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Movimento que transforma: A força da fisioterapia no cuidado com as vidas em Petrolina
A cada sessão de fisioterapia, Antônio Adão Rodrigues reencontra o movimento e, com ele, a esperança. Agricultor da zona rural de Petrolina, ele vive no Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho – Núcleo 3, e há cinco anos viu sua rotina ser interrompida por uma dor intensa na coluna que o afastou da roça. Logo depois, veio o diagnóstico de Parkinson, doença neurológica progressiva que afeta os movimentos e exige acompanhamento contínuo.
“Estava trabalhando quando senti uma dor muito forte. Minha coluna travou e precisei ficar internado. Depois disso, também descobri o Parkinson. Mas graças a Deus e a fisioterapia que faço no postinho, venho melhorando. A fisioterapia tem me ajudado muito”, conta seu Antônio.
Ele é um dos muitos pacientes que recebem atendimento gratuito de fisioterapia oferecido pela Prefeitura de Petrolina, por meio da Equipe Multiprofissional (E-MULTI) da Atenção Básica. Os serviços estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), no Hospital Municipal e em clínicas conveniadas. O acesso se dá por encaminhamento médico, com marcação feita pela Secretaria de Saúde.
Um sistema que cuida de pessoas
Além de seu Antônio, a rede também acolhe pessoas como o aposentado José Valdomiro Lacerda, morador do bairro Fernando Idalino. Há dois anos, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que deixou sequelas nos movimentos. Desde então, tem feito fisioterapia regularmente, antes na rede conveniada e, agora, no ginásio de fisioterapia do Hospital Municipal.
Quem acompanha cada passo de sua recuperação é a esposa, Maria Neuzita Cavalcanti da Silva. “Sem dúvida alguma, vemos a evolução do Valdomiro. Em casa, ele já anda segurando o bastão. Eu fico sempre ao lado, claro, mas é um avanço. Ele já ganhou força nas pernas. Só o braço ainda precisa melhorar. A fisioterapia tem mudado a vida dele”, diz, emocionada.
Reabilitação com dignidade
Com atendimentos em fisioterapia ortopédica, neurológica (adultos e infantil) e pélvica, o município tem investido em estrutura e equipe multiprofissional para garantir o cuidado integral. O objetivo vai além da recuperação física, trata-se de devolver autonomia, dignidade e bem-estar a cada paciente.
Casos como o de seu Antônio e o de Valdomiro mostram que, por trás de cada exercício há uma história de superação. Há um corpo que reaprende a se mover, uma mente que reencontra equilíbrio e uma vida que segue em frente, com apoio, respeito e cuidado. Em Petrolina, a fisioterapia é mais do que um serviço. É um instrumento de transformação e esperança, que prova, a cada atendimento, que saúde pública de qualidade é possível, e faz toda a diferença.
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Hospital Dom Malan em Petrolina forma enfermeiros para planejamento reprodutivo com ênfase em Dispositivo Intrauterino (DIU)
Termina nesta sexta-feira (15), no Hospital Dom Malan pertencente a rede estadual de saúde em Petrolina, o primeiro ciclo de formação de enfermeiros em planejamento reprodutivo, com ênfase na inserção, revisão e retirada de DIU – Dispositivo Intrauterino, que é um método contraceptivo reversível de longa duração, eficaz na prevenção da gravidez. O dispositivo é uma pequena peça de plástico flexível em forma de T que é inserida no útero pelo médico, através da vagina. Existem dois tipos principais: o DIU hormonal (SIU com levonorgestrel) e o DIU de cobre ou prata.
O curso está sendo realizado pela Escola de Saúde Pública de Pernambuco e está formando dez enfermeiras obstetras do Hospital Dom Malan para o atendimento. A parte prática será realizada no mês de setembro.
“Esse curso é de extrema relevância. Nossas enfermeiras ficarão habilitadas à colocação de DIU de cobre, oferecendo um aumento importante na oferta desse método contraceptivo de longa duração. É um marco no planejamento familiar das pacientes da região. Sem falar que ainda vão ficar habilitadas a capacitar novos profissionais para o planejamento reprodutivo, com ênfase na inserção, revisão e retirada de DIU,” destacou o diretor médico do Hospital Dom Malan Ismep, Danilo Kauêr Brito.
Atendimento com DIU
O atendimento às mulheres para a inserção do DIU acontecerá no ambulatório do Hospital Dom Malan a partir do mês de setembro. As 200 mulheres que serão contempladas com o dispositivo nessa fase foram cadastradas a partir do atendimento ambulatorial em ginecologia e obstetrícia da unidade de saúde.
Assessoria de Comunicação HDM Ismep
Hospital Dom Malan realiza mais de 25 mil e 200 exames em pacientes somente no mês de julho
O Hospital Dom Malan (HDM), em Petrolina, pertencente a rede estadual de saúde, realizou mais de 20 mil exames durante o mês de julho, de acordo com o relatório divulgado nesta terça-feira(12). Foram 25.227 exames de imagens e de laboratório. Esse número é 25% maior se comparado ao mês anterior.
O balanço do mês de julho apresentou aumento também em consultas ambulatoriais. Foram 2.430 atendimentos. O número é maior do que o realizado em junho, quando foram totalizados 2.331 atendimentos em consultas com especialistas como pediatras e ginecologistas.
No balanço de serviços prestados em junho, destaque também para o número de cirurgias realizadas na maior maternidade do interior do estado. Foram 635, enquanto em junho foram 622 cirurgias. Nesse período, a maternidade realizou 490 partos. Neste ano, o maior número de partos do Hospital Dom Malan foi registrado no mês de maio; foram 698 partos. A média mensal é de 600 partos na maternidade que atende pacientes da macrorregional de hospitais de Pernambuco e Bahia, envolvendo 53 municípios.
Assessoria de Comunicação do HDM ISMEP
HU-Univasf recebe novos respiradores pulmonares e aparelhos de ar condicionado
O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf/Ebserh) recebeu, no início do mês, dez novos ventiladores pulmonares, além de cem novos aparelhos de ar condicionado. A modernização dos equipamentos para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) possibilita a oferta de melhor ventilação protetora pulmonar para pacientes, bem como a monitorização avançada do pulmão e ferramentas de diagnóstico, enquanto o reforço na climatização dos ambientes trará maior conforto em função da elevação da temperatura prevista para os próximos meses.
“Estamos incorporando ventiladores pulmonares de ponta, com tecnologia avançada para pacientes críticos. Além dessa qualificação, a ampliação do parque tecnológico da UTI vai possibilitar o compartilhamento dos ventiladores atuais com outras áreas assistenciais, entre elas a Sala de Emergência e a Sala de Cuidados Intermediários. Os novos equipamentos favorecem modos ventilatórios avançados que permitem um melhor acompanhamento de informações em tempo real sobre o paciente, monitorizações avançadas e que consequentemente facilitam o melhor manuseio do ventilador para o paciente, possibilitando uma melhor qualidade e um menor tempo de uso do ventilador mecânico, porque a gente consegue fazer o processo de retirada do ventilador mecânico de uma forma mais segura, mais assertiva”, ressalta o chefe da Divisão de Gestão do Cuidado e Apoio Diagnóstico e Terapêutico, Fabrício Olinda.
Os novos dispositivos representam um investimento total de mais de R$ 1,7 milhão, com apoio da Ebserh e também por meio de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Augusto Coutinho e pelo senador Humberto Costa.
“A aquisição dos novos ventiladores foi resultado de um processo de gerenciamento de tecnologia médica baseado na análise do ciclo de vida do parque instalado. A idade média dos equipamentos indicou a necessidade de substituição e a atualização visa garantir a aderência às diretrizes clínicas atuais e manter a capacidade operacional da UTI com segurança e eficiência. Os novos modelos incorporam tecnologias que representam um salto qualitativo relevante. Destacam-se os recursos de desmame automatizado, modos ventilatórios avançados e interface de operação mais intuitiva. Além do impacto direto na eficiência assistencial, esses diferenciais contribuem para a qualificação da formação prática dos profissionais de saúde em um ambiente de alta complexidade. A aquisição também posiciona a instituição como capaz de avançar para o conceito de Hospital 4.0, ao integrar dispositivos inteligentes, conectividade e suporte à decisão clínica em tempo real”, explica o chefe do Setor de Engenharia Clínica, Carlos Henrique Melo.
Morango do amor exige moderação, endocrinologista alerta para os riscos do consumo excessivo de açúcar
Apesar da aparência inofensiva, o tradicional morango do amor, fruta coberta por uma camada espessa de açúcar caramelizado, pode representar riscos à saúde quando consumido com frequência. O alerta é do endocrinologista Enzo Loandos Oliveira, do Instituto de Educação Médica (IDOMED).
Nos meses de julho e agosto de 2025, o consumo da iguaria aumentou e o morango do amor se proliferou por todo o país, aparecendo também em vídeos e publicações nas redes sociais, onde é exibido como uma alternativa “romântica” ou “estética” aos doces tradicionais. No entanto, o resultado final é um alimento altamente calórico e com alto índice glicêmico.
“O morango em si é uma fruta rica em fibras e antioxidantes. O problema é que, quando envolvido em uma calda de açúcar puro, perde seu valor nutricional e se transforma em uma sobremesa com potencial inflamatório e risco metabólico”, explica Enzo.
Segundo o especialista, o consumo frequente de alimentos ricos em açúcar, como o morango do amor, está associado ao aumento da incidência de doenças como diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão e até problemas cardiovasculares. Além disso, há impactos na saúde bucal, já que o açúcar endurecido pode grudar nos dentes e favorecer o surgimento de cáries, principalmente em crianças.
“Uma camada de açúcar caramelizado como a do morango do amor pode conter o equivalente a três ou quatro colheres de sopa de açúcar refinado, o que é suficiente para causar um pico glicêmico significativo”, destaca o endocrinologista.
Embora o consumo eventual desse tipo de doce não represente, por si só, um risco grave à saúde, a recomendação é de cautela. “O consumo pontual, uma vez ou outra em ocasiões especiais, não é o problema. A preocupação está na repetição, no hábito de incluir esse tipo de doce na rotina alimentar”, afirma o médico. “Não existe uma quantidade exata segura, mas quanto menos açúcar refinado, melhor para o corpo.”
Entre os sinais que o corpo pode apresentar com o consumo excessivo de açúcar, o médico cita cansaço constante, oscilações de humor, aumento de gordura abdominal, compulsão alimentar, acne, dores de cabeça e maior propensão a infecções.
“O corpo dá sinais de que algo está errado. Muitas vezes, os pacientes sentem fadiga crônica e não associam isso ao excesso de açúcar na alimentação”, explica.
Para ele, o papel do endocrinologista vai além do diagnóstico e do tratamento. “Também somos educadores em saúde. Quando o paciente consome doces com frequência, mesmo em versões ‘disfarçadas’ como frutas caramelizadas ou doces caseiros, é fundamental orientar sobre os riscos e ajudar a construir novos hábitos alimentares. A prevenção ainda é o melhor caminho”, conclui.










