Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. É o que aponta o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que propõe um novo regime de financiamento para ampliar a participação do capital privado e sustentar projetos de longo prazo.

Em 2024, foram investidos R$ 266,8 bilhões em infraestrutura, equivalentes a 2,27% do PIB. Segundo a CNI, o país precisaria elevar esse patamar para 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 550 bilhões por ano, e mantê-lo por pelo menos duas décadas.

Do total investido em 2024:

  • R$ 188,1 bilhões (70,5%) vieram do setor privado;
  • R$ 78,6 bilhões foram investimentos públicos;
  • Estados e municípios responderam pela maior parte dos aportes públicos.

Novo modelo

Para a CNI, nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de atender às necessidades do país. O novo regime deveria combinar recursos públicos e privados, ampliar o mercado de capitais e criar condições para investimentos de longo prazo.

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende estabilidade econômica e institucional para atrair capital.

“O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica para criar condições de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir mão do papel estratégico dos investimentos públicos”, ressalta.

Alban também defende uma estratégia de Estado para garantir continuidade aos projetos. Segundo ele, a modernização da infraestrutura demanda esforço contínuo, sistemático e de longo prazo, com uma política de Estado, conduzida por diversos governos.

Fontes privadas

O estudo mostra uma mudança na composição do financiamento da infraestrutura de 2010 a 2024. Em valores atualizados para 2024, as fontes privadas passaram de uma média de R$ 88,6 bilhões no período de 2010 a 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024.

No mesmo intervalo, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. As instituições multilaterais responderam por R$ 8,4 bilhões em 2024.

Na última década, houve uma mudança estrutural no financiamento da infraestrutura brasileira. A participação das fontes privadas passou de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024.

Medidas propostas

A CNI aponta que o novo regime deve incluir:

  • estabilidade macroeconômica e fiscal, para reduzir riscos e o custo do capital;
  • fortalecimento do mercado de capitais, com mais investidores institucionais;
  • expansão do crédito privado, com modelos que distribuam riscos de forma mais eficiente;
  • carteira maior de projetos estruturados para concessões e parcerias;
  • segurança jurídica e previsibilidade regulatória; e
  • autonomia técnica das agências reguladoras.

O estudo também destaca o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições públicas de desenvolvimento na redução de riscos, estruturação de projetos e mobilização de capital privado.

Lições externas

A análise reúne experiências de Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos, a CNI identifica fatores comuns nos países que conseguiram ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura: estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido e instrumentos de longo prazo.

Segundo a CNI, os recursos públicos devem atuar de forma estratégica para atrair investimentos privados. Pela sugestão da entidade, o investimento público continuará sendo fundamental, mas o país precisa avançar para um modelo em que esses recursos tenham maior capacidade de mobilizar capital privado.

 

Fonte: Agência Brasil

Encontro sobre futuro profissional deve reunir 15 mil jovens no Rio

© Prefitura Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro recebe, a partir desta segunda-feira (14), o encontro Planos pro Futuro, que busca aproximar os jovens de novas referências e caminhos para a formação e o futuro profissional.

A expectativa dos organizadores é receber cerca de 15 mil estudantes na Cidade das Artes, na zona oeste da cidade, até a quarta-feira (16), último dia do evento.
 
O encontro, que é gratuito, terá 200 painéis em nove palcos simultâneos, onde serão discutidas as experiências e possibilidades em diversas carreiras, com profissionais de mercado, especialistas e professores universitários.
 
“Serão palestras com grandes referências do mercado, acadêmicos, que vão orientar os alunos sobre as diversas profissões”, afirma Dani Flomin, um dos idealizadores do encontro.
 
Universidades do Rio de Janeiro também estarão presentes no encontro, apresentando cursos e possibilidades de bolsas em diversas áreas. Haverá ainda atividades práticas, oficinas e conversas com mentores e profissionais, que permitirão aos jovens contato mais próximo com diferentes áreas de atuação.

“O evento é voltado para alunos, principalmente de ensino médio. Cada aluno traça ali a trilha que faz mais sentido para ele, dependendo dos seus gostos, do que ele considera para a vida dele”, explica Flomin.

Também estão previstos eventos culturais, como apresentações de música e de dança, especialmente de grupos oriundos das periferias e de projetos sociais. Ao fim de cada dia, haverá um show de encerramento: Syon Trio, no dia 14; PK, no dia 15; e Tilia, no dia 16.
 
O encontro Planos pro Futuro, apoiado pelo Ministério da Cultura, ocorrerá na Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300, Barra da Tijuca), das 9h às 17h.

Fonte: Agência Brasil

Super El Niño: Prefeitura de Juazeiro divulga cotação dos hortifrutigranjeiros e destaca fruta que ajuda na hidratação durante o calor

O Super El Niño de 2026 caminha para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos já registrados em 170 anos de observação, com previsão de atingir o pico entre novembro e dezembro de 2026. Segundo informações atribuídas ao Centro Europeu de Previsões Meteorológicas, o aquecimento da superfície do Oceano Pacífico Equatorial pode ultrapassar a marca de +4 °C acima da média no Índice Oceânico Niño (ONI).

Com o aumento das temperaturas, é essencial reforçar os cuidados com a hidratação e incluir na alimentação frutas que contribuem para a reposição de água e nutrientes no organismo. Entre elas está a melancia, fruta composta por cerca de 91% de água e fonte de nutrientes importantes para a manutenção da saúde.

O alto teor de água da melancia contribui para a hidratação do organismo e auxilia na regulação da temperatura corporal. A fruta também contém licopeno, um antioxidante que ajuda a proteger as células contra os danos causados pelos radicais livres. Além disso, a combinação de água e fibras favorece o funcionamento do intestino e contribui para uma boa digestão.

A melancia também pode fazer parte da alimentação de pessoas que praticam atividades físicas. A citrulina presente na fruta é estudada por seus possíveis benefícios relacionados à circulação sanguínea e à recuperação muscular.

Nesta sexta-feira (11), o quilo da melancia está sendo comercializado no Mercado do Produtor de Juazeiro por R$ 1,30. A cotação diária do Mercado do Produtor de Juazeiro pode ser acompanhada pelo perfil oficial no Instagram, @mercadodoprodutorjuazeirooficial. A lista completa dos produtos e dos respectivos valores praticados na data está disponível para consulta clicando aqui.

O Mercado do Produtor funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h; aos sábados, das 2h às 17h; e aos domingos, a partir das 21h, contribuindo para o abastecimento de comerciantes e consumidores de diversas regiões do país.

Governo anuncia medidas para segurar alta dos combustíveis; pacote pode custar R$ 7 bilhões por mês

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (9) novas medidas para tentar segurar a alta dos combustíveis. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o pacote deve custar cerca de R$ 7 bilhões por mês aos cofres públicos.

As medidas foram anunciadas em meio à disparada do preço do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio.

Na gasolina, o governo reduziu em R$ 0,63 por litro os impostos federais PIS/Pasep e Cofins. Com isso, a cobrança cai para R$ 0,16 por litro.

No etanol hidratado, os impostos federais serão zerados temporariamente, o que representa uma redução de R$ 0,19 por litro.

As duas medidas começam a valer nesta quinta-feira (10) e seguem até 9 de outubro. O governo estima um custo de R$ 2 bilhões por mês com a redução dos impostos sobre gasolina e etanol.

Diesel terá novo subsídio

O governo também autorizou um novo subsídio de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores.

O valor ainda será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e poderá ser alterado ou suspenso de acordo com o comportamento do mercado.

A previsão é de que a medida custe cerca de R$ 5 bilhões somente em setembro.

Conta pode chegar a R$ 12,5 bilhões em setembro

As novas medidas somam R$ 7 bilhões por mês. Mas a conta de setembro será ainda maior.

Isso porque o governo ainda mantém uma subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina no dia 27 de setembro e custa cerca de R$ 5,5 bilhões por mês.

Somando os dois programas, o impacto nas contas públicas em setembro pode chegar a R$ 12,5 bilhões.

De março a agosto, o governo já gastou ou deixou de arrecadar cerca de R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Governo espera receitas do petróleo

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera arrecadar mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias do setor de petróleo.

Esse dinheiro deve ajudar a bancar as desonerações.

O novo subsídio ao diesel será pago por meio de crédito extraordinário. O impacto da medida será incluído no próximo relatório de avaliação das receitas e despesas do governo, previsto para 24 de setembro.

Petróleo acima de US$ 100

A alta do petróleo foi um dos principais motivos para o anúncio das medidas.

O barril do Brent, usado como referência internacional, fechou nesta quarta-feira a US$ 101,21, com alta de 3,36%.

O governo afirma que as medidas são temporárias e têm o objetivo de diminuir o impacto da alta internacional no preço dos combustíveis no Brasil.

O ministro Bruno Moretti também rejeitou a ideia de que o pacote tenha caráter populista e disse que a intenção é apenas reduzir o impacto da alta do petróleo.

Segundo o governo, as medidas anteriores já ajudaram a segurar os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha.

Mesmo com a queda recente, os preços dos combustíveis no Brasil ainda estão acima do nível registrado antes do início do conflito.

Caixa passa a oferecer modalidade de Pix parcelado

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A Caixa Econômica está oferecendo aos clientes pessoa física a possibilidade de parcelamento de transferências e pagamentos feitos por Pix. A nova funcionalidade, anunciada nesta quinta-feira (3), está disponível para as transações feitas diretamente no App CAIXA.

A medida é realizada por meio de contratação de crédito, no momento da transação. A CAIXA já disponibiliza outras ferramentas como Agendamento Pix, Pix Automático, Pix por Aproximação via Google Pay.

O banco público informou que para os clientes com limite disponível, os valores para contratação variam entre R$ 300 e R$ 50 mil, com prazo de pagamento de até 12 meses e taxas de juros conforme relacionamento com o banco.

As condições da operação estão disponíveis no aplicativo do banco. O cliente pode concluir a transação e realizar a transferência Pix com uma autenticação, mas é necessário atualizar o App CAIXA para a versão mais recente.

“Antes da confirmação da operação, o cliente visualiza informações sobre taxa de juros, valor das parcelas, Custo Efetivo Total (CET) e IOF, podendo comparar e avaliar de forma transparente o impacto da operação em seu orçamento. A disponibilização da linha de crédito ocorre mediante análise de risco realizada pela CAIXA e depende da existência de limite disponível para contratação”, informou a Caixa.

Ainda de acordo com o banco, os clientes que ainda não têm a opção habilitada podem manter seus dados cadastrais atualizados e utilizar regularmente os produtos e serviços da CAIXA para ampliar o relacionamento e destravar a funcionalidade em avaliações futuras, conforme os critérios de crédito e análise de risco adotados pela Caixa.

“O Parcelar Pix amplia o acesso a soluções financeiras digitais integradas, combinando conveniência, transparência e uso consciente do crédito. Na prática, o recebedor terá acesso ao valor integral da operação de forma instantânea, enquanto o pagador pode parcelar o desembolso de acordo com sua capacidade financeira”, disse a Caixa.

Fonte: Agência Brasil

Nordeste cresce acima da média nacional durante o primeiro semestre de 2026, aponta estudo do BNB

A atividade econômica do Nordeste manteve ritmo de crescimento superior ao da média nacional durante o primeiro semestre de 2026, com desempenho da região superior ao do Brasil em cinco dos seis meses. Estudo elaborado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB), mostra que a região registrou expansão de 2,4% no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, enquanto o Brasil cresceu 1,5% no mesmo período, segundo dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

Nos meses anteriores, a relação entre Nordeste e Brasil ficou em 2,6% para 1,4% (maio), 2,8% para 1,6% (abril), 2,8% para 1,8% (março), 2,4% para 1,8% (fevereiro) e 2,2% para 2,2% (janeiro). Sempre considerando o acumulado dos 12 meses anteriores à medição.

“Os dados indicam que o Nordeste continua apresentando um dinamismo econômico superior ao observado para o conjunto do País. Nos meses de abril e maio, por exemplo, a economia nordestina cresceu 1,2 ponto percentual mais do que brasileira. Embora parte dos estados da região tenha mostrado desaceleração ao longo do primeiro semestre, o desempenho regional permanece acima da média nacional, refletindo a capacidade da economia nordestina de sustentar um nível de atividade relativamente mais aquecido. O comércio varejista segue contribuindo para essa resiliência, enquanto a perda de fôlego da agropecuária ajuda a explicar a moderação observada na economia brasileira”, analisa Biagio de Oliveira Mendes Junior, autor do estudo.

O trabalho integra a série IBC NE do Etene e está disponível para consulta pública no portal do Banco do Nordeste.

Resultado em junho

O levantamento revela que todos os estados nordestinos analisados apresentaram, no acumulado de 12 meses encerrado em junho, desempenho igual ou superior ao nacional. Entre eles, Pernambuco obteve o melhor resultado, com crescimento de 3,1%, seguido por Maranhão (2,2%), Rio Grande do Norte (1,7%), Ceará (1,6%) e Bahia (1,5%).

O IBC é acompanhado pelo mercado por oferecer uma leitura mais rápida da evolução da atividade econômica, funcionando como uma sinalização do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o estudo, embora a economia brasileira tenha mantido trajetória de desaceleração ao longo do primeiro semestre, o Nordeste preservou um desempenho relativamente mais robusto, mesmo diante de sinais recentes de moderação em parte dos estados da região.

A análise também mostra diferenças entre as trajetórias estaduais. Maranhão e Bahia registraram desaceleração contínua ao longo do semestre, enquanto Rio Grande do Norte e Ceará apresentaram maior estabilidade, com leve recuperação nos meses mais recentes. Pernambuco e o conjunto da região Nordeste exibiram comportamento oscilante, porém sustentando crescimento acima da média brasileira.

No recorte setorial do Brasil, a agropecuária foi a atividade com maior expansão no acumulado de 12 meses até junho, com crescimento de 2,5%, seguida pelos serviços (1,9%) e pela indústria (0,7%). Entretanto, o estudo destaca que a agropecuária perdeu dinamismo ao longo do semestre, passando de uma taxa de crescimento de 12,5% em janeiro para 2,5% em junho. Já os serviços mantiveram desempenho mais estável e continuaram exercendo papel importante na sustentação da atividade econômica nacional.

PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o primeiro trimestre. 

 Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%.

No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%. 

 Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).    

De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre. 

No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025.

O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%. 

Componentes

O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).

Pela ótica da produção, a agropecuária foi destaque, com variação positiva de 2,8% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Em 12 meses, a alta chega a 6,2%.

A indústria variou positivamente 0,1% do primeiro para o segundo trimestre e 1,4% em 12 meses.

Dentro da indústria, o principal motor foi a indústria extrativa, que saltou 3,4% entre os trimestres seguidos.

O setor de serviços, que mais emprega na economia, cresceu 0,2% entre os trimestres seguidos e 1,7% no acumulado de 12 meses.

Detalhando os dados do setor, os segmentos de serviços que mais cresceram foram informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%). O comércio ficou estável, ou seja, variação nula (0%).

Houve variação negativa no segmento administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).

A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que representa os investimentos, cresceu 1,2% no trimestre.

Pela ótica da demanda, o consumo do governo subiu 0,4%, enquanto o das famílias recuou (-0,4%).

No setor externo, as exportações caíram (-0,8%), e as importações subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

 O que é o PIB

O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.    

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.  

Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.    

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.   

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida. 

Fonte: Agência Brasil

Receita paga nesta segunda último lote de restituição do IR 2026

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cerca de 500 mil contribuintes recebem, nesta segunda-feira (31), o quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda 2026. Ao longo do dia, a Receita Federal liberará R$ 1,24 bilhão a 521.935 pessoas. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores.

A consulta está disponível desde o último dia 24, na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Do R$ 1,24 bilhão desse lote, R$ 704,12 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 338.912 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
  • 86.873 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
  • 43.502 contribuintes não prioritários;
  • 26.769 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
  • 16.850 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
  • 9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

Menos lotes

Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

Os dois primeiros lotes de 2026, de maio e de junho, representaram 80% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. Segundo o Fisco, a agilidade no processamento das declarações e no avanço das ferramentas de modernização e automação permitiram a concentração dos pagamentos nos dois primeiros lotes.

Pagamento

O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Fonte: Agência Brasil

Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Prorrogado no início de agosto, o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias, termina na próxima segunda-feira (31).

A iniciativa permite que pessoas físicas com débitos em atraso tenham acesso a descontos e condições de pagamento diferenciadas para regularizar a situação financeira.

O programa atende consumidores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105, e tenham dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos.

O prazo, que terminaria em 2 de agosto, foi prorrogado até o fim deste mês. Não há previsão de uma nova extensão.

A modalidade voltada às famílias renegociou, até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,33 bilhões e, após os acordos, foram reduzidos para aproximadamente R$ 5,27 bilhões.

Quem pode participar

A modalidade Desenrola Famílias é destinada a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além do critério de renda, a dívida precisa atender às regras do programa.

Podem ser incluídos débitos:

  • Contratados até 31 de janeiro de 2026;
  • Com atraso entre 91 dias e dois anos;
  • Registrados em instituição financeira participante.

A própria instituição financeira verifica se o consumidor e a dívida atendem aos critérios, utilizando informações disponíveis em seus sistemas e no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central.

Quais dívidas entram

O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas. Entre as operações que podem ser renegociadas estão:

  • Cartão de crédito rotativo ou parcelado;
  • Cheque especial;
  • Crédito pessoal sem consignação em folha;
  • Empréstimos pessoais utilizados para consolidar outras dívidas.

A inclusão do débito, porém, depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação.

Desconto

O percentual de desconto varia conforme o tipo de crédito e o período de atraso. Para dívidas do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial, os abatimentos podem chegar a 90%.

Tempo de atraso Cartão rotativo e cheque especial (desconto) Crédito direto ao consumidor e parcelamento do cartão (desconto)
91 a 120 dias 40% 30%
121 a 150 dias 45% 35%
151 a 180 dias 50% 40%
181 a 240 dias 55% 45%
241 a 300 dias 70% 60%
301 a 360 dias 85% 75%
1 a 2 anos 90% 80%
Fonte: Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte

O desconto é aplicado sobre a dívida conforme as regras da operação. Dessa forma, nem todos os consumidores terão direito ao abatimento de 90%.

Condições

Quando a renegociação é feita por meio de uma nova operação de crédito, o programa estabelece condições específicas:

  • Juros máximos de 1,99% ao mês;
  • Prazo de até 48 meses;
  • Parcela mínima de R$ 50;
  • Limite de até R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira;
  • Primeira parcela em até 35 dias;
  • Possibilidade de desconto sobre a dívida original;
  • Garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Na prática, o novo crédito substitui os débitos elegíveis por uma operação com condições definidas dentro dos limites do programa.

Como fazer

Não existe uma plataforma única do governo para formalizar a renegociação. O consumidor deve procurar diretamente a instituição financeira onde a dívida está registrada.

O atendimento pode ser feito, conforme os canais disponibilizados por cada banco, pelo aplicativo, internet banking, site, telefone, WhatsApp ou agência física.

Durante a negociação, a instituição informa se o débito é elegível e apresenta as condições disponíveis.

Entre as instituições que participam da iniciativa estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Nubank.

Nome sai do cadastro

A retirada da dívida dos cadastros de inadimplentes não ocorre simplesmente com a assinatura do acordo.

Nas renegociações realizadas por meio da nova operação de crédito, a instituição financeira deve providenciar a retirada da dívida após o pagamento da primeira parcela.

O consumidor, portanto, precisa cumprir as condições previstas no contrato para manter a regularização.

FGTS pode ser usado

Uma das possibilidades previstas no programa é usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar a dívida renegociada.

Podem ser usados recursos de contas ativas e inativas, com prioridade para as contas inativas. O trabalhador pode utilizar o valor que for maior entre:

  • Até R$ 1 mil; ou
  • Até 20% do saldo disponível no FGTS.

A utilização depende da contratação da operação e da autorização do trabalhador, além dos procedimentos com a instituição financeira.

Para autorizar o uso do saldo, o trabalhador deve acessar o aplicativo FGTS, consultar o valor disponível e permitir o compartilhamento da quantia com o banco responsável pela dívida.

Depois da autorização, os bancos têm prazo de até 30 dias para formalizar o contrato com a Caixa Econômica Federal, que fará a transferência do valor diretamente à instituição financeira.

Banco é obrigado a renegociar?

Não. A participação das instituições financeiras é voluntária.

Mesmo quem atende aos critérios de renda e tem uma dívida que se enquadra nas regras só poderá renegociá-la pelo programa se o banco ou financeira responsável tiver aderido à iniciativa e oferecer a operação.

E quem está em dia?

O Novo Desenrola também possui uma modalidade diferente para consumidores que não estão inadimplentes.

O Desenrola Adimplente é destinado a pessoas que mantêm os pagamentos em dia, mas desejam reduzir o custo de empréstimos já contratados. A proposta é substituir operações mais caras por um novo crédito com condições mais favoráveis antes que o consumidor entre em atraso.

O programa também contempla regras específicas para outros públicos, como estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), produtores rurais e micro e pequenas empresas.

Formalização

O prazo de 31 de agosto vale para a formalização do acordo, não para a entrada do pedido.

Como a instituição financeira precisa verificar a elegibilidade da dívida e apresentar as condições da operação, a recomendação é iniciar o atendimento antes do último dia do prazo.

O consumidor também deve comparar as condições oferecidas, conferir o valor total a ser pago, a taxa de juros, o número de parcelas e as consequências de eventual novo atraso antes de concluir a renegociação.

Fonte: Agência Brasil

Mais de 17 mil produtores e cooperativas da região Nordeste podem se beneficiar com a MP 1.376

Produtores rurais e cooperativas da região Nordeste já podem procurar o Banco do Brasil para renegociar operações de crédito rural por meio das condições previstas na Medida Provisória nº 1.376/2026. Na região, cerca de 17,5 mil clientes possuem operações potencialmente elegíveis às condições da medida, que representam um volume de até R4 10,4 bilhões em financiamentos.
A MP autorizou a criação de linhas especiais para composição de dívidas de produtores e cooperativas que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos ou perdas de mercado em duas ou mais safras entre 2019 e 2025. O objetivo é apoiar a recuperação da capacidade produtiva, contribuir para a regularização financeira dos empreendimentos rurais e dar condições para que os produtores retomem seu fluxo de caixa com maior previsibilidade.
“A MP 1.376 traz uma oportunidade relevante para que produtores do Nordeste reorganizem sua situação financeira e retomem seus projetos com mais segurança, especialmente após os impactos causados por eventos climáticos que comprometeram safras, receitas e a geração de renda em diversas localidades. O Banco do Brasil está mobilizado para oferecer atendimento especializado e soluções adequadas às necessidades de cada cliente, considerando as particularidades da região. Além de favorecer a regularização das operações, a medida contribui para a recuperação da capacidade produtiva, a recomposição da renda das famílias rurais e o fortalecimento da atividade agropecuária nordestina”, afirma Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.
A carteira agro do BB possui cerca de 113 mil clientes com operações potencialmente elegíveis às condições previstas na MP, representando um volume de até R$ 100 bilhões. Desse total, 36% correspondem a operações inadimplentes, enquanto o restante contempla operações adimplentes que foram prorrogadas ou renegociadas.
Os produtores que fizeram o pré-cadastro nas agências e os clientes interessados já podem comparecer às unidades do Banco do Brasil. A contratação está sujeita à análise de enquadramento e à apresentação do laudo técnico que comprove perdas na produção ou redução da renda bruta agropecuária esperada.
Mais informações estão disponíveis em bb.com.br/agro.