Especialista do HU-Univasf alerta sobre riscos de lesões nos olhos durante os festejos juninos

Época festiva mais esperada no Nordeste, o mês de junho é marcado por fogueiras acesas e fogos de artifício. As fogueiras reúnem as pessoas, enquanto os fogos celebram e anunciam o início das festividades. Embora sejam símbolos do São João, ambos podem representar riscos à saúde ocular, provocando desde irritações até queimaduras térmicas nos olhos.
O oftalmologista Francisco Ferraz, do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf/Ebserh), ressalta que “os danos mais comuns causados pelos fogos de artifício incluem conjuntivite, ceratite, presença de corpos estranhos na superfície ocular, além de queimaduras decorrentes da explosão dos artefatos”.
Em casos mais graves, os estilhaços de pólvora ou fragmentos lançados com força pela explosão dos fogos podem comprometer estruturas importantes do olho. “Esses traumas podem causar lesões profundas e até irreversíveis no globo ocular”, destaca Ferraz.
A fumaça das fogueiras também merece atenção. A exposição direta pode provocar sintomas como vermelhidão, lacrimejamento, ardência, sensação de areia nos olhos, embaçamento da visão e dor. “É importante evitar o contato próximo e prolongado com a fumaça. Caso ocorram sintomas, recomenda-se lavar os olhos com água corrente em abundância e utilizar colírios lubrificantes, prescritos por um médico, para alívio”, orienta o especialista.
Outro ponto de atenção nas festas juninas são as brincadeiras com objetos pontiagudos, especialmente entre crianças. “Esses objetos podem causar traumas diretos nos olhos, levando a lesões leves ou graves, que afetam desde a pálpebra até a córnea e a esclera. Por isso, é essencial supervisionar as brincadeiras e evitar o uso de itens pontiagudos”, aconselha o oftalmologista.
Lesões oculares mais graves, como queimaduras ou traumas que afetam a integridade do globo ocular, podem causar perda visual imediata e dor intensa. Esses casos geralmente estão associados a acidentes com explosões ou impactos diretos.
O que fazer em caso de acidentes com fogos de artifício ou faíscas?
A primeira medida é lavar os olhos com água corrente limpa, de forma abundante. “Se os sintomas como dor, lacrimejamento, sensação de corpo estranho ou embaçamento visual persistirem após a lavagem, é essencial procurar atendimento médico de urgência”, reforça o profissional.
Ferraz também alerta para os perigos da automedicação. “Usar colírios ou outras substâncias sem orientação médica pode agravar o quadro. Além de não tratar o problema, isso pode mascarar os sintomas e atrasar a busca por atendimento especializado. O ideal é procurar um oftalmologista o quanto antes”, finaliza.

Avanço de casos graves de influenza reforça alerta sobre cuidados preventivos de idosos e crianças

A gripe voltou a ser uma das maiores ameaças à saúde dos idosos no Brasil. De acordo com o boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado agora em junho 2025, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza A e por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) continuam aumentando no país. A mortalidade por SRAG foi semelhante entre crianças e idosos. Na população idosa, destacam-se os óbitos associados à influenza A. Já nas crianças predomina a incidência e a mortalidade de SRAG pelos rinovírus e influenza A. A informação acende o alerta para a importância da vacinação e das medidas de prevenção durante a chegada do inverno.

Segundo a médica infectologista Silvia Fonseca, docente do IDOMED (Instituto de Educação Médica), a percepção de que a gripe é uma doença leve ainda compromete o alcance das campanhas de imunização. “O vírus influenza pode evoluir rapidamente para quadros de insuficiência respiratória, infecções pulmonares e internações prolongadas, especialmente em idosos e pacientes com doenças crônicas. A vacinação anual é a forma mais eficaz de reduzir esse risco”, afirma a professora de Medicina.

Apesar da oferta gratuita da vacina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a cobertura vacinal entre idosos segue abaixo da meta de 90% recomendada pelo Ministério da Saúde. Em estados do Sudeste e Sul, regiões que concentram a maioria dos registros recentes de SRAG, o índice ainda está distante do ideal. A infectologista destaca ainda a necessidade de atualização da caderneta vacinal, lembrando que a vacina da gripe precisa ser reaplicada todos os anos. A composição muda anualmente, de acordo com a circulação das cepas no hemisfério sul, o que torna a imunização atualizada essencial para garantir a eficácia da proteção.

Sintomas e prevenções para combater a Influenza A

A doença possui sintomas semelhantes aos de um resfriado, porém são mais intensos e surgem de repentinamente, como febre acima de 37,8ºC; dor de cabeça intensa, principalmente na testa e ao redor dos olhos; sensação de frio intenso com tremores (calafrios); dores no corpo, músculos e articulações; sensação de fraqueza e falta de energia.

Andréia Neves de Sant Anna, professora da Estácio e enfermeira, ensina alguns procedimentos que dificultam o contágio da Influenza A. São eles: evite aglomerações e ambientes fechados;

procure se alimentar saudavelmente com uma alimentação equilibrada; beba bastante água; Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel; use lenço descartável para higiene nasal; cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir; evite tocar as mucosas de olhos, nariz e boca; não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; mantenha os ambientes bem ventilados e evite contato próximo a pessoas que apresentem sintomas de gripe.

Arraiá do HU-Univasf: alegria da festa junina é compartilhada com pacientes e acompanhantes

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) se transformou em um verdadeiro arraial nesta quarta-feira (18), trazendo a alegria e o calor das festas juninas para pacientes, acompanhantes, estudantes e colaboradores. O tradicional “Arraiá do HU” proporcionou momentos de leveza e descontração em meio à rotina hospitalar, com a participação especial de músicos, dançarinos e profissionais voluntários que doaram seu talento para a causa.

A iniciativa, que é organizada pelo Comitê de Humanização e já se tornou um marco no calendário do hospital, teve como objetivo principal oferecer um respiro e um ambiente mais acolhedor para aqueles que passam longos períodos internados ou que dedicam suas vidas ao cuidado com o próximo. Corredores e áreas comuns foram tomados por bandeirolas coloridas, balões e elementos típicos da festa de São João, criando uma atmosfera festiva e convidativa.

O cantor e acordeonista Elisson Castro apresentou um repertório típico junino, incluindo forró pé de serra, xote e baião, contando com o apoio do farmacêutico Silvio Leandro Gonçalves e do residente em Enfermagem Antonio Celestino nos instrumentos musicais e da médica Teresa Lacerda que se caracterizou especialmente para a ocasião. As melodias contagiantes animaram a todos, com pacientes e acompanhantes batendo palmas e até arriscando alguns passos de dança, dentro de suas possibilidades e sob o encantamento das coreografias de membros da Quadrilha Junina Danado de Bom. “Esses momentos trazem até mais tranquilidade para o paciente, sei bem o quanto é importante essa ação, ultimamente passo mais tempo no HU do que em casa, pelo fato de meu esposo estar internado. Gratidão por tudo, pelo acolhimento, profissionais super atenciosos”, agradeceu Inês Menezes, acompanhante de paciente internado no HU-Univasf.

Além da música, o Arraiá contou com uma variedade de comidas típicas juninas, como milho cozido, cuscuz, mungunzá e paçoca, gentilmente preparadas por profissionais da cozinha hospitalar. A distribuição dos quitutes trouxe um gostinho de casa e de celebração para todos os presentes. “É maravilhoso participar mais uma vez deste momento transformador, fazendo esta contribuição com a música. Saio presenteado também com muita emoção e carinho de toda a comunidade hospitalar. É um compromisso que eu não abro mão, pois sei da importância na vida das pessoas que aqui se encontram”, reconheceu Elisson Castro.

Dia Mundial do Doador de Sangue: o que é necessário saber para realizar uma doação segura?

Você sabia que apenas cerca de 1,4% da população brasileira doa sangue? Isso equivale a 14 doadores a cada mil habitantes, totalizando aproximadamente 3,16 milhões de doações por ano, segundo dados do Ministério da Saúde.

Com a chegada do mês de junho, intensificam-se as campanhas e ações voltadas à doação de sangue, justamente com o objetivo de aumentar o número de doadores no país. O Junho Vermelho e o Dia Mundial do Doador de Sangue (comemorado em 14 de junho) são exemplos de iniciativas criadas para conscientizar a população sobre a importância desse gesto solidário e contribuir para o fortalecimento dos estoques nos hemocentros.

Mas você sabe o que é necessário para doar sangue de forma saudável e segura, tanto para você quanto para o receptor? A professora do IDOMED e especialista em Hematologia Clínica, Rayssa Castro, explica o que é importante saber.

De início, Rayssa já desmistifica muitas das questões que causam medo ou repulsa nas pessoas. “Infelizmente, ainda circulam muitos mitos que impedem a doação de sangue. Um dos mais comuns é o medo de contrair doenças durante o procedimento, o que é totalmente infundado. O material utilizado é esterilizado e descartável, garantindo total segurança ao doador”, explica a especialista.

A professora da IDOMED cita ainda outro mito bastante comum: a ideia de que doar sangue pode enfraquecer ou prejudicar a saúde, o que não procede. O corpo humano é plenamente capaz de repor o volume de sangue doado em poucos dias. E, para garantir a segurança dos doadores, existem critérios específicos que determinam se uma pessoa está apta ou não para doar.

Há também receios relacionados a possíveis reações adversas, como tonturas ou mal-estar. Embora esses eventos possam ocorrer, são raros, leves e, geralmente, evitáveis com boa hidratação e alimentação adequada antes da doação.

O auxiliar administrativo Marcos Brito, 32 anos, sempre teve medo de doar sangue, mas, depois de doar pela primeira vez, perdeu todos os receios e passou a praticar esse ato de amor ao próximo. “Ajudar quem precisa acaba se sobressaindo ao medo de agulha. Um amigo meu precisou muito, e na época havia escassez de bolsas de

sangue. Ele precisava daquele sangue para sobreviver. Essa foi minha primeira doação. Depois desse dia, resolvi voltar sempre que possível, praticamente todos os anos, para poder ajudar quem precisa”, relata Marcos, que, pouco tempo depois, recebeu a notícias de que, graças às bolsas de sangue doadas, seu amigo conseguiu superar a adversidade e se recuperou bem.

Dicas para uma doação segura

É essencial que a pessoa esteja bem informada para garantir uma doação segura, tanto para ela quanto para o receptor. Antes de doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 kg e ter entre 16 e 69 anos. No caso de doadores menores de 18 anos, é preciso apresentar autorização formal dos responsáveis; já maiores de 60 só podem doar se já tiverem doado anteriormente.

Outra recomendação é ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior e fazer uma refeição leve antes da doação, evitando alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a coleta. Também é imprescindível estar bem hidratado.

“Inicialmente, a pessoa passará por uma triagem clínica, com aferição da pressão arterial, verificação de anemia e entrevista sobre hábitos de vida e histórico de saúde, garantindo a segurança de todo o processo. A partir daí, o sangue doado será processado e passará por exames que asseguram a segurança de quem irá recebê-lo”, esclarece Rayssa.

“Por fim, após a doação, é importante manter-se hidratado, evitar esforço físico nas primeiras horas e seguir as orientações fornecidas pela equipe de saúde. A doação de sangue é um gesto simples, rápido e seguro, que pode fazer toda a diferença na vida de alguém”, finaliza a professora de Medicina.

Pacientes e acompanhantes do Hospital Dom Malan em Petrolina participam de café da manhã junino no ambulatório da unidade

O Hospital Dom Malan (HDM Ismep), da rede estadual de saúde em Petrolina, realizou uma manhã diferente nesta sexta-feira (13) para os pacientes do ambulatório da unidade. Um evento especial em meio as consultas médicas. Com um cardápio de dar água na boca, os pacientes aproveitaram as comidas típicas do calendário junino.

“É uma forma carinhosa de receber esses pacientes nesse dia, para celebrar o período preferido de todo nordestino, que as são festas juninas e de forma especial, humanizada, afetiva, que também é parte do nosso trabalho aqui no ambulatório da unidade, ” explicou a coordenadora de ambulatório do HDM Ismep, Emanuela Pedrosa.

Gildene da Silva, de 45 anos, moradora do Projeto Irrigado Senador Nilo Coelho em Petrolina, faz acompanhamento ginecológico no ambulatório e ficou surpresa com a festa junina. ” Os profissionais são maravilhosos e hoje eles capricharam no nosso acolhimento com essa festa junina, com uma decoração linda e muitas comidas típicas gostosas, que eu amei e agradeço ” contou.

O ambulatório do Hospital Dom Malan (HDM Ismep) entende em média 3.000 pacientes por mês em consultas de pediatria, neuropediatria, ginegologia, endorinopediatra, cardiopediatra, endocrinologista, cirurgião ginecológico.

Contato

Os pacientes que que precisam de qualquer informação sobre consultas ou marcações, pode entrar em contato com a equipe do ambulatório ligando para o telefone 87 – 99173-2735.

Assessoria de Comunicação do Hospital Dom Malan – ISMEP

Pediatras do Hospital Dom Malan em Petrolina alertam para a prevenção às com síndromes respiratórias agudas

Pediatras do Hospital Dom Malan, da rede estadual de saúde em Petrolina, fazem alerta à população para o momento que estamos vivendo do aumento de casos de doenças respiratórias, as chamadas síndromes respiratórias agudas graves, comuns em toda a região Nordeste do Brasil, nessa época do ano.

“Nosso alerta aos pais e responsáveis pelas crianças é para os sintomas. As síndromes começam com sinais e podem evoluir para cansaço, respiração mais ofegante, desidratação, sonolência, e aí, já é o momento de levar a crianças ao hospital. Antes disso acontecer, é possível ainda, em casa, fazer lavagem nasal, analgésicos, hidratar bastante a criança e ficar de olho nos sinais de gravidade, ” ressalta a médica pediatra do Hospital Dom Malan Ismep, Danielle Barreto.

Para a pediatra, o mais importante nessa sazonalidade é a prevenção. “Prevenção é muito importante. Precisamos evitar levar nossos filhos para lugares onde tem muita gente, evitar que a criança tenha contato com pessoas gripadas, manter uma boa alimentação, hidratar, manter a caderneta de vacinação em dia, vacinando inclusive contra o vírus da influenza, que é um vírus que causa síndrome respiratória aguda grave e que pode até levar a criança para a unidade de terapia intensiva (UTI), “ alertou a médica.

Balanço de atendimento no HDM Ismep

O Hospital Dom Malan registrou de fevereiro a maio deste ano 4.067 casos de doenças respiratórias em pacientes atendidos no Pronto Socorro Infantil (PSI) da unidade. Crianças de toda a 4ª macrorregião de saúde do estado e da Rede PEBA, que compreende hospitais de Pernambuco e Bahia em 53 municípios.

Síndrome Respiratória Aguda Grave

A Síndrome Respiratória Aguda Grave afeta principalmente crianças. Entre os vírus identificados, há predomínio dos vírus Influenza A e B e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), ocasionando infecções das vias aéreas que atingem diretamente as crianças, demandando uma grande procura por serviços de saúde e atendimentos pediátricos, com alto índice de internamento. O Vírus Sincicial Respiratório é o principal agente causador de infecção do trato respiratório inferior de crianças nos primeiros anos de vida.

Assessoria de Comunicação HDM ISMEP

Câncer de mama: uma em cada três pacientes tem menos de 50 anos

Dados do Painel Oncologia Brasil, analisados pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), indicam que mais de 108 mil mulheres com menos de 50 anos foram diagnosticadas com câncer de mama no Brasil no período entre 2018 e 2023 – uma média de uma em três mulheres diagnosticadas com a doença.

Para a entidade, os números reforçam a importância de ampliar o rastreamento do câncer de mama por meio da realização de mamografia em mulheres abaixo dos 50 anos e acima dos 70 anos, faixas etárias que não estão incluídas na recomendação padrão de exames preventivos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Detalhamento
O levantamento mostra que, entre janeiro de 2018 e dezembro de 2023, o Brasil registrou mais de 319 mil diagnósticos de câncer de mama, sendo 157,4 mil em mulheres de 50 a 69 anos, faixa etária atualmente recomendada para o rastreamento.

Entre mulheres com idade entre 40 e 49 anos, foram registrados 71.204 casos de câncer de mama, enquanto 19.576 mulheres com idade entre 35 e 39 anos também receberam o diagnóstico da doença. Juntas, ambas as ocorrências representam 33% do total de casos diagnosticados no período.

Já entre mulheres acima de 70 anos, foram identificados 53.240 casos de câncer de mama.

Mais casos
O CBR alerta ainda para o crescimento do total de casos de câncer de mama no país – em 2018, foram registrados 40.953 diagnósticos, contra 65.283 em 2023, um aumento de 59% em seis anos.

São Paulo lidera os diagnósticos em números absolutos, com 22.014 casos no período observado, seguido por Minas Gerais (11.941 casos), pelo Paraná (8.381 casos), pelo Rio Grande do Sul (8.334 casos) e pela Bahia (7.309 casos).

Na faixa etária entre 50 e 69 anos, atualmente contemplada pelo rastreamento prioritário, São Paulo também apresenta o maior número de casos (36.452), seguido por Minas Gerais (18.489 casos), pelo Rio de Janeiro (13.658 casos), pelo Rio Grande do Sul (13.451 casos) e pelo Paraná (10.766 casos).

Mortes
Os dados revelam ainda um total de 173.690 mortes por câncer de mama no país entre 2018 e 2023. O número de óbitos passou de 14.622 em 2014 para 20.165 em 2023 – um aumento de 38% nesse período.

“Embora tenha ocorrido redução nos óbitos entre 2020 e 2021, especialmente em algumas faixas etárias, os números voltaram a crescer em 2022 e 2023, possivelmente devido ao impacto da pandemia de covid-19, que prejudicou o acesso ao diagnóstico e tratamento adequados”, destacou o CBR.

“A interrupção do rastreamento durante esse período gerou um efeito acumulado, contribuindo para o aumento da mortalidade”, completou a entidade.

Os números também mostram que 38.793 mulheres com menos de 50 anos morreram de câncer de mama, o que corresponde a 22% do total de óbitos no período. Entre as mulheres acima de 70 anos, foram registradas 56.193 mortes (32% do total).

O rastreamento precoce, de acordo com o CBR e com base em relatos de especialistas, pode reduzir em até 30% a mortalidade por câncer de mama. “Isso significa que metade das vidas perdidas para a doença poderia ser salva com um diagnóstico no momento certo”, reforçou o colégio.

Fonte: Agência Brasil

Anvisa aprova indicação do Mounjaro para tratamento da obesidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulamentador brasileiro, aprovou indicação do uso do Mounjaro para o tratamento de sobrepeso e obesidade. A decisão, que foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (9), já está em vigor e engloba diferentes dosagens e aplicações da substância. O medicamento já era utilizado e aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2.

Anteriormente, estudos clínicos já haviam demonstrado a eficácia do uso da caneta para a perda de peso. Agora, a caneta está aprovada para o tratamento de sobrepeso na presença de pelo menos um comorbidade e de obesidade, acompanhada de atividade física e dieta de baixa caloria. A aprovação foi baseada nos resultados do programa Surmount, um conjunto de estudos clínicos que recrutou mais de 20 mil pacientes em todo o mundo.

A Dra. Carolina Almeida, diretora do Núcleo GA, pontua que, no Brasil, o medicamento já era utilizado de forma off label para o tratamento da obesidade, com base em artigos científicos e na regulação de outros países. “Muitas vezes a burocracia não tem o mesmo ritmo da ciência. Nós médicos que atuamos com o tratamento da obesidade, já utilizamos com segurança essa medicação”, explica.

Carolina comemora a decisão tomada pelo órgão. “A decisão significa que estamos avançando cada vez mais no tratamento para obesidade. Isso permite que as pessoas utilizem sem medo, diminuindo os preconceitos contra os medicamentos para obesidade, além de expandir as possibilidades para aqueles que se preocupavam em utilizar sem a ver a indicação em bula”, finaliza.

Petrolina apoia Hospital Dom Tomás durante São João Solidário

O São João Solidário, promovido pelo Transforma Petrolina, vai levar este ano apoio ao Hospital Dom Tomás (HDT), referência no tratamento de câncer no Sertão de Pernambuco. O hospital, que atua como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), atende uma área de cerca de 55 municípios, considerando as três Gerências Regionais de Saúde do sertão de Pernambuco (7ª, 8ª e 9ª), e pacientes oriundos de cidades do norte da Bahia.

Durante o São João de Petrolina, que acontecerá de 13 a 23 de junho, o Hospital Dom Tomás estará com um stand no espaço do Transforma Petrolina, instalado na cidade cenográfica, dentro do Pátio de Eventos Ana das Carrancas. No local, O Dom Tomás divulgará seus serviços, venderá copos e chaveiros personalizados e realizará a venda de rifas, com o prêmio de um terreno avaliado em R$ 400 mil. Cada rifa custa R$ 10 e pode ser adquirida diretamente pelo link na bio do Instagram @hospitaldomtomas.

A ação tem o objetivo de fortalecer o atendimento à crescente demanda de pacientes, expandir os serviços de radioterapia e dar maior visibilidade ao Hospital Dom Tomás, permitindo que mais pessoas conheçam a importância do trabalho essencial que a unidade desenvolve na região. De acordo com a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durado, esse apoio busca sensibilizar a população sobre a importância da contribuição. “Além de ampliar a conscientização sobre o trabalho essencial que o hospital realiza, essa parceria fortalece o compromisso do Transforma Petrolina com essa instituição filantrópica que já impactou a vida de milhares de pacientes”, destaca.

Prefeitura de Petrolina entrega aparelhos auditivos e reafirma compromisso com inclusão e qualidade de vida

Em mais uma importante ação de cuidado e inclusão social, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Saúde, realizou nesta sexta-feira (6) mais uma entrega de aparelhos auditivos para crianças, adultos e idosos atendidos no Centro Auditivo. A iniciativa tem como principal objetivo garantir mais qualidade de vida, autonomia e dignidade para pessoas com deficiência auditiva no município. Nesta primeira etapa, já foram entregues 150 aparelhos auditivos, representando um avanço significativo na construção de uma saúde mais acessível e humanizada.
Crianças que enfrentavam dificuldades de aprendizagem devido à perda auditiva, adultos limitados na comunicação e idosos com restrições no convívio familiar agora ganham novas perspectivas de vida. Com o uso dos aparelhos auditivos, é possível não apenas melhorar a audição em ambientes com ruído, mas também oferecer uma experiência sonora mais natural e equilibrada. Isso acontece porque o cérebro passa a processar melhor os sons captados pelos dois ouvidos, promovendo mais inclusão, autonomia e qualidade nas interações sociais e familiares.
A ação reforça o compromisso da Prefeitura em promover saúde acessível, atuando com responsabilidade social e garantindo que o cuidado chegue a quem mais precisa.