Pesquisa mostra mudanças na forma de encarar o câncer de mama

Visibilidade, luta pelo direito de acesso à saúde de qualidade e pela escolha em reconstruir ou não o seio após a cirurgia de retirada das mamas, a mastectomia. Esses são alguns dos achados da antropóloga Waleska de Araújo Aureliano, professora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 20 anos de pesquisas, sobre como as mulheres com câncer de mama lidam com o processo de adoecimento.Desde a década de 1980, de acordo com a professora, é possível perceber mudanças na maneira como a doença é encarada pela sociedade, principalmente o discurso médico. Os profissionais de saúde saíram da perspectiva fatalista e hoje têm um diálogo mais franco com pacientes sobre o câncer de mama.

Há 40 anos, ainda era tabu para muitas pessoas mencionar a palavra câncer, que não era dita nem por profissionais de saúde, nem pela família dos pacientes. “Embora ainda tenhamos um estigma muito forte em torno da doença, muita coisa mudou. A percepção do câncer de mama como sentença de morte vem cedendo lugar à compreensão do câncer como uma doença crônica. Isso, claro, quando as pessoas afetadas têm acesso adequado a diagnóstico e tratamento.”

Segundo Waleska, é muito importante que esse acesso seja mencionado na campanha Outubro Rosa, porque a ideia de que tudo depende da disposição individual das mulheres em se cuidar não funciona se não forem  dadas as condições ideais para que todas possam fazer isso adequadamente”.

De acordo com a professora, a internet, com as mídias sociais, foi uma das responsáveis pelo processo de dar maior visibilidade do câncer de mama. “Isso afeta a narrativa das mulheres, uma vez que elas recebem esse diagnóstico acompanhado de um prognóstico que traz esperança de cura e qualidade de vida durante muitas décadas”, afirma.

“A perspectiva de cura faz com que a pessoa acometida comece a ter outra imagem sobre sua trajetória e fique mais confortável para falar no assunto abertamente. O relato é provocado por uma mudança na percepção sobre o próprio corpo, sobre o que significa ser mulher, independente de ter um seio ou dois, de ter feito reconstrução mamária ou não.”

Empoderamento

Atualmente, Waleska se dedica a estudar trabalhos fotográficos artísticos e textos autobiográficos de mulheres que passaram pelo diagnóstico de câncer de mama. Para ela, esses registros marcam uma mudança na ideia da mulher como vítima para o empoderamento, com consciência das mudanças provocadas pelo diagnóstico e pelo tratamento, assim como a perda da vergonha em expor o corpo ou falar sobre a doença.

“É o movimento de algumas mulheres dentro de um universo muito heterogêneo. Não se pode pensar nas transformações como algo que atravessa todas as mulheres igualmente. Há uma variedade muito grande nessa experiência, a depender de fatores sociais e culturais, de acesso à saúde, sua história pregressa, dos relacionamentos e do modo como ela se insere no mundo do trabalho”, ressalta a antropóloga.

Ela também afirma ter observado, ao longo desses anos, que aa pluralidade de modos de entender o câncer de mama, em alguns casos, reforçam padrões de representação do corpo feminino. “É como se depois do câncer não bastasse você ser mulher, você tem que se mostrar como mulher.”

Edição: Maria Claudia

Campanha Novembro Azul alerta para perigo de doenças urológicas

Para reforçar a conscientização do homem sobre as doenças urológicas e o perigo de um diagnóstico tardio, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) começou hoje (1º) o Novembro Azul. O objetivo é elevar o nível de informação sobre os riscos que podem levar, por exemplo, a um câncer de próstata. Por meio do Portal da Urologia e das redes sociais, a SBU promoverá lives e divulgará vídeos.Como incentivo para os homens procurarem os cuidados com a saúde desde cedo, a entidade começou em setembro o #VemProUro. Na intenção de atrair o público mais jovem, o ator Guilherme Berenguer, 43 anos, é o porta-voz da campanha Saúde também é papo de homem. Ele gravou vídeos e fez fotos para o cartaz da campanha.

A urologista Karin Jaeger Anzolch, uma das coordenadoras do Novembro Azul deste ano e idealizadora da pesquisa, disse que o ator foi escolhido por ser um homem mais jovem que já cuida da saúde

“Vem trazer a mensagem de que, antes mesmo de surgirem os problemas de saúde, que sabidamente vão se tornando mais prevalentes com o passar da idade, ele se engaje nos cuidados gerais e preventivos, incluindo a saúde prostática, até para poder usufruir da vida como ele mesmo deseja, com qualidade, longevidade, com menos medo e mais satisfação em todas as esferas, incluindo a sexual, correndo menos ‘atrás do prejuízo’ e prevenindo mais doenças”, informou.

A diferença de comportamento entre meninos e meninas adolescentes é um ponto que precisa ser considerado. Conforme o presidente da SBU, Alfredo Canalini, as meninas vão às consultas 18 vezes mais que os meninos no Sistema Único de Saúde (SUS) e, além disso, a vacinação contra o HPV teve mais êxito entre as meninas que em meninos.

“Não é só o câncer de próstata, porque a mulher não tem só câncer de mama como doença ginecológica, mas elas conhecem útero e sabem o que é mioma de útero. No entanto, quando se vê que a questão de ser benigna a próstata é conhecida apenas por 43% dos homens, ele não sabe coisas sobre o próprio organismo. A gente resolveu neste Novembro Azul aumentar o horizonte de atuação. O câncer de próstata é importante, mas há outro fatores como a vacinação contra o HPV para os adolescentes. O que queremos é que haja uma mudança no comportamento do homem”, disse ele em entrevista à Agência Brasil.

Urologista Cidadão

Antecedendo o 39º Congresso Brasileiro de Urologia (CBU), que vai ocorrer entre 18 e 21 de novembro em Salvador, na Bahia, haverá nos dias 13 e 14 deste mês um mutirão solidário de atendimentos e cirurgias no Hospital Roberto Santos, a maior unidade pública do estado, onde funciona o Hospital do Homem.

Em parceria com o governo baiano, a ação Urologista Cidadão vai reunir entre 50 e 100 especialistas, que vão atender a 3 mil homens e realizarão cerca de 20 cirurgias de hiperplasia benigna da próstata (HPB); dez avaliações urodinâmicas, que são exames funcionais do trato urinário para avaliar o armazenamento e o esvaziamento da bexiga; 60 urofluxometrias, exame que avalia o fluxo da urina e 20 ultrassonografias de próstata nos homens que estão na fila da unidade.

A expectativa do diretor científico do 39º Congresso Brasileiro de Urologia, Ubirajara Barroso Jr., é que o mutirão resulte na conscientização da população masculina sobre os cuidados com a própria saúde. “Além de ser uma grande oportunidade para urologistas de todo o país se mobilizarem em favor do atendimento a pacientes do SUS”, completou.

Edição: Graça Adjuto/Agência Brasil

Ministério da Saúde lança calendário digital de vacinação

O Ministério da Saúde lançou um calendário digital para ajudar a manter o cronograma de vacinação em dia. A ferramenta, disponível para download, permite pesquisar todas as doses atualmente disponíveis no Programa Nacional de Imunizações (PNI), além de oferecer informações sobre doenças preveníveis, público-alvo, faixa etária e, dentro de cada público, os imunizantes recomendados.O objetivo da pasta é ampliar as coberturas vacinais em todo o país, priorizando a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

No site do calendário digital de vacinação também é possível encontrar painéis de monitoramento da vacinação contra a covid-19 e contra a influenza, além de um vacinômetro, com números atualizados da vacinação no Brasil.

Atualmente, 48 imunobiológicos são distribuídos anualmente pelo PNI: 31 vacinas, 13 soros e quatro imunoglobulinas (anticorpos). Entre as vacinas, estão as indicadas no Calendário Nacional de Vacinação e também as indicadas para grupos em condições clínicas especiais, como pessoas com HIV ou indivíduos em tratamento de doenças, aplicadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Covid-19

A partir de 2024, a dose contra a covid-19 passará a fazer parte do PNI. A recomendação do ministério é que estados e municípios priorizem crianças de 6 meses a menores de 5 anos e grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença: idosos; imunocomprometidos; gestantes e puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com comorbidades; indígenas, ribeirinhos e quilombolas; pessoas em instituições de longa permanência e trabalhadores; pessoas com deficiência permanente; pessoas privadas de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; funcionários do sistema de privação de liberdade; e pessoas em situação de rua.

Profissionais de saúde

De acordo com o ministério, a página do calendário digital também conta com conteúdo voltado para profissionais de saúde, incluindo publicações técnicas, atividades de microplanejamento e portarias. “Dessa forma, as equipes de saúde terão subsídios para planejar ações e traçar estratégias com o objetivo de melhorar a vacinação da população”, destacou a pasta.

Edição: Fernando Fraga

Professores e alunos criam Ambulatório de Planejamento Reprodutivo na Policlínica do HU-Univasf

Projeto é voltado para mulheres em situação de vulnerabilidade e tem objetivo de avaliar satisfação e adaptação ao uso de DIU de cobre

Petrolina (PE) – Um projeto de extensão universitária resultou na criação de um Ambulatório de Planejamento Reprodutivo na Policlínica do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Neste local, as mulheres serão acolhidas, receberão informações sobre métodos contraceptivos e poderão, se quiserem, implantar o DIU de cobre, com monitoramento de três a seis meses após a inserção do dispositivo. Paralelamente, os pesquisadores vão avaliar o grau de satisfação e adaptação a este método.

A professora de Medicina Ana Cleide da Silva Dias, coordenadora do projeto, sinaliza que o ambulatório ficará em um dos consultórios da Policlínica e as mulheres poderão procurar espontaneamente o serviço ou serem encaminhadas pela rede básica e outras instituições. “Por meio de um link para inscrição em um perfil no Instagram para as interessadas preencherem um formulário e estamos articulando reuniões com médicos e enfermeiros da atenção primária para apresentar este projeto e, na medida do possível, eles encaminharem as interessadas ao ambulatório”, disse Ana Cleide, que é doutora em Enfermagem e Saúde Coletiva.
Segundo ela, o serviço será destinado a mulheres na faixa de 18 a 49 anos, em situação de vulnerabilidade sexual, moradoras de rua, presidiárias ou com algum tipo de transtorno mental, entre outras. Após a avaliação com a equipe formada por médico, enfermeiras e bioquímica, as mulheres que receberem o DIU de cobre serão monitoras por alunos de Medicina por um período de até seis meses, medindo o grau de satisfação e adaptação ao método.
“Este momento torna-se oportuno para que a equipe possa acolher a mulher, dirimir suas dúvidas e, caso esteja apresentando algum evento adverso que se sinta incomodada, será realizado o encaminhamento para que possa voltar no atendimento por um profissional de saúde do projeto”, explicou a coordenadora. Segundo ela, entre os possíveis eventos adversos estão aumento no fluxo menstrual e cólicas, por exemplo.
A coordenadora explicou que os alunos do projeto vão monitorar as mulheres que estiverem usando o DIU, uma vez que entre os objetivos da pesquisa está avaliar a satisfação e adaptação deste método. Os profissionais de saúde envolvidos também participarão da avaliação. “O método ainda é muito mitificado e, por isso, estamos preparados para este acolhimento e para estas ações educativas”, disse.
A professora explicou que as mulheres acolhidas serão informadas sobre outros métodos, mas o foco será o DIU de cobre, que é ofertado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem um índice superior a 98% de proteção, além de ter um tempo de uso longo. Segundo ela, devido à falta de informação e à dificuldade de acesso, muitas vezes, mulheres que precisam deste serviço acabam não utilizando este método”, afirmou.
O ambulatório deverá funcionar nas terças-feiras e a intenção é de inserir cinco dispositivos por dia, sempre de acordo com o interesse da mulher. “Já fizemos uma experiência com mulheres no presídio de Petrolina, onde ministramos uma palestra e, para nossa surpresa, seis mulheres se mostraram interessadas pela inserção do DIU”, disse.
Perfil sobre o projeto no Instagram: @projetodiu.univasf | Link para inscrição no projeto: bit.ly/projetodiu
Sobre a Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Enfermeira do Biama do Hospital Dom Malan em Petrolina participa de capacitação em políticas públicas de amamentação em Recife

O Banco de Leite Humano (BIAMA) do Hospital Dom Malan em        Petrolina, representado pela a gerente, a enfermeira Joice Fonseca fez parte da capacitação em NBCAL (Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeirase) e a MTA (Mulher Trabalhadora que Amamenta). O evento que aconteceu durante toda esta semana foi promovido pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES).

Os facilitadores foram os membros do Ministério da Saúde, representados pela nutricionista Renata Guedes, a enfermeira Maristela Benassi e Rosana De Divitis, presidente da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – International Baby Food Action Network (IBFAN), uma rede formada por mais de 270 grupos de ativistas espalhados por cerca de 160 países e que atua há mais de 40 anos para a melhoria da nutrição e saúde infantis.

O objetivo principal foi defender e fortalecer a amamentação.  Além das teorias tivemos oficinas importantes para tutor da mulher trabalhadora que amamenta. Discutimos também a proposta de implantação da Sala da Mãe Trabalhadora que Amamenta. Um momento que fortalece o trabalho que já realizamos no BIAMA do Hospital Dom Malan,” ressaltou Joice Fonseca.

BIAMA

O Banco de Incentivo e Apoio ao Aleitamento Materno (BIAMA) do HDM funciona todos os dias para apoiar as mães com dificuldade de amamentação. O banco também recebe doação de leite humano de doadoras voluntárias, que é pasteurizado e alimenta os recém-nascidos prematuros internados no Hospital Dom Malan.

O BIAMA recebe mulheres doadoras para manter o estoque regular e garantir leite para os bebês prematuros do HDM. As mulheres interessadas em fazer doações de leite ao Biama podem ligar para o telefone da instituição através do número (87) 3202-7002. Também é possível ir até o Banco de Leite com o cartão de gestante que funciona no Hospital Dom Malan, das 7h às 18h. Após o cadastro, a doadora receberá um kit, toucas, potes de vidros e máscaras, além de orientações para realizar a coleta e armazenamento de leite.

 Assessoria de Comunicação do Hospital Dom Malan Ismep

Outubro Verde: Prefeitura de Juazeiro alerta para os cuidados, prevenção e combate à sífilis

A campanha Outubro Verde chama a atenção para os cuidados, prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis e da sífilis congênita. A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), reforça a campanha conscientizando a população sobre os cuidados para combater a doença e a importância da testagem.A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e suas principais formas de transmissão são por via sexual ou através da mãe contaminada pela doença para o bebê durante a gestação. “A grávida pode transmitir para o bebê através da placenta. A sífilis pode se manifestar, no início da infecção, através de ferimentos indolores na boca, na genitália ou no reto, por um período e depois desaparece”, explicou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Midiane Rodrigues.Ainda segundo a enfermeira o uso de preservativo é necessário para prevenir a doença. “O uso de camisinha é fundamental, já que a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). A população também precisa ter ciência de que o teste rápido é muito importante para diagnóstico e controle da doença”, destacou Midiane.TratamentoO tratamento é feito por meio do uso, com prescrição médica, de penicilina benzatina (benzetacil), disponibilizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município ou no Centro de Informação em ISTs, HIV/Aids e Hepatites Virais (CIDHA), localizado no Centro de Saúde III, no bairro Angari.Atualização dos profissionais sobre a doença

A Maternidade Municipal promoveu, através do Núcleo de Educação Permanente e Humanização da unidade, eventos para atualização dos profissionais sobre a doença. Foram realizadas rodas de conversas, durante os dias 24 a 26 de outubro, ministradas pelas facilitadoras:  Midiane Rodrigues, enfermeira da Vigilância Epidemiológica, e Maria Eduarda Cardoso, residente em Enfermagem Obstétrica.“Fizemos nossos encontros em turnos diferentes para que pudéssemos oferecer o conteúdo ao maior número de profissionais possível.  Reunimos cerca de 160 participantes entre, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos. Nosso objetivo é qualificar o processo de testagem das gestantes. Infelizmente, existe um índice alto de grávidas e puérperas que apresentam a doença e acabam contaminando os bebês. É muito importante também a notificação dessas contaminações”, explicou a assistente social do Núcleo de Educação Permanente e Humanização da Maternidade, Adriana Lima.Em Juazeiro, foram registrados, em 2022, 126 casos de sífilis em gestantes e 24 contaminações congênitas, já este ano, 24 grávidas foram diagnosticadas com a doença e ocorreram 12 contaminações em bebês.Texto: Marcela Cavalcanti – Ascom Sesau/PMJ

Sonora:  Midiane Rodrigues, enfermeira da Vigilância Epidemiológica

Hospital Dom Malan em Petrolina faz mutirão para atender mulheres com dispositivo intrauterino –DIU

Neste sábado (28), o Hospital Dom Malan em Petrolina, Sertão de Pernambuco, gerenciado pelo Instituto Social Medianeiras da Paz (ISMEP), realizou um mutirão para atender mulheres com a colocação de dispositivo intrauterino –DIU. A ação é da Diretoria de Ensino e Pesquisa do HDM ISMEP e envolveu oito médicos residentes em ginecologia e obstetrícia para atender 30 pacientes.

As mulheres foram encaminhadas pela Gerência Regional de Saúde (GERES). São pacientes com indicação de uso do sistema intrauterino liberador de levonorgestrel, ou o DIU hormonal, como explica o médico Stenio Galvão. “O mutirão contempla as pacientes com indicação clínica para o DIU hormonal, a exemplo das pacientes com endometriose, adenomiose, miomatose e sangramento uterino anormal ou pacientes com comorbidades graves como cardiopatia, anemia falciforme e que não podem fazer uso de outro método contraceptivo, ” explicou Dr. Stenio.

A dona de casa Suzineide Amorim, de 27 anos, tem adenomiose, uma doença onde ocorre um espessamento dentro das paredes do próprio útero provocando sintomas como dor, sangramento ou cólicas fortes durante a menstruação. Ela foi uma das mulheres atendidas no mutirão do HDM ISMEP. “Nos três primeiros dias de menstruação tenho muita dor e até febre. Na rede privada de saúde esse DIU custaria mil e oitocentos reais. É muito caro e sem poder pagar a gente fica sofrendo. Essa oportunidade com o DIU está me ajudando muito, ” relatou.

O mutirão do DIU não tem como objetivo o planejamento familiar, mas o tratamento hormonal em mulheres com sangramento intenso.  A assistente administrativa Maria Clara Evangelista, de 20 anos, que tem fluxo intenso na menstruação. “Mesmo usando medicamento para controle do fluxo eu estou menstruando duas vezes ao mês. Coloquei o DIU para diminuir o fluxo e as dores e agradeço muito, ” destacou.

O mutirão atendeu a servidora pública Miriam Dantas, de 41 anos, mãe de dois filhos. “Eu espero regular o fluxo menstrual. Vim com indicação do meu médico, sonhando não sofrer mais com cólicas e o mal-estar porque os remédios não estão resolvendo, ” contou.

Assessoria de Comunicação do Hospital Dom Malan Ismep

Sintomas e consequências do AVC: HU-Univasf presta suporte a pacientes acometidos

Em 29 de outubro é celebrado o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma data que tem o objetivo de alertar a população sobre essa que é uma das principais causas de morte de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, especialistas da rede de hospitais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) explicam os sinais da ocorrência de um AVC e os tratamentos garantidos para a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
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O AVC acontece quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro e isso se dá por duas razões, explica a neurologista Milena Libardi, do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar): pela obstrução total ou parcial dos vasos que levam sangue, privando as células do acesso ao oxigênio e nutrientes, o chamado AVC isquêmico; ou pelo rompimento do vaso causando uma hemorragia cerebral, razão da nomenclatura AVC hemorrágico, também popularmente conhecido como “derrame”. A principal causa desse problema é a alta pressão arterial, além de situações como aneurisma, má formação arterial e uso de medicamentos que afinam o sangue sem orientação médica.
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“Hoje, nós vemos na prática clínica que, em cerca de 70% de pessoas que têm o AVC, seja isquêmico ou hemorrágico, a causa principal é o descontrole dessas doenças, principalmente a hipertensão arterial”, explicou Libardi. Por isso, o principal meio de prevenção é o controle da pressão e de outros fatores, como a diabetes e o colesterol alto. Dessa forma, manter uma rotina saudável, com alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, consumo moderado de bebida alcoólica, não fazer uso de cigarro e manter a qualidade do sono são medidas para o bem-estar geral do corpo humano e prevenção do acidente vascular cerebral.
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Sinais do AVC
O neurologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), Marlos Sousa, alerta para os principais sintomas de que um paciente está tendo um AVC, que são fraqueza e/ou paralisia em um lado do corpo, alteração da fala, boca torta, perda de sensibilidade, de visão, dor de cabeça intensa e falta de orientação no tempo e espaço (confusão mental), tudo isso de forma repentina.
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Como auxílio na identificação da doença, uma instrução básica é seguir os passos da sigla “SAMU”: ‘S’ de sorrir, verificando se a boca do indivíduo está caída ou não; ‘A’ de abraço, para observar se a pessoa é capaz de levantar os dois braços; ‘M’ de música, para que, ao cantar ou falar, seja percebida se a fala fica embolada; e ‘U’ de urgência, sinalizando que, caso a pessoa não corresponda corretamente aos comandos, seja imediatamente direcionada a um pronto-socorro por meio do próprio serviço do SAMU, ligando para 192.
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O especialista ressalta que o AVC, tanto isquêmico quanto hemorrágico, é grave e pode ocasionar sequelas cognitivas e físicas, comprometendo principalmente aspectos motores (dificuldade de se locomover) e de linguagem (alterações na fala). Apesar de acontecer mais recorrentemente em idosos, o médico esclarece que pode ocorrer em qualquer idade, desde a infância.
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Tratamento
Quanto mais rápido a pessoa for atendida no serviço de saúde, maiores são as chances de conter possíveis sequelas que se tornam permanentes, afirma a neurologista Elisa França, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG). “O medicamento que dilui o trombo que obstrui o vaso causando AVC só pode ser administrado em até 4h30 do início dos sintomas”, ressalta. Esse tratamento faz com que o cérebro receba oxigenação e possa evitar que os danos sejam maiores. “Por isso, temos que correr contra o tempo no caso de um AVC agudo, pois quanto mais rápido esse medicamento for administrado maiores as chances de recuperação”, complementa.
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Na assistência, o paciente recebe todos os cuidados necessários, com exame de tomografia computadorizada para análise da região afetada. Após as medidas imediatas, reforça a médica, o tratamento também consiste em realizar a reabilitação conforme necessidade do indivíduo, com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. A longo prazo, o controle dos fatores de risco, como tratamento da pressão arterial, deve ser realizado.
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Hospitais da Ebserh nos cuidados aos pacientes com AVC
Os Serviços de Neurologia dos Hospitais Universitários da Ebserh atendem pacientes com sintomas de acidente vascular cerebral, ofertando tratamento adequado. Dos hospitais citados, o HC-UFTM, o HC-UFMG e o HU-UFSCar possuem emergência 24 horas para receber as pessoas nos casos agudos, ou seja, nas ocasiões em que o AVC está acontecendo. Em destaque, mencionamos também o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), em Pernambuco; e o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), instituições parceiras da Iniciativa Angels, projeto internacional comandado pela empresa alemã Boehringer Ingelheim, que visa aprimorar as unidades hospitalares nos cuidados aos pacientes com AVC.
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Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Ambiente aconchegante e amoroso proporciona acolhida no Centro de Parto Normal de Petrolina (PE)

Acolhimento é oferecer conforto a alguém, e é com esse propósito que a Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, tem trabalhado para levar aconchego as pessoas. Prova disso é o amor e dedicação ofertados no Centro de Parto Normal (CPN) Maria das Dores de Souza. Em pouco mais de três anos, mais de cinco mil atendimentos às gestantes e seus familiares foram oferecidos no CPN, aproximadamente 1.500 crianças nasceram de maneira natural e sem intercorrências na unidade municipal.  

Mais que parir, as mulheres têm um ambiente único, onde podem viver os três estágios do parto no mesmo local: o Pré-parto, o Parto e o Pós-parto (PPP), sem necessidade de ir para o Centro Cirúrgico. O quarto PPP garante a presença do acompanhante, um trabalho de parto mais tranquilo, e também dá o estímulo para que a mulher seja mais ativa, ela vai poder andar, utilizar a bola, cavalinho entre outros equipamentos que ajudam no processo do parto. 

Em Petrolina, as gestantes podem conhecer o ambiente que desejam parir ainda na gravidez. No Centro de Parto Normal, toda terça-feira e quinta-feira, a partir das 10h, as profissionais da unidade recepcionam as parturientes e seus companheiros ou acompanhantes para uma visita guiada. Durante o período na unidade é conversado sobre o parto natural, são esclarecidos alguns mitos e verdades e, por fim, os presentes podem conhecer toda a estrutura e o passo a passo quando a futura mamãe chegar para parir.  

De acordo com a diretora médica do CPN, Renata Teixeira, todo o ambiente influência no trabalho de parto. “A mulher já está em um período muito sensível, com uma explosão de hormônios, e sim, um ambiente de conforto e segurança é muito importante e faz fluir naturalmente todo o andar do parto. Como costumamos falar aqui, a mulher tem direito de escolher como quer parir e cabe a nós, profissionais da saúde, apresentar os espaços, e isso tem sido muito bem aproveitado aqui no Centro de Parto, pois incluímos a família no processo. Isso é de suma importância, completa a sensação de segurança”, explicou Renata.  

Para as mulheres que desejam fazer uma visita, não é necessário realizar agendamento, só precisa ir até a unidade nas terças e quintas-feiras, a partir das 10h, para a ‘Visita Guiada’. O Centro de Parto Normal fica localizado na Av. José de Sá Maniçoba, s/n, Centro.  

Antirretroviral de Farmanguinhos simplifica tratamento do HIV no SUS

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) começou a fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma combinação de antirretrovirais que vai facilitar o tratamento do HIV/aids. Desde este mês de outubro, o instituto distribui à saúde pública a combinação do dolutegravir 50mg e do lamivudina 300mg em um único medicamento.A Fiocruz explica que, tradicionalmente, o tratamento do HIV envolvia combinações de vários medicamentos de diferentes classes para suprimir o vírus com efetividade e impedir o avanço da infecção para quadros de aids.

“Uma única dose diária de um comprimido deste medicamento garantirá a eficácia e auxiliará na continuidade do tratamento, com menor potencial de toxicidade e de efeitos adversos graves, não havendo histórico nenhum de resistência”, informa a Agência Fiocruz de Notícias.

O Ministério da Saúde prevê receber ainda neste ano 10,8 milhões de unidades farmacêuticas do medicamento. Para 2024, 30 milhões serão fornecidos.

O diretor de Farmanguinhos/Fiocruz, Jorge Mendonça, destaca o produto vai contribuir para a adesão aos tratamentos, um dos maiores desafios no manejo do HIV. “O fornecimento destes medicamentos combinados para o SUS contribuirá significativamente para a efetividade e continuidade dos tratamentos em pacientes adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade e peso mínimo de 40 kg. Além de ter dosagem mais simples e redução da carga de comprimidos, diminui o potencial para interações medicamentosas e efeitos colaterais”, explica o diretor.

A produção é fruto de uma parceria de Farmanguinhos com as farmacêuticas privadas ViiV Healthcare Company e GlaxoSmithKline (GSK), que prevê desenvolvimento, transferência de tecnologia e o fornecimento do medicamento, dando autonomia para uma produção totalmente nacional.

“Ao final desta transferência de tecnologia, Farmanguinhos/Fiocruz estará com autonomia para realizar todas as etapas produtivas do medicamento, garantindo qualidade e praticidade para os pacientes do SUS. É importante ressaltar que com esta aliança, adquirimos também mais conhecimento técnico e uma nova plataforma tecnológica para a produção de comprimidos em dupla camada, possibilitando a produção futura de novos produtos”, destaca o diretor Jorge Mendonça.

Edição: Juliana Andrade