade fiscal junto à Receita Federal.