Agronegócio brasileiro exportou US$ 148 bilhões em 2022

O agronegócio brasileiro exportou, segundo os últimos dados do Ministério da Agricultura, US$ 148 bilhões, em 2022 e, segundo o chefe da assessoria especial de assuntos estratégicos da pasta, Guilherme Bastos é exportado aquilo que não é consumido no Brasil.  Bastos foi entrevistado nesta sexta-feira (23) no programa A Voz do Brasil.

“Se há um problema de gente ainda com insegurança alimentar, é um problema de uma composição de uma malha de programas sociais que devem acessar essas pessoas, mas em termos de produção nós produzimos o suficiente para abastecer o mercado interno e também exportar. E se exportamos, é por alguma questão. Tem preço competitivo, que atrai o mercado internacional para comprar os nossos produtos, qualidade no produto, e com isso nós continuamos acessando e abrindo cada vez mais mercados”, disse Bastos.

A China é o principal mercado dos produtos agropecuários brasileiros, respondendo por 1/3 das exportações, e, segundo Bastos, foram abertos mais de 200 mercados em mais de 50 países.

Bastos também comentou sobre a questão da sustentabilidade na agricultura brasileria. “O ministério tem trabalhado as ferramentas para que você possa promover essa rastreabilidade dentro das cadeias produtivas, estamos trabalhando também com indicadores socioambientais, para disponibilizar isso para a sociedade, para que as certificações possam ser facilitadas e habilitadas. Esse não é um processo… O pessoal esquece da dimensão continental não só do Brasil, como da nossa agropecuária, então é um processo que tem uma cadência.”

Foto Divulgação: Comprerural

Ele destacou também o plano safra de R$ 340 bilhões que foi colocado à disposição da agropecuária brasileira, sendo 70% destinado para a agricultura familiar. “Isso é muito mal interpretado, [com as pessoas] achando que é recurso público. Desse volume, o que você tem de recurso público efetivamente colocado são R$ 12,4 bilhões, que é exatamente o volume de recurso que vai para pagar a diferença da taxa de juros do mercado com a taxa de juros acordada no Plano Safra”.

Edição: Fábio Massalli – Agência Brasil

CDL de Juazeiro-BA espera movimento aquecido no comércio a partir deste sábado (17)

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Juazeiro-BA está otimista em relação ao crescimento nas vendas do comércio varejista neste Natal. A expectativa é de aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.
“Muitos comerciantes vêm investindo no abastecimento de suas lojas para as compras de fim de ano desde o mês de setembro, alguns até antes disso. Isso mostra que existe um clima de otimismo e isso é muito bom para o comércio”, pontuou, Éliton Souza, gerente da CDL.
Éliton explicou ainda, que existe a tradição  das pessoas acabarem deixando as compras de Natal para a segunda quinzena de dezembro, especialmente quando há a injeção da segunda parcela do 13° salário,  que deve ser paga aos trabalhadores até o dia 20.
“Não tem jeito! O brasileiro sempre deixa tudo para a última hora, mas não esquece de presentear as pessoas mais próximas nessa época. O que a gente deseja é que as pessoas escolham o comércio de Juazeiro na hora das compras,” completou.
Vale lembrar que a data é a mais importante do varejo, e sempre movimenta setores como o de roupas, calçados, brinquedos, eletrônicos, jogos, celulares, eletrodomésticos, alimentos, serviços, entre outros.
A convenção coletiva de trabalho deste ano, autoriza o funcionamento do comércio em horário especial neste mês. De segunda à sexta, das 8h as 21h e aos sábados das 9h as 16h, desde que seja paga a hora extra com adicional determinado na convenção. O dia de Natal (25) é feriado e o comércio não deve funcionar.
Para atrair os clientes, as lojas investem em decoração natalina e sorteios. A CDL incentiva e promove a Campanha Natal de Prêmios, que este ano traz uma das maiores premiações da história da campanha, como explica o presidente da CDL, Murilo Matos.”Este ano teremos um carro Fiat Argo zero km, 3 TVs de 40″ e um caminhão de prêmios. Até o dia 24, véspera de Natal, todo cliente que comprar a partir de R$ 50,00 (cinquenta reais) vai participar dos sorteios.”
 Mais de 200 lojas, inclusive as do Juá Garden Shopping, estão participando da campanha. Cada R$ 50,00 vale um cupom, que precisa ser preenchido pelo cliente e colocado na urna da campanha.
Os sorteios vão acontecer no dia 30/12, a partir das 10h, na praça  Cordeiro de Miranda,  próximo a estátua de Santiago Maior, no centro.

A campanha realizada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas conta com o  patrocínio do Sebrae, Agrovale, Rede Mastercard e apoio da ACIAJ, Sindilojas e Prefeitura de Juazeiro.

Salário mínimo será de R$ 1.302 a partir de 1º de janeiro de 2023

A partir de 1º de janeiro de 2023, o salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.212, será de R$ 1.302.

O valor atualizado está em uma medida provisória publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República explicou que valor considera uma variação da inflação de 5,81%, acrescida de ganho real de cerca de 1,5%.

“O valor de R$ 1.302,00 se refere ao salário mínimo nacional. O valor é aplicável a todos os trabalhadores, do setor público e privado, como também para as aposentadorias e pensões”, acrescenta a nota.

Por se tratar de medida provisória, o texto terá de ser analisado por deputados e senadores. O mesmo novo valor para o salário mínimo já estava previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023, que foi enviado ao Congresso Nacional em agosto.

Projeção de inflação oficial para 2022 sobe de 5,91% para 5,92%

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar este ano em 5,92%, segundo previsão feita por instituições financeiras e publicada hoje (5) no boletim Focus, do Banco Central (BC). O documento é divulgado semanalmente. Na última edição, a projeção era de 5,91%.

A estimativa para 2023 também subiu, de 5,02% para 5,08%. Já as projeções para 2024 e 2025, foram mantidas em 3,5% e 3%, respectivamente.

A previsão para 2022 está acima do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional do BC, que é de 2% a 5%. Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de 2023 também está acima do teto previsto.

PIB

boletim Focus também mostra que as instituições financeiras elevaram a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – para este ano, de 2,81% para 3,05%.

Para 2023, a expectativa é que a economia brasileira cresça 0,75%, previsão acima da que foi feita na semana anterior (0,70%). Para 2024 e 2025, o mercado financeiro projeta expansões do PIB em 1,71% e 2%, respectivamente.

Taxa de juros

A taxa básica de juros (Selic) deve fechar o ano nos atuais 13,75% ao ano, a mesma previsão da semana anterior. As últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que define a taxa Selic, serão amanhã (6) e quarta-feira (7).

A previsão do boletim Focus para 2023 é que a Selic fique em 11,75%, acima dos 11,5% projetados na semana passada. A estimativa para 2024 também subiu, de 8,25% na última semana para 8,50% nesta semana. Para 2025, foi mantida a previsão da Selic em 8% ao ano.

Câmbio

Em relação à taxa de câmbio, as instituições financeiras preveem que o dólar encerre o ano com cotação de R$ 5,25, abaixo dos R$ 5,27 da semana passada. Em 2023, a projeção de R$ 5,25 foi mantida. Nos dois anos seguintes, houve elevação das projeções: de R$ 5,20 para R$ 5,23 em 2024 e de R$ 5,20 para R$ 5,21 em 2025.

Edição: Graça Adjuto – Agência Brasil

Pix deixará de ter limite por transação em 2023, anuncia BC

A partir de 2 de janeiro, o Pix não terá mais limite por transação, anunciou hoje (1º) o Banco Central (BC). Os limites de valor serão mantidos apenas por período: diurno (6h às 20h) ou noturno (20h às 6h).

Com a mudança, o cliente poderá transferir todo o limite de um período (diurno ou noturno) em apenas uma transação Pix ou fazê-lo em diversas vezes, ficando a critério do correntista.

O BC também elevou o limite para as retiradas de dinheiro por meio das modalidades Pix Saque e Pix Troco. O valor máximo passou de R$ 500 para R$ 3 mil durante o dia e de R$ 100 para R$ 1 mil no período noturno.

As regras para o cliente personalizar os limites do Pix não mudaram. As instituições financeiras terão de 24 a 48 horas para acatar a ampliação dos limites e deverão aceitar imediatamente os pedidos de redução.

Em nota, o BC informou que a atualização das regras simplificará o Pix, além de aprimorar a experiência dos usuários, “ao efetuar a gestão de limites por meio de aplicativos, mantendo o atual nível de segurança”. Quanto ao Pix Saque e ao Pix Troco, o órgão informou que as mudanças pretendem igualar o Pix ao saque tradicional nos caixas eletrônicos.

A sugestão para abolir o limite por operação foi feita no Fórum Pix de setembro, grupo de trabalho coordenado pelo órgão e secretariado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que reúne as instituições participantes do Pix. Segundo o grupo, o valor máximo por transação era pouco efetivo porque o usuário pode fazer diversas operações pelo valor do limite desde que respeite a quantia fixada para o período diurno ou noturno.

Aposentadorias e pensões

O BC também alterou a regulamentação para o pagamento de salários e benefícios previdenciários pelo governo. O Tesouro Nacional poderá pagar salários ao funcionalismo, aposentadorias e pensões por meio do Pix. O BC também facilitará o recebimento de recursos por correspondentes bancários pela modalidade.

Outras regulamentações foram atualizadas. Ficará a critério de cada instituição financeira definir os limites para transações em que os usuários finais sejam empresas. A personalização do horário noturno diferenciado passará a ser facultativa. Além disso, as instituições financeiras passarão a considerar os limites da transferência eletrônica disponível (TED) para definir os limites das operações Pix com finalidade de compra. Até agora, os valores máximos eram definidos com base no cartão de débito.

A maioria das regras valerá a partir de 2 de janeiro. No entanto, os ajustes relacionados à gestão dos limites para os clientes por meio do aplicativo ou do canal digital da instituição valem a partir de 3 de julho de 2023.

Desde o lançamento, em novembro de 2020, o Pix tornou-se o meio de pagamento mais usado no Brasil. Com o pagamento da primeira parcela do 13º salário ontem (30), o sistema bateu um novo recorde diário de transações. Segundo o BC, foram realizadas 99,4 milhões operações Pix em apenas um dia.

Edição: Nádia Franco

Consumidor tem até 6 de janeiro para garantir isenção de taxa de energia solar

Os consumidores que pretendem instalar um sistema fotovoltaico em suas residências ou empresas, tem até o dia 6 de janeiro de 2023 para aderir à energia solar sem o pagamento da tarifa de distribuição. O benefício, fruto da Lei 14.300/22, que instituiu o Marco Legal da Geração Distribuída, vem ampliando a corrida pela instalação de projetos da energia limpa, renovável e sustentável que usa a luz do sol como fonte de eletricidade e diminui os gastos com a conta de luz em até 90%.

De olho neste prazo e na isenção, pelos próximos 23 anos, de encargos para os futuros consumidores de energia solar, o Sicredi Vale do São Francisco, desenvolveu uma linha de financiamento que é uma ótima opção para tirar esse sonho do papel. A solução contempla o projeto elaborado por uma empresa especializada, os equipamentos, placas, inversores e acessórios. Tudo com taxas acessíveis e prazo de até 60 meses para pagar.

De acordo com o diretor executivo do Sicredi Vale do São Francisco, Albérico Pena, os custos variam conforme a necessidade de geração de energia de cada projeto. “Os gastos com a instalação serão pagos pelo próprio sistema de energia solar, visto que ele permanecerá gerando energia e economia na conta de luz”, ressaltou.

Pena, destacou ainda que o investimento se paga no período de 5 anos, em média, e que a economia gerada a longo prazo cobre os custos com o parcelamento do financiamento. “O sistema fotovoltaico garante um menor impacto ambiental, ajudando na preservação do ecossistema”, acrescentou.

Preço da cebola dispara no Mercado do Produtor de Juazeiro por causa das chuvas na região

Em apenas uma semana a cotação da cebola subiu 40%. A saca de 20kg da cebola branca caixa 3, o tipo maior,  fechou a semana cotada a R$ 140,00, ou seja, no atacado o quilo já sai a R$ 7,00. Segundo os comerciantes, a elevação brusca no preço do produto foi provocada pelas chuvas que caíram na semana passada, impactando a agricultura da região, especialmente em Irecê, um dos maiores produtores de cebola.   A oferta de cebola estava em baixa há alguns meses, por causa da redução das áreas plantadas na região em relação ao ano passado, mas as chuvas agravaram  a situação. “No sábado passado chegaram apenas 4 caminhões de cebola aqui no Mercado do Produtor, quando o normal é de vinte a trinta”, contou o comerciante Damião Tavares. Segundo ele, teve leilão entre os compradores e o preço subiu rapidamente. Lucivaldo Torres, outro comerciante, acredita que os preços devem se manter elevados  até o mês que vem. “Em dezembro começa a sair a safra do sudeste, o que deve regularizar a situação, mas hoje eu não sei se atingimos o teto da cotação, a cebola ainda pode subir mais” afirmou.

Texto e foto: Rinaldo Lima – Assessor de Imprensa da AMA

Aprovada MP que garante crédito para auxílio de R$ 600 até dezembro

O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (9) a medida provisória que liberou crédito extraordinário de R$ 27 bilhões ao Ministério da Cidadania. Esses recursos atendem ao financiamento, até dezembro, do aumento de R$ 400 para R$ 600 no valor do Auxílio Brasil, pago a mais de 21 milhões de famílias. O texto segue para promulgação.

O montante também atende ao financiamento, até dezembro, de outros programas sociais incluídos na Emenda Constitucional 123 – que permite ao governo gastar por fora do teto de gastos mais R$ 41,25 bilhões até o fim do ano para aumentar benefícios sociais e diminuir tributos do etanol.

A MP permitiu o pagamento de um acréscimo de R$ 200 no programa Auxílio Brasil (R$ 25,5 bilhões) e o aumento do valor do Auxílio Gás (R$ 1,04 bilhão).

Também serão destinados R$ 500 milhões ao Alimenta Brasil, programa social que garante o abastecimento alimentar das pessoas atendidas pela rede socioassistencial do governo por meio de alimentos produzidos pela agricultura familiar.

Há ainda a destinação de R$ 86,9 milhões ao Ministério da Economia para o pagamento de custos e encargos bancários relativos ao programa Auxílio Brasil.

Bancos inadimplentes

O Senado Federal também aprovou a medida provisória que estabelece compensação tributária para instituições financeiras que sofreram perdas no recebimento de créditos. O texto prevê que os bancos possam deduzir as perdas na hora de determinar o lucro real e a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

A regra vale para operações inadimplidas (com atraso superior a 90 dias) e para operações com pessoa jurídica em processo falimentar ou em recuperação judicial. O tratamento tributário diferenciado pode ser aplicado a partir de 1º de janeiro de 2025. Administradoras de consórcio e instituições de pagamento ficam de fora do regime especial. O texto também segue para promulgação.

Nas operações inadimplidas, o valor da perda dedutível deve ser apurado mensalmente. Nos casos de recuperação judicial, o valor será igual à parcela que exceder o montante que o devedor tenha se comprometido a pagar. Na hipótese de falência, a perda dedutível é igual ao valor total do crédito.

*Com informações da Agência Senado

Mutirão nacional de negociação de dívidas começa hoje 1º de novembro

Ao longo de todo este mês, pessoas endividadas terão a oportunidade de limpar o nome. De hoje (1º) até o dia 30, ocorre o segundo mutirão nacional de negociação de dívidas e orientação financeira deste ano.

Ação conjunta do Banco Central (BC), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e dos Procons de todo o país, o mutirão oferece oportunidade de renegociação de dívidas com desconto e parcelamentos que caibam no bolso.

Podem participar do mutirão pessoas físicas com débitos em atraso com bancos e demais tipos de instituições financeiras, desde que a dívida não esteja atrelada a bens dados em garantia. As negociações podem ser pedidas por meio da plataforma Consumidor.gov.br  ou pelos canais diretos das instituições participantes, disponíveis na página do mutirão.

No site do mutirão, o interessado também terá acesso ao link do Registrato, sistema do Banco Central que informa todos os relacionamentos do cidadão com o sistema financeiro. A página permite a consultas sobre informações de dívidas com bancos e órgãos públicos, cheques devolvidos, contas, chaves Pix e operações de câmbio. A página da ação conjunta também dará acesso à plataforma de educação financeira Meu Bolso em Dia, da Febraban.

Campanha

Neste ano, o mutirão alertará os cidadãos sobre o superendividamento e a possibilidade de pedir renegociação, conforme previsto na Lei 14.181/21 . Pela lei, os cidadãos superendividados têm direito a renegociar o valor global do débito, simultaneamente com todos os credores. Segundo o BC, isso permite acordos mais vantajosos do que negociar uma dívida com cada banco.

O BC orienta as pessoas com suspeita de superendividamento a não renegociar os débitos pelo mutirão. Segundo o órgão, as pessoas devem buscar ajuda especializada nos órgãos de proteção e defesa do consumidor, cujos links estão disponíveis na página da ação conjunta.

No último mutirão, realizado em março, foram negociados 1,7 milhão de contratos em atraso durante 25 dias. De acordo com o BC, o endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou 52,9% da renda familiar disponível em agosto. Definido como o valor atual da dívida e os rendimentos em 12 meses, o indicador caiu 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior, mas subiu 3,5 pontos no acumulado em 12 meses.

O comprometimento de renda, que equivale às parcelas mensais divididas pela renda mensal da família, atingiu 29,4% em agosto, no maior nível desde o início da série, em 2005. O indicador subiu 0,8 ponto percentual na comparação com julho e de 3,9 pontos em 12 meses.

 

Edição: Graça Adjuto – Agência Brasil

Com chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, preço da batatinha dispara no Mercado do Produtor de Juazeiro

O preço da batatinha já vinha subindo no Mercado do Produtor de Juazeiro por reflexo da entressafra em outras regiões produtoras como Goiás e Minas Gerais. No começo do mês, o preço da saca de 50 quilos era de R$ 135,00, na semana passada, fechou em R$ 180. Mas desde segunda-feira (26) a cotação ultrapassou R$ 200,00. Nesta quinta-feira (29) o produto pode ser comprado até por R$ 220,00 a saca – uma elevação de mais de 20% em uma semana. Os comerciantes apontam as chuvas  dos últimos dias no Sudeste como a causa para a valorização da batatinha, sem previsão de queda. O legume colhido durante a chuva tende a se estragar mais rapidamente e, por isso, não pode viajar para muito longe. O resultado disso é que com a queda na oferta, no Sudeste, a batata produzida na Bahia, mas especificamente na região da Chapada Diamantina, está sendo  disputada por comerciantes de todo o país. Para o produtor a valorização do legume é boa para os negócios, mas para o comerciante nem tanto. “Preços altos são ruins para o comércio, porque afugentam os consumidores. Nós compramos a batatinha mesmo cara, sem a certeza de que vamos conseguir vender logo”, afirma José Lima, um dos maiores comerciantes de batata do Mercado do Produtor de Juazeiro. Alternativas Ao consumidor, restam duas alternativas: comprar a batatinha mesmo com sobrepreço, ou  aguardar  a normalização, substituindo o legume por alternativas como macaxeira,  batata-doce, abóbora e chuchu, dependendo da receita que vai preparar.